{"id":317844,"date":"2020-10-15T01:00:19","date_gmt":"2020-10-14T23:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/evangelho-vivido-humildade\/"},"modified":"2024-05-15T21:11:26","modified_gmt":"2024-05-15T19:11:26","slug":"evangelho-vivido-humildade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/evangelho-vivido-humildade\/","title":{"rendered":"Evangelho vivido: humildade"},"content":{"rendered":"<p><em>Como escreve Chiara Lubich: \u201cSer humilde n\u00e3o significa apenas n\u00e3o ser ambicioso, mas ser consciente do pr\u00f3prio nada, sentir-se pequeno diante de Deus e, portanto, colocar-se em suas m\u00e3os, como uma crian\u00e7a\u201d.<\/em>  <strong>Uma escola de vida<\/strong> Durante a pandemia, eu tamb\u00e9m fui obrigado a ficar isolado em casa. Apesar do contato com alguns dos meus pacientes ter continuado pela internet, o verdadeiro trabalho foi comigo mesmo. N\u00e3o podia mais me eximir de ajudar meus filhos a fazer as tarefas, pensar em formas de preencher o tempo deles, cuidar dos meus pais idosos, ajudar minha esposa na cozinha, inventar novos menus&#8230; Eu tinha subestimado o valor que os pequenos gestos cotidianos podem ter para o conhecimento de si mesmo e agora eu tinha a oportunidade de descobrir dimens\u00f5es fundamentais da exist\u00eancia. Mas talvez, a descoberta mais importante nesse per\u00edodo tenha sido a ora\u00e7\u00e3o, o relacionamento pessoal com Deus. Eu tinha me descuidado dessa parte, colocado-a de lado juntamente com outras coisas, quando estava empenhado nas minhas pesquisas e nos meus trabalhos. Ao gerenciar um tempo mais apertado, refleti sobre a vida, a morte, a esperan\u00e7a&#8230; N\u00e3o sei como foi para os outros, mas para mim esse ex\u00edlio for\u00e7ado tornou-se uma verdadeira escola, mais eficaz que muitos livros e cursos de especializa\u00e7\u00e3o. (M.V. &#8211; Su\u00ed\u00e7a)  <strong>Envelhecer juntos<\/strong> Depois de dezenas de anos de vida matrimonial no amor, percebi que me tornei impaciente com a minha esposa. Ela n\u00e3o concorda com muitas coisas que eu fa\u00e7o e me repreende sempre pelos mesmos motivos. Um dia, depois de t\u00ea-la escutado pela primeira e pela segunda vez, respondi com raiva que eu sabia o que deveria fazer: ela j\u00e1 havia me falado. Naturalmente, minha esposa ficou mal, e eu tamb\u00e9m fiquei. Pedi desculpas, mas dentro de mim uma grande dor permaneceu por n\u00e3o ter respeitado, aceitado que ela estava envelhecendo. Se isso acontece com ela, refleti, quem sabe quantas coisas eu fa\u00e7o que fazem mal \u00e0 minha esposa. Est\u00e1vamos contando isso a uma neta que veio nos encontrar com seu companheiro quando, sem nenhum motivo aparente, ela come\u00e7ou a chorar enquanto ele segurava suas m\u00e3os acariciando-as. Depois de um per\u00edodo em sil\u00eancio, nos contaram que tinham decidido n\u00e3o ficar juntos por causa da diversidade de car\u00e1ter entre eles. Por\u00e9m, nos escutando, se comoveram com a beleza de envelhecer juntos e tentar reconstruir o amor sempre. (P.T. \u2013 Hungria)  <strong>Escutar, entender<\/strong> Se penso nos vinte e cinco anos que passei cuidando da sa\u00fade dos meus pacientes, parece-me que n\u00e3o fiz outra coisa sen\u00e3o escut\u00e1-los. Sempre me lembro, nos meus primeiros dias como m\u00e9dico de fam\u00edlia, daquela mulher que havia passado por n\u00e3o sei quantos hospitais da Su\u00ed\u00e7a e da It\u00e1lia. Estava me contando um particular de sua hist\u00f3ria pessoal que poderia ser a chave dos dist\u00farbios de que sofria h\u00e1 mais de quinze anos. Quando perguntei: \u201cMas a senhora j\u00e1 falou com os m\u00e9dicos sobre isso?\u201d, ela respondeu: \u201cDoutor, \u00e9 a primeira vez que isso me vem \u00e0 cabe\u00e7a. Agora que o senhor est\u00e1 me escutando, eu me lembrei disso\u201d. A experi\u00eancia dessa visita me serviu mais do que uma atualiza\u00e7\u00e3o profissional. Sim, porque escutar, principalmente hoje que fazemos tudo com pressa, deveria corresponder sempre a \u201centender\u201d. Todos esses anos foram para mim uma escola com rela\u00e7\u00e3o a isso&#8230; e com certeza n\u00e3o parei de aprender! Escutar n\u00e3o \u00e9 nada mais do que uma express\u00e3o do amor do qual Cristo nos deu o exemplo: esvaziar-se para poder acolher o outro em si. (Ugo \u2013 It\u00e1lia)  <strong>Saborear<\/strong> Quando o m\u00e9dico me anunciou que o c\u00e2ncer havia voltado depois dos \u00faltimos exames, meu primeiro pensamento foi na minha fam\u00edlia, nos nossos filhos e netos. Meu marido e eu conversamos serenamente e decidimos viver o per\u00edodo que me resta como o tempo mais bonito para deixar a eles a heran\u00e7a de um amor fiel at\u00e9 o fim. Come\u00e7aram dias que, por mais pesados e dolorosos que fossem, t\u00eam cor e calor novos. N\u00e3o apenas aumentou o amor entre todos, mas eu diria que estamos aprendendo a \u201csaborear\u201d o tempo que passamos. Todo gesto \u00e9 \u00fanico porque poderia ser o \u00faltimo, e tamb\u00e9m todo telefonema, toda palavra dita. A aten\u00e7\u00e3o ao outro, ao tom de voz, a criar harmonia entre n\u00f3s&#8230; tudo tomou valor. Meu marido se surpreende com como nossos dias est\u00e3o plenos de alegria e frequentemente repete: \u201c\u00c9 o \u00fanico bem que podemos deixar aos nossos filhos!\u201d. Nos momentos dedicados \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, sentimos o c\u00e9u se abrir, porque transformou-se em um ato de agradecimento (G.C. \u2013 It\u00e1lia) <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Por Stefania Tanesini<\/em><\/p>\n<p> <em>(tirado de Il Vangelo del Giorno, Citt\u00e0 Nuova, ano VI, n.5, setembro-outubro de 2020)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como escreve Chiara Lubich: \u201cSer humilde n\u00e3o significa apenas n\u00e3o ser ambicioso, mas ser consciente do pr\u00f3prio nada, sentir-se pequeno diante de Deus e, portanto, colocar-se em suas m\u00e3os, como uma crian\u00e7a\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-317844","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317844","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=317844"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317844\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=317844"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=317844"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=317844"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}