{"id":317742,"date":"2020-08-03T01:00:43","date_gmt":"2020-08-02T23:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/o-algo-a-mais\/"},"modified":"2024-05-15T21:11:07","modified_gmt":"2024-05-15T19:11:07","slug":"o-algo-a-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/o-algo-a-mais\/","title":{"rendered":"O \u201calgo a mais\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em>O seguinte pensamento de Chiara Lubich evidencia uma dimens\u00e3o constitutiva de uma \u201cespiritualidade de comunh\u00e3o\u201d: estar inseparavelmente ligados uns aos outros e, por esse motivo, tamb\u00e9m o dever de nos suportarmos. A pandemia do coronav\u00edrus nos faz tocar com as m\u00e3os a nossa interdepend\u00eancia de v\u00e1rias maneiras e tamb\u00e9m nos pede, na vida cotidiana, uma maior capacidade de suportar.<\/em>  (\u2026) N\u00f3s n\u00e3o devemos caminhar para Deus sozinhos, mas com os irm\u00e3os. Este \u00e9 o \u201calgo a mais\u201d que possu\u00edmos. Devemos buscar a santidade junto com os irm\u00e3os. Em pr\u00e1tica, temos que ajudar os nossos irm\u00e3os a alcan\u00e7ar a santidade da mesma forma que buscamos a nossa.  \u00c9 um compromisso muito s\u00e9rio, do qual nos esquecemos com muita facilidade, mas que, para n\u00f3s, \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para almejar tamb\u00e9m a nossa santidade. Ali\u00e1s, somente se amarmos o irm\u00e3o at\u00e9 este ponto \u00e9 que poderemos esperar a presen\u00e7a de Jesus entre n\u00f3s.  Qual \u00e9 a melhor maneira para viver esse amor t\u00e3o exigente para com os irm\u00e3os?  Existem v\u00e1rias, mas h\u00e1 uma que deve ser considerada com aten\u00e7\u00e3o, confirmada tamb\u00e9m pela minha longa experi\u00eancia. J\u00e1 falei sobre isso, mas \u00e9 t\u00e3o importante que vale a pena repetir.  A vida de comunidade, que n\u00f3s procuramos conduzir de modo constante ou tempor\u00e1rio, exige de n\u00f3s que amemos constantemente os nossos irm\u00e3os, isto \u00e9, que nos \u201cfa\u00e7amos um\u201d com eles, sempre. E \u00e9 o que procuramos fazer. Contudo, ainda que empreg\u00e1ssemos nisso todas as for\u00e7as, nem sempre conseguir\u00edamos, porque ainda estamos neste mundo e, portanto, somos propensos a ter defeitos e imperfei\u00e7\u00f5es. Mais cedo ou mais tarde, algum de n\u00f3s acaba errando.  O que fazer? Se fomos n\u00f3s que deixamos de viver o amor fraterno, recomecemos logo a amar. Se, por acaso, foram os nossos irm\u00e3os que se comportaram assim, como devemos agir?  Posso garantir: \u00e9 s\u00e1bio escutar S\u00e3o Paulo que nos convida a suportar, porque suportar n\u00e3o \u00e9 uma subesp\u00e9cie do amor; suportar \u00e9 algo inerente \u00e0 caridade, \u00e9 um aspecto dela. De fato, segundo o Ap\u00f3stolo, a caridade n\u00e3o s\u00f3 \u00abtudo cobre, tudo cr\u00ea, tudo espera\u00bb, mas tamb\u00e9m tudo \u00absuporta\u00bb. Suportar \u00e9 express\u00e3o do amor, da caridade. Se n\u00e3o se suporta, n\u00e3o se vive a caridade.  Chegar\u00e1 o momento de fazer notar ao irm\u00e3o os seus erros. O Evangelho exige inclusive isso. (\u2026).  E o fazemos s\u00f3 por amor. \u00c9 claro que n\u00e3o seremos movidos, por exemplo, pela vontade de descontar finalmente alguma ofensa que os outros nos fizeram. Mas fazemos com o m\u00e1ximo amor que podemos ter, conscientes de que, no fundo, se o irm\u00e3o melhorar, eu tamb\u00e9m serei beneficiado, porque nisso consiste a novidade do nosso itiner\u00e1rio espiritual: devo ajudar o irm\u00e3o no caminho de sua perfei\u00e7\u00e3o, se quero alcan\u00e7ar a minha.  Estamos vinculados uns aos outros. N\u00e3o temos sa\u00edda. <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Chiara Lubich<\/em><\/p>\n<p> <em>(em uma conex\u00e3o telef\u00f4nica, Rocca di Papa, 19 de junho de 2003)<\/em>  <em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O seguinte pensamento de Chiara Lubich evidencia uma dimens\u00e3o constitutiva de uma \u201cespiritualidade de comunh\u00e3o\u201d: estar inseparavelmente ligados uns aos outros e, por esse motivo, tamb\u00e9m o dever de nos suportarmos. 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