{"id":317886,"date":"2020-11-09T03:00:54","date_gmt":"2020-11-09T02:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/a-nossa-penitencia\/"},"modified":"2024-05-15T21:11:35","modified_gmt":"2024-05-15T19:11:35","slug":"a-nossa-penitencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/a-nossa-penitencia\/","title":{"rendered":"A nossa penit\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><em>Uma espiritualidade comunit\u00e1ria tamb\u00e9m conhece uma \u201cpurifica\u00e7\u00e3o\u201d comunit\u00e1ria, como explica Chiara Lubich no texto a seguir. Como o irm\u00e3o amado no estilo evang\u00e9lico \u00e9 motivo de enorme alegria, a aus\u00eancia de relacionamento e de unidade com os outros pode causar sofrimento e dor.<\/em>  E, j\u00e1 que tamb\u00e9m a vida comunit\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 e n\u00e3o pode ser apenas vida comunit\u00e1ria, mas tamb\u00e9m plenamente pessoal, \u00e9 experi\u00eancia geral que, quando nos encontramos a s\u00f3s, depois de ter amado os irm\u00e3os, percebemos na alma a uni\u00e3o com Deus. [\u2026] Por isso, pode-se dizer que quem vai ao irm\u00e3o [\u2026], amando como o Evangelho ensina, descobre-se mais Cristo, mais homem.  E, como procuramos estar unidos com os irm\u00e3os, amamos de modo especial, al\u00e9m do sil\u00eancio, a palavra, que \u00e9 meio de comunica\u00e7\u00e3o.Falamos para nos fazermos um com os irm\u00e3os. Falamos, no Movimento, para nos comunicar nossas pr\u00f3prias experi\u00eancias sobre a pr\u00e1tica da Palavra de Vida, ou sobre a pr\u00f3pria vida espiritual, conscientes de que o fogo n\u00e3o comunicado se apaga e de que essa comunh\u00e3o de alma \u00e9 de grande valor espiritual. S\u00e3o Louren\u00e7o Justiniano dizia: \u201c(&#8230;) De fato, nada no mundo rende mais louvor a Deus e mais o revela digno de louvor do que o interc\u00e2mbio humilde e fraterno de dons espirituais\u2026\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. [\u2026] E, quando n\u00e3o falamos, escrevemos: escrevemos cartas, artigos, livros, di\u00e1rios, para que o Reino de Deus cres\u00e7a nos cora\u00e7\u00f5es. Usamos todos os meios modernos de comunica\u00e7\u00e3o. [\u2026]  Tamb\u00e9m no (nosso)Movimento praticamos as mortifica\u00e7\u00f5es indispens\u00e1veis a toda vida crist\u00e3, fazemos as penit\u00eancias, especialmente as que a Igreja aconselha, mas temos um especial apre\u00e7o por aquelas que a vida de unidade com os irm\u00e3os oferece. Ela n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil para o \u201chomem velho\u201d, como o chama s\u00e3o Paulo<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, sempre pronto a ganhar espa\u00e7o dentro de n\u00f3s.  Al\u00e9m disso, a unidade fraterna n\u00e3o se comp\u00f5e uma vez por todas; \u00e9 necess\u00e1rio sempre reconstru\u00ed-la. Se, quando a unidade existe \u2014 e por meio dela existe a presen\u00e7a de Jesus em nosso meio \u2014, sentimos uma alegria imensa, a alegria que Jesus prometeu em sua prece pela unidade, quando a unidade falta, as sombras e a desorienta\u00e7\u00e3o tomam seu lugar. Vivemos numa esp\u00e9cie de purgat\u00f3rio. E essa \u00e9 a penit\u00eancia que devemos estar prontos a enfrentar.  \u00c9 aqui que deve entrar em a\u00e7\u00e3o o nosso amor por Jesus crucificado e abandonado, chave da unidade; \u00e9 aqui que, por amor a Ele, solucionando antes em n\u00f3s toda dor, fazemos todo o esfor\u00e7o para recompor a unidade. <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">C<em>hiara Lubich<\/em><\/p>\n<p> De: <em>Uma espiritualidade de comunh\u00e3o<\/em>. In: Chiara Lubich, <em>Ideal e Luz<\/em>, S\u00e3o Paulo 2003, pag. 48.  <a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> S. Lorenzo Giustiniani, <em>Disciplina e perfezione della vita monastica<\/em>, Roma 1967, p.4.  <a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <em>Homem velho<\/em>: no sentido paulino de homem prisioneiro do pr\u00f3prio ego\u00edsmo, cf. <em>Ef\u00e9sios<\/em> 4,22.  &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma espiritualidade comunit\u00e1ria tamb\u00e9m conhece uma \u201cpurifica\u00e7\u00e3o\u201d comunit\u00e1ria, como explica Chiara Lubich no texto a seguir. 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