{"id":317724,"date":"2020-07-20T01:00:10","date_gmt":"2020-07-19T23:00:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/e-a-tua-face-senhor-que-eu-procuro\/"},"modified":"2024-05-15T21:11:04","modified_gmt":"2024-05-15T19:11:04","slug":"e-a-tua-face-senhor-que-eu-procuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/e-a-tua-face-senhor-que-eu-procuro\/","title":{"rendered":"\u201c\u00c9 a tua face, Senhor, que eu procuro\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em>\u201c\u00c9 a tua face, Senhor, que eu procuro\u201d<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong>[1]\u00a0<\/strong><\/a><em>O seguinte pensamento de Chiara Lubich pode nos dar uma luz para viver de maneira evang\u00e9lica, tamb\u00e9m a prova\u00e7\u00e3o que, em n\u00edvel planet\u00e1rio, todos estamos passando. Por causa da pandemia, muitos perderam um parente, um amigo ou um conhecido e todos somos chamados, de v\u00e1rias maneiras, a responder aos gritos de sofrimento que essa pandemia suscita por toda parte, reconhecendo neles os semblantes de Jesus Abandonado a serem amados<\/em><em>.<\/em>  (\u2026) Tamb\u00e9m nestas \u00faltimas semanas faleceram alguns (membros do Movimento). (\u2026) E para n\u00f3s que ainda estamos nesta terra, surge a pergunta: que experi\u00eancia fizeram no momento da passagem? O que diriam se pudessem falar?  Sabemos: viram a Deus. Encontraram Jesus. Conheceram a sua face.  \u00c9 uma verdade de f\u00e9, que nos traz uma imensa consola\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos ter d\u00favidas. S\u00e3o Paulo exprime (s\u00e3o palavras suas) o desejo de \u201cpartir e ir estar com Cristo\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Ele fala, portanto, de uma vida com Cristo que sucede \u00e0 morte imediatamente, sem ter de esperar a ressurrei\u00e7\u00e3o final<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. (\u2026).  Foi esta, portanto, a experi\u00eancia daqueles que chegaram \u00e0 meta da Santa Viagem: o encontro com Aquele que n\u00e3o poder\u00e1 deixar de nos amar se o tivermos amado.  Tomara que esta tamb\u00e9m seja a nossa experi\u00eancia!  Mas, para estarmos certos disso, \u00e9 necess\u00e1rio nos prepararmos desde j\u00e1, \u00e9 preciso, de certo modo, nos habituarmos.  Encontraremos Deus? Veremos a sua face?  Com certeza o contemplaremos resplandecente se aqui o tivermos visto, amado e acolhido Abandonado. S\u00e3o Paulo n\u00e3o conhecia nada nesta terra sen\u00e3o Cristo, e Cristo crucificado. \u00c9 este o h\u00e1bito que queremos adquirir (\u2026): procurar a sua face. Procur\u00e1-lo Abandonado.  Sem d\u00favida o encontraremos nos pequenos ou grandes sofrimentos pessoais que nunca faltam; no semblante dos irm\u00e3os que encontraremos, especialmente nos mais necessitados de ajuda, de conselhos, de conforto, de impulso para caminhar melhor na vida espiritual. N\u00f3s o procuraremos nos aspectos mais \u00e1rduos, mais dif\u00edceis implicados nas v\u00e1rias atividades que a vontade de Deus nos sugere; em todas as divis\u00f5es pr\u00f3ximas ou distantes de n\u00f3s, pequenas ou grandes (\u2026).  Procuremos o seu rosto tamb\u00e9m na Eucaristia, no \u00edntimo do nosso cora\u00e7\u00e3o, nas suas imagens sacras.  Depois, procuremos contempl\u00e1-lo e am\u00e1-lo concretamente tamb\u00e9m em todos os grandes sofrimentos do mundo. Sim, mesmo que, diante deles, n\u00f3s geralmente nos sintamos impotentes. Mas talvez n\u00e3o seja bem assim.  Quantas vezes (\u2026) tomamos conhecimento de calamidades que est\u00e3o acontecendo ou na imin\u00eancia de acontecer, afligindo povos inteiros e na\u00e7\u00f5es! S\u00e3o calamidades que \u2013 se a caridade de Deus mora no nosso cora\u00e7\u00e3o \u2013 desabam sobre n\u00f3s como um maci\u00e7o, sufocando-nos.  Pois sentimos que \u2013 apesar da nossa boa vontade e das nossas a\u00e7\u00f5es \u2013 n\u00e3o podemos fazer nada \u00e0 altura para melhorar a situa\u00e7\u00e3o. Ao passo que devemos nos convencer de que algo pode ser feito. Tamb\u00e9m neste caso, se reconhecemos a sua face nestas imensas cat\u00e1strofes, podemos, com a for\u00e7a dos filhos de Deus, que tudo esperam de seu Pai onipotente, lan\u00e7ar Nele as preocupa\u00e7\u00f5es que esmagam a n\u00f3s e as vastas por\u00e7\u00f5es da humanidade. Que seja Ele a mover os cora\u00e7\u00f5es dos chefes das na\u00e7\u00f5es que ainda podem fazer alguma coisa. E tenhamos a certeza de que Ele o far\u00e1. Aconteceu assim muitas vezes.  (\u2026) Fa\u00e7amos ecoar no nosso cora\u00e7\u00e3o o mais frequentemente poss\u00edvel o vers\u00edculo do Salmo 26, que diz: \u00a0\u00ab\u00c9 a tua face, Senhor, que eu procuro\u00bb. A tua face sofredora, para enxugar, na medida do poss\u00edvel, tuas l\u00e1grimas e teu sangue, e poder assim rev\u00ea-la resplandecente na nossa hora, quando fizermos a experi\u00eancia daqueles que j\u00e1 faleceram. (\u2026) <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Chiara Lubich<\/em><\/p>\n<p> (em uma conex\u00e3o telef\u00f4nica, Rocca di Papa, 25 de abril de 1991)  Tirado de: \u201cIl tuo volto io cerco\u201d, in: Chiara Lubich, Conversazioni in collegamento telefonico, pag. 426. Citt\u00e0 Nuova Ed., 2019.  <a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Sl<\/em> 27, 8. <a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Fm<\/em> 1, 23. <a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cf. <em>2 Cor<\/em> 5, 8.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201c\u00c9 a tua face, Senhor, que eu procuro\u201d[1]\u00a0O seguinte pensamento de Chiara Lubich pode nos dar uma luz para viver de maneira evang\u00e9lica, tamb\u00e9m a prova\u00e7\u00e3o que, em n\u00edvel planet\u00e1rio, todos estamos passando. 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