{"id":317732,"date":"2020-07-27T01:00:40","date_gmt":"2020-07-26T23:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/chama-lo-pelo-nome\/"},"modified":"2024-05-15T21:11:06","modified_gmt":"2024-05-15T19:11:06","slug":"chama-lo-pelo-nome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/chama-lo-pelo-nome\/","title":{"rendered":"Cham\u00e1-lo pelo nome"},"content":{"rendered":"<p><em>Todos n\u00f3s sofremos por causa do coronav\u00edrus e muitos ainda est\u00e3o sofrendo. O sofrimento que essa pandemia nos causa se apresenta em v\u00e1rios aspectos e poder\u00edamos desanimar se Jesus n\u00e3o viesse em nosso aux\u00edlio. De fato, sabemos como Ele, que \u00e9 o pr\u00f3prio Deus feito homem, viveu todos os sofrimentos e, por esse motivo, p<\/em><em>ode estar perto de n\u00f3s e nos amparar.<\/em>  (\u2026) Podemos considerar a vida como uma corrida de obst\u00e1culos. E quais s\u00e3o esses obst\u00e1culos? Como podem ser definidos?  \u00c9 sempre uma grande descoberta para n\u00f3s ver que, para cada sofrimento ou prova\u00e7\u00e3o da vida, podemos dar um nome: Jesus Abandonado.  Estamos tomados pelo medo? Ser\u00e1 que Jesus na cruz, no seu abandono, n\u00e3o parece transpassado pelo medo de que o Pai tivesse se esquecido dele?  Um dos obst\u00e1culos que podemos encontrar diante de certas prova\u00e7\u00f5es da vida \u00e9 o desalento, o des\u00e2nimo. Jesus no abandono parece imerso pela impress\u00e3o de que, na sua divina paix\u00e3o, lhe falta o conforto do Pai e parece estar perdendo a coragem de chegar at\u00e9 o fim de sua doloros\u00edssima prova\u00e7\u00e3o. Mas em seguida acrescenta: \u201cPai, nas tuas m\u00e3os entrego o meu esp\u00edrito\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.  \u00c0s vezes as circunst\u00e2ncias nos deixam desorientados? Jesus, naquele tremendo sofrimento, parece n\u00e3o entender o que lhe est\u00e1 acontecendo, tanto que grita: \u201cPor qu\u00ea?\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.  Algu\u00e9m nos contradiz? Por acaso, no abandono, n\u00e3o parece que o Pai desaprova a conduta do Filho?  Somos censurados ou acusados?  Jesus na cruz, no seu abandono, n\u00e3o teve tamb\u00e9m a impress\u00e3o de receber uma censura ou uma acusa\u00e7\u00e3o, at\u00e9 mesmo do C\u00e9u?  E mesmo diante de certas prova\u00e7\u00f5es da vida que parecem ser implac\u00e1veis, n\u00e3o se chega at\u00e9 mesmo a dizer com des\u00e2nimo: &#8220;Isto \u00e9 demais&#8221;, &#8220;isto j\u00e1 passou dos limites&#8221;? \u00a0Jesus, no abandono, bebeu um c\u00e1lice amargo, n\u00e3o apenas cheio, mas transbordante. A sua foi uma prova\u00e7\u00e3o que ultrapassou todas as medidas.  E quando uma desilus\u00e3o nos atinge ou somos feridos por um trauma, por uma desgra\u00e7a imprevista, por uma doen\u00e7a, ou por uma situa\u00e7\u00e3o absurda, podemos sempre nos lembrar do sofrimento de Jesus Abandonado que viveu pessoalmente estas, e ainda uma infinidade de outras prova\u00e7\u00f5es.  Sim, Ele est\u00e1 presente em tudo aquilo que tem sabor de sofrimento. Toda dor \u00e9 um nome de Jesus Abandonado.  Costuma-se dizer que quando se ama algu\u00e9m, chama-se a pessoa amada pelo nome. E n\u00f3s decidimos amar Jesus abandonado, e para melhor am\u00e1-lo, procuraremos nos acostumar a cham\u00e1-lo pelo nome nas prova\u00e7\u00f5es da nossa vida. Diremos: Jesus abandonado-solid\u00e3o, Jesus abandonado-d\u00favida, Jesus abandonado-m\u00e1goa, Jesus abandonado-prova\u00e7\u00e3o, Jesus abandonado-desola\u00e7\u00e3o, e assim por diante.  E chamando-o pelo nome, ele se sentir\u00e1 descoberto e reconhecido em cada dor, e nos responder\u00e1 com mais amor. Abra\u00e7ando-o, Ele se tornar\u00e1 para n\u00f3s a nossa paz, o nosso conforto, a coragem, o equil\u00edbrio, a sa\u00fade, a vit\u00f3ria. Ser\u00e1 a explica\u00e7\u00e3o para tudo e a solu\u00e7\u00e3o de tudo.  Esforcemo-nos, ent\u00e3o (\u2026) em chamar pelo nome Jesus abandonado a cada obst\u00e1culo que encontramos na vida. N\u00f3s os superaremos com maior rapidez e a corrida da nossa exist\u00eancia n\u00e3o conhecer\u00e1 interrup\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Chiara Lubich<\/em><\/p>\n<p> (em uma conex\u00e3o telef\u00f4nica, Mollens, 28 de agosto de 1986)  Tratto da: \u201cChiamarlo per nome\u201d, in: Chiara Lubich, Conversazioni in collegamento telefonico, Citt\u00e0 Nuova Ed., 2019, pag. 250.  <a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Lc<\/em> 23, 46. <a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cf. <em>Mt<\/em> 27, 46; <em>Mc<\/em> 15, 34.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos n\u00f3s sofremos por causa do coronav\u00edrus e muitos ainda est\u00e3o sofrendo. 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De fato, sabemos como Ele, que \u00e9 o pr\u00f3prio Deus feito homem, viveu todos os sofrimentos e, por esse motivo, pode estar perto de n\u00f3s e nos amparar.<\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-317732","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317732","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=317732"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317732\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=317732"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=317732"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=317732"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}