{"id":318062,"date":"2021-02-22T03:00:20","date_gmt":"2021-02-22T02:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/e-la-o-nosso-lugar\/"},"modified":"2024-05-15T21:12:06","modified_gmt":"2024-05-15T19:12:06","slug":"e-la-o-nosso-lugar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/e-la-o-nosso-lugar\/","title":{"rendered":"\u00c9 l\u00e1 o nosso lugar"},"content":{"rendered":"<p><em>A escolha mais radical na vida de Chiara Lubich foi amar Jesus sobretudo na sua maior dor: o seu abandono na cruz. Mas amar \u2018Jesus Abandonado\u201d significa, portanto, amar acima de tudo aquele pr\u00f3ximo que sentimos estar mais \u201cdistante\u201d de n\u00f3s.<\/em>  \u201cTodo aquele que se encolerizar contra seu irm\u00e3o, ter\u00e1 de responder em ju\u00edzo\u201d<sup>1<\/sup>. [\u2026] Voltamos ao tema do amor ao irm\u00e3o. \u00c9 \u00fatil, \u00e9 necess\u00e1rio, \u00e9 importante para n\u00f3s reconsider\u00e1-lo. O objetivo geral [do nosso Movimento] \u00e9 a perfei\u00e7\u00e3o da caridade. Amor ao irm\u00e3o! Amor cada vez mais sentido, profundo, aperfei\u00ad\u00e7oado, lapidado.  \u00c0s vezes parece dif\u00edcil dobrar o nosso cora\u00e7\u00e3o a um amor mais refinado do que aquele que j\u00e1 nutrimos pelos nossos irm\u00e3os. Nosso cora\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 um pouco de pedra, nosso amor \u00e9 rude, superficial, apressado.  Por qu\u00ea? Porque ainda temos o cora\u00e7\u00e3o ocupa\u00addo pelo nosso eu, em dar import\u00e2ncia a n\u00f3s pr\u00f3prios. Mesmo sem percebermos, somos ego\u00edstas e soberbos.  Constatamos isso quando sofremos uma dura prova espiritual (daquelas que, como um terremoto, parecem arrancar tudo com a raiz, tendo como efeito desprender-nos de n\u00f3s mesmos, de nossas coisas, humilhar-nos, destruir o nosso orgulho), quando sofremos uma dura prova espiritual, experimentamos um amor mais compreensivo, mais profundo, mais f\u00e1cil, mais espont\u00e2neo pelos nossos irm\u00e3os.  Disto podemos deduzir que a pobreza e a hu\u00admildade est\u00e3o na base da caridade.  A pobreza e a humildade.  Mas como adquiri-las, como conquist\u00e1-las sem ter de esperar pelas tem\u00adpestades espirituais? [\u2026] \u00c9 preciso \u201cviver o outro\u201d [\u2026] e isto pressup\u00f5e o n\u00e3o voltar-se para si mesmo, pressup\u00f5e uma total pobreza e humildade. [\u2026] Diante de cada pr\u00f3ximo, coloquemo-nos na ati\u00adtude de acolher perfeitamente em n\u00f3s a sua vida. [\u2026] E uma vez que falamos de irm\u00e3os, perguntemo-nos: A quem devemos amar primeiro? Quem devemos amar mais? A quem dar prefer\u00eancia?  Na nossa vida escolhemos Jesus Abandonado. Prefiramos aquelas pessoas que, pelas suas condi\u00e7\u00f5es ou pela situa\u00e7\u00e3o em que se encontram, nos lembram a fisionomia de Jesus Abandonado: Quantos, embora cat\u00f3licos, vivem longe da Igreja; e tamb\u00e9m todos aqueles que, de v\u00e1rias maneiras, est\u00e3o de certa forma distantes da verdade que \u00e9 Cristo, e tamb\u00e9m os que n\u00e3o professam f\u00e9 alguma.  Voltemos nossa aten\u00e7\u00e3o es\u00adpecialmente para todos estes.  Precisamos cuidar daqueles que nos foram con\u00adfiados, com cartas, visitas e telefonemas? Comecemos pelas pessoas que, de certa forma, est\u00e3o mais distantes de n\u00f3s.  Reavivemos, ent\u00e3o, o amor aos irm\u00e3os \u201cfazen\u00addo-nos um\u201d com eles, a ponto de viver a sua vida, se podemos dizer assim.  Comecemos pelos que percebemos estar mais distantes do nosso modo evang\u00e9lico de pensar e viver. [\u2026] Jesus Abandonado nos espera l\u00e1. \u00c9 l\u00e1 o nosso lugar. <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Chiara Lubich <\/em><\/p>\n<p> <em>(em uma conex\u00e3o telef\u00f4nica, <\/em><em>Rocca di Papa, 12 de fevereiro de 1987<\/em><em>)<\/em>  <em>Tirado de: \u201cCominciare con l&#8217;amare i pi\u00f9 lontani\u201d, in: Chiara Lubich, Conversazioni in collegamento telefonico, Citt\u00e0 Nuova Ed., 2019, pag. 273.<\/em>  <em>1) Mt 5,22a<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A escolha mais radical na vida de Chiara Lubich foi amar Jesus sobretudo na sua maior dor: o seu abandono na cruz. 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