{"id":317890,"date":"2020-11-13T03:00:10","date_gmt":"2020-11-13T02:00:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/a-educacao-uma-questao-de-amor\/"},"modified":"2024-05-15T21:11:35","modified_gmt":"2024-05-15T19:11:35","slug":"a-educacao-uma-questao-de-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/a-educacao-uma-questao-de-amor\/","title":{"rendered":"A educa\u00e7\u00e3o, uma quest\u00e3o de amor"},"content":{"rendered":"<p><em>O \u201cGlobal Compact on Education\u201d, promovido pelo papa Francisco, convida todas as pessoas a aderir a um pacto. Conversamos com Silvia Cataldi, soci\u00f3loga, docente na Universidade La Sapienza, em Roma.<\/em>  <img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-237892 alignright\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Silvia-Cataldi-482x340.png\" alt=\"\" width=\"351\" height=\"248\" \/>Os protagonistas s\u00e3o eles, deposit\u00e1rios da esperan\u00e7a por um mundo mais justo, solid\u00e1rio, de paz. O \u201cGlobal Compact on Education\u201d, promovido pelo papa Francisco, v\u00ea os jovens como destinat\u00e1rios dos percursos educativos e agentes dos mesmos. Envolvidos juntamente com suas \u201cfam\u00edlias, comunidades, escolas e universidades, institui\u00e7\u00f5es, religi\u00f5es, governantes\u201d em uma \u201calian\u00e7a educativa\u201d por uma humanidade mais fraterna e em paz. Falou-se disso durante o encontro \u201cInsieme per guardare oltre\u201d (Juntos para olhar al\u00e9m) que ocorreu na Pontif\u00edcia Universidade Lateranense (Roma, It\u00e1lia) no dia 15 de outubro, durante o qual o Santo Padre, em uma mensagem por v\u00eddeo, exortou todas as pessoas de boa vontade a aderir ao pacto. <strong>Silvia Cataldi<\/strong>, soci\u00f3loga, docente na Universidade La Sapienza, em Roma, esteva presente para comentar as palavras do papa.  <strong>Nos \u00faltimos anos, registramos um forte protagonismo dos jovens nos grandes temas atuais. Parece obsoleto o modelo educativo que os v\u00ea como sujeitos passivos&#8230;<\/strong>  \u201cMuitas vezes, o limite dos modelos educativos \u00e9 aquele de entender mal a cultura como conhecimento superficial. O pedagogo Paulo Freire fala de \u201ceduca\u00e7\u00e3o deposit\u00e1ria\u201d, em que o saber pode ser derramado ou depositado como em um recipiente. No entanto, esse saber tem dois riscos: o de permanecer abstrato e desassociado da vida, e aquele de pressupor uma vis\u00e3o hier\u00e1rquica do saber. Com rela\u00e7\u00e3o a isso, o pacto me toca como educadora, porque nos convida a escutar o grito das gera\u00e7\u00f5es jovens, a permitir que eles fa\u00e7am os questionamentos. Devemos perceber que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um percurso participativo, n\u00e3o unidirecional.\u201d  <strong>Portanto, o que significa educar?<\/strong> \u201cO termo cultura vem de <em>colere<\/em> e significa cultivar. \u00c9, portanto, um verbo cont\u00ednuo, \u00e9 preciso estar l\u00e1, dedicar tempo e espa\u00e7o, partir das perguntas e n\u00e3o do fornecer as respostas. Mas tamb\u00e9m tem o significado de cuidar, amar. Por isso o pacto me toca quando diz com for\u00e7a que \u2018a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 sobretudo uma quest\u00e3o de amor\u2019. Quando se fala de amor, se pensa no cora\u00e7\u00e3o, no sentimento. Mas o amor tem uma dimens\u00e3o eminentemente pr\u00e1tica, requer m\u00e3os. Ent\u00e3o n\u00f3s, educadores, fazemos nosso trabalho s\u00f3 se sabemos reconhecer que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 cuidado. O cuidado cotidiano \u00e9 um gesto revolucion\u00e1rio porque \u00e9 um elemento de cr\u00edtica e de transforma\u00e7\u00e3o do mundo. Hannah Arendt o explica bem quando diz que \u2018A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o momento que decide se amamos o suficiente o mundo porque nos leva a transform\u00e1-lo\u2019.\u201d  <strong>Como fazer com que o pacto n\u00e3o seja um simples apelo?<\/strong> \u201cO convite \u00e0 fraternidade universal \u2013 o cora\u00e7\u00e3o do pacto \u2013 tem implica\u00e7\u00f5es importantes, mas porque tem realmente um poder transformador deve promover uma mudan\u00e7a de perspectiva que leva a acolher a diversidade e curar as desigualdades. O soci\u00f3logo franc\u00eas Alain Caill\u00e9 diz que a \u2018fraternidade \u00e9 plural\u2019, e isso significa que, se no passado a fraternidade existia s\u00f3 entre os iguais, de mesmo sangue, em uma classe ou em um grupo, hoje \u00e9 preciso reconhecer \u2018a especificidade, a beleza, a individualidade\u2019 de cada um. Al\u00e9m disso, se somos todos irm\u00e3os, ent\u00e3o nosso modo de conceber a realidade muda, porque a olhamos de uma perspectiva espec\u00edfica, que \u00e9 aquela dos \u00faltimos e somos impulsionados a agir, por exemplo, para tutelar os direitos fundamentais das crian\u00e7as, das mulheres, dos idosos, das pessoas com defici\u00eancia e dos oprimidos.\u201d <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Claudia Di Lorenzi<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u201cGlobal Compact on Education\u201d, promovido pelo papa Francisco, convida todas as pessoas a aderir a um pacto. 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