{"id":317820,"date":"2020-09-25T01:00:43","date_gmt":"2020-09-24T23:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/evangelho-vivido-o-amor-e-a-palavra-mais-eloquente\/"},"modified":"2024-05-15T21:11:22","modified_gmt":"2024-05-15T19:11:22","slug":"evangelho-vivido-o-amor-e-a-palavra-mais-eloquente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/evangelho-vivido-o-amor-e-a-palavra-mais-eloquente\/","title":{"rendered":"Evangelho vivido: o amor \u00e9 a palavra mais eloquente"},"content":{"rendered":"<p><em>Jesus proclama livremente a sua mensagem a homens e mulheres de diferentes povos e culturas que querem ouvi-lo; \u00e9 uma mensagem universal, dirigida a todos e que todos podem acolher para se realizarem como pessoas, criadas por Deus Amor \u00e0 sua imagem. <\/em>  <strong>Uma trag\u00e9dia partilhada <\/strong> H\u00e1 v\u00e1rios anos, com as nossas quatro filhas, deixamos o L\u00edbano devastado pela guerra e fomos viver na Tasm\u00e2nia, onde lutamos para nos integrarmos num mundo t\u00e3o diferente do nosso: as pessoas aqui s\u00e3o muito reservadas e a fam\u00edlia &#8220;nuclear&#8221; contrasta com a fam\u00edlia &#8220;alargada&#8221; do nosso pa\u00eds. Nos primeiros dias ap\u00f3s a nossa chegada, um colega do meu marido perdeu o seu filho de dois anos num inc\u00eandio. Desde ent\u00e3o, com a sua mulher, recusava-se a receber visitas e a estar com outras pessoas, permanecendo quase segregado em casa. N\u00e3o compreend\u00edamos esta atitude deles, porque na nossa cultura as trag\u00e9dias s\u00e3o partilhadas, e pergunt\u00e1vamo-nos de que maneira poder am\u00e1-los, assumindo tamb\u00e9m n\u00f3s o sofrimento deles n\u00f3s. Assim, durante algumas semanas, cozinhei diarimente para eles, deixando a comida fora da porta com um bilhete, sem perturb\u00e1-los. Finalmente um dia aquela porta abriu-se e desde ent\u00e3o nasceu uma rela\u00e7\u00e3o de amizade entre n\u00f3s e eles. Ao longo do tempo, depois fizemos outros amigos que nos enriqueceram com a sua cultura. E na nossa casa agora h\u00e1 sempre algu\u00e9m que nos vem visitar, um pouco como era no L\u00edbano. (Carole &#8211; Austr\u00e1lia)  <strong>Incultura\u00e7\u00e3o<\/strong> Para entrar na pele um do outro, \u00e9 importante falar a sua l\u00edngua. Mas n\u00e3o obrigatoriamente. Vejo isso com muitas pessoas que tratei (sou m\u00e9dico) e com as quais permaneceu uma rela\u00e7\u00e3o, porque uma mensagem passou. Uma vez, nos Camar\u00f5es, pedi conselho a um anci\u00e3o da regi\u00e3o sobre como identificar-me com o seu povo. Ele disse: &#8220;Se amas realmente com o cora\u00e7\u00e3o, os outros compreendem. O amor \u00e9 importante&#8221;. Com estas palavras ele trouxe-me de volta ao essencial do Evangelho e foi a confirma\u00e7\u00e3o de que partilhar os sofrimentos e alegrias dos outros vem em primeiro lugar. Se tamb\u00e9m puder aprofundar o meu conhecimento da l\u00edngua e dos costumes locais, ser\u00e1 ainda melhor&#8230; Em todos os lugares, o amor \u00e9 a palavra mais eloquente para expressar a paternidade de Deus. (Ciro &#8211; It\u00e1lia)  <strong>O apoio para n\u00e3o desistir <\/strong> Ap\u00f3s o div\u00f3rcio, continuei a encontrar-me com as crian\u00e7as. Mas com o tempo, a chantagem da minha ex-mulher, as exig\u00eancias e as acusa\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a aumentar&#8230; Tinha medo que ela tivesse pessoas que a aconselhavam de maneira que n\u00e3o a ajudavam. A prova\u00e7\u00e3o mais dolorosa foi quando at\u00e9 as crian\u00e7as, especialmente a mais velha, come\u00e7aram a acusar-me de ter arruinado a vida delas. N\u00e3o sabia o que fazer. Cada vez que nos encontr\u00e1vamos, era um inferno. Uma grande ajuda veio-me de um amigo sacerdote, que sugeriu que eu deveria amar sem esperar nada. Seguindo o seu conselho, decidi tentar durante alguns meses. Quando a minha sogra adoeceu e estava acamada, tive o cuidado n\u00e3o s\u00f3 de a visitar frequentemente, mas tamb\u00e9m de aliviar o seu novo estado em todos os sentidos. Um dia, eu estava fazendo-lhe companhia, e a minha filha chegou. Encontrou a sua av\u00f3 serena e divertida enquanto organiz\u00e1vamos velhos \u00e1lbuns de fotografias. Naquele momento, algo deve ter mudado nela, porque nessa mesma noite ela chamou-me para pedir-me perd\u00e3o. A escalada \u00e9 dif\u00edcil, mas sempre que tento amar, encontro o apoio para n\u00e3o desistir. (V.J. &#8211; Su\u00ed\u00e7a)  <strong>De cor <\/strong> Meu marido Baldwyn e eu somos de cor, uma ra\u00e7a mesti\u00e7a que sofre frequentemente por uma grave marginaliza\u00e7\u00e3o. A minha m\u00e3e era africana e o meu pai indiano. Fiquei \u00f3rf\u00e3 dele ap\u00f3s o meu nascimento e com a minha m\u00e3e fui viver com os seus parentes negros, onde fui educada segundo as suas tradi\u00e7\u00f5es. Mas com o passar dos anos, apercebi-me que era diferente e sofria por ser ridicularizada. Quando Baldwyn e eu decidimo-nos casar, descobri que n\u00e3o estava registada em nenhum lugar e, portanto, n\u00e3o existia para o Estado. Foi um golpe para mim: mais uma vez senti-me rejeitada! Durante esse per\u00edodo dif\u00edcil, as circunst\u00e2ncias levaram-nos a conhecer algumas fam\u00edlias crist\u00e3s, negras e brancas: pertenciam ao <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/famiglienuove\/\">Movimento Fam\u00edlias Novas<\/a> e n\u00e3o faziam diferen\u00e7as de ra\u00e7a. Nesse ambiente, pela primeira vez, senti-me \u00e0 vontade, bem recebida pelo que era. A aten\u00e7\u00e3o daquelas pessoas para comigo fez-me descobrir que Deus me amava. Consegui aceitar-me a mim mesma com as minhas diferen\u00e7as e aos outros tamb\u00e9m. Tornei-me livre. (Gloria &#8211; \u00c1frica do Sul) <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>por Stefania Tanesini<\/em><\/p>\n<p> <em>(extra\u00eddo de O Evangelho do Dia, Citt\u00e0 Nuova, anno VI, n.5, setembro-outubro de 2020)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jesus proclama livremente a sua mensagem a homens e mulheres de diferentes povos e culturas que querem ouvi-lo; \u00e9 uma mensagem universal, dirigida a todos e que todos podem acolher para se realizarem como pessoas, criadas por Deus Amor \u00e0 sua imagem.<\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-317820","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317820","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=317820"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317820\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=317820"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=317820"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=317820"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}