{"id":317688,"date":"2020-06-27T01:00:29","date_gmt":"2020-06-26T23:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/evangelho-vivido-pedras-vivas-para-uma-sociedade-fraterna\/"},"modified":"2024-05-15T21:10:58","modified_gmt":"2024-05-15T19:10:58","slug":"evangelho-vivido-pedras-vivas-para-uma-sociedade-fraterna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/evangelho-vivido-pedras-vivas-para-uma-sociedade-fraterna\/","title":{"rendered":"Evangelho vivido: pedras vivas para uma sociedade fraterna"},"content":{"rendered":"<p><em>Assim como os disc\u00edpulos de Cristo, todos os crist\u00e3os tem uma miss\u00e3o: testemunhar com docilidade, antes de tudo com a vida e tamb\u00e9m com a palavra, o amor de Deus que encontraram, para que se torne uma alegre realidade para muitos, para todos. Numa sociedade, muitas vezes marcada pela busca de sucesso e de autonomia ego\u00edsta, os crist\u00e3os sao chamados a mostrar a beleza da fraternidade, reconhecendo a necessidade um do outro e colocando em a\u00e7\u00e3o a reciprocidade.<\/em>  <strong>Um projeto de lei <\/strong> Trabalho como geometra na prefeitura da minha cidade e, ao mesmo tempo, frequento um bairro pobre para uma atividade de promo\u00e7\u00e3o humana. Considerando as prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es de como se vive naquele lugar, dei-me conta de que, quando se tratava de alargar uma estrada ou de demolir algum edif\u00edcio, o material recuperado muitas vezes era simplesmente usado para nivelar o terreno. Por que n\u00e3o aproveit\u00e1-lo para melhorar as casas dos mais necessitados? Para isso, era necess\u00e1rio que se fizesse uma lei municipal espec\u00edfica. A ideia agradou ao meu respons\u00e1vel que, depois de dar-se conta dessa situa\u00e7\u00e3o ao visitar o local, mobilizou-se para os contatos necess\u00e1rios; e uma vez que o prefeito da cidade acolheu a nossa proposta, foi apresentado um projeto de lei, imeditamente aprovado. Assim, agora o prefeito \u00e9 autorizado a doar \u00e0s institui\u00e7\u00f5es de assist\u00eancia social os materiais fora de uso por motivos t\u00e9cnicos, que se tornam preciosos para quem vive em barracos sem nenhuma possibilidade de melhorar o pr\u00f3prio estado. (G. A. \u2013 Brasil)  <strong>Saber perdoar<\/strong> A guerra civil no meu pa\u00eds trouxe luto e sofrimento tamb\u00e9m para a minha fam\u00edlia. Meu pai e meu irm\u00e3o estavam entre as vitimas da guerrilha; o meu marido continuava a sofrer as consequ\u00eancias de um espancamento. Como crist\u00e3 deveria perdoar, mas o meu sofrimento e o rancor continuavam crescendo. Somente por causa do testemunho que recebi de alguns crist\u00e3os aut\u00eanticos consegui rezar por aqueles que nos tinham feito tanto mal. Deus provou a minha coer\u00eancia quando a paz voltou no meu pa\u00eds: da capital onde nos t\u00ednhamos transferido voltamos \u00e0 minha cidade de origem, que tinha ficado durante 12 anos, \u00e0 merc\u00ea do governo e da guerrilha. Para as crian\u00e7as, que tinham sofrido mais do que todos, organizamos uma festa com a presen\u00e7a de muitas pessoas. Percebi que, entre as autoridades presentes, algumas tinham estado envolvidas na guerrilha e pensei que, talvez entre elas, estivessem os respons\u00e1veis pela morte dos meus familiares. Vencendo a rebeli\u00e3o inicial, enquanto o meu cora\u00e7\u00e3o se enchia de paz, fui oferecer bebidas tamb\u00e9m \u00e0quelas pessoas. (M. &#8211; San Salvador)  <strong>As nuances do sofrimento<\/strong> De volta \u00e0 It\u00e1lia, depois de uma experi\u00eancia como m\u00e9dico nem vale da Rep\u00fablica dos Camar\u00f5es, a minha aten\u00e7\u00e3o foi atra\u00edda pelas pessoas aflitas por males incur\u00e1veis e por doen\u00e7as cr\u00f4nicas debilitantes. Com os anos, dentro de mim nasceram convic\u00e7\u00f5es profundas. A primeira refere-se \u00e0s infinitas nuances do sofrimento, que nunca \u00e9 monotono. Cada sofrimento, como cada pessoa, \u00e9 irrepetivel. Uma outra impress\u00e3o forte \u00e9 aquela das pequenas esperas di\u00e1rias inseridas na grande expectativa para o encontro final. Mas a compreens\u00e3o mais importante que nasceu em mim foi esta: estes pacientes, despidos pelo sofrimento, tornaram-se para mim como pedras vivas na constru\u00e7\u00e3o da humanidade e dos seus valores. A roupa delas \u00e9 a fadiga, mas tamb\u00e9m a transpar\u00eancia. Elas s\u00e3o portadoras de uma luz particular: a luz de Deus. Tenho a impress\u00e3o de que ele se encarne naquelas exist\u00eancias desarticuladas. Muitas vezes, as palavras dos moribundos parecem ditadas por ele. Convenci-me, cada vez mais, de que &#8211; como afirma Simone Weil &#8211; se a humanidade fosse privada destas pessoas n\u00e3o teria nenhuma ideia de Deus. (C. \u2013 It\u00e1lia) <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u00a0<\/em><em>Por Stefania Tanesini<\/em><\/p>\n<p> <em>\u00a0(extraido da\u00a0\u201cIl Vangelo del Giorno\u201d, Citt\u00e0 Nuova, ano VI, n.3, maio-junho de 2020)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assim como os disc\u00edpulos de Cristo, todos os crist\u00e3os tem uma miss\u00e3o: testemunhar com docilidade, antes de tudo com a vida e tamb\u00e9m com a palavra, o amor de Deus que encontraram, para que se torne uma alegre realidade para muitos, para todos. 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