{"id":318078,"date":"2021-03-08T03:00:08","date_gmt":"2021-03-08T02:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/amar-a-propria-cruz\/"},"modified":"2024-05-15T21:12:09","modified_gmt":"2024-05-15T19:12:09","slug":"amar-a-propria-cruz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/amar-a-propria-cruz\/","title":{"rendered":"Amar a pr\u00f3pria cruz"},"content":{"rendered":"<p><em>O amor a Deus e ao pr\u00f3ximo s\u00f3 adquire import\u00e2ncia, profundidade e autenticidade se passar pela dor, se for purificado pela cruz que Jesus nos convida a acolher. Mas de que cruz estamos falando? A resposta de Chiara Lubich na seguinte reflex\u00e3o \u00e9 muito precisa: cada um de n\u00f3s tem a sua cruz particular e pessoal.<\/em>  [\u2026] \u201cTudo concorre para o bem, (mas) para aqueles que amam a Deus\u201d (cf. Rm 8,28).  Amar a Deus! Todos n\u00f3s, certamente, queremos am\u00e1-Lo. Mas quando podemos ter a certeza de que o amamos? N\u00e3o apenas quando damos a Ele o nosso cora\u00e7\u00e3o, num per\u00edodo em que tudo corre bem, porque assim \u00e9 f\u00e1cil, \u00e9 bonito, porque isso poderia ser tamb\u00e9m resultado de entusiasmo ou uma mistura de interesses pessoais, de amor pr\u00f3prio e n\u00e3o de amor a Ele. Podemos ter a certeza de que O amamos, quando O amamos tamb\u00e9m nas adversidades, ou melhor ainda, quando, para garantir a autenticidade do amor, n\u00f3s decidimos preferi-Lo justamente em tudo aquilo que nos magoa. Amar a Deus na contrariedade, nas dores, \u00e9 sempre amor verdadeiro e seguro. Para n\u00f3s, este amor \u00e9 expresso com as palavras \u201camar Jesus Crucificado e Abandonado\u201d. [\u2026]  Mas qual \u00e9 a cruz, qual o Jesus Abandonado que devemos desejar amar, que devemos amar? N\u00e3o, certamente, uma cruz gen\u00e9rica, como quando dizemos \u201cquero assumir [\u2026] as dores da humanidade\u201d. N\u00e3o uma cruz fruto da fantasia da nossa mente sonhadora, como por exemplo, o mart\u00edrio, que talvez nunca mais aconte\u00e7a.  Jesus diz, para quem queira segui-Lo: \u201cQuem quiser vir ap\u00f3s mim, tome a sua cruz\u201d (Lc 9,23). <em>A<\/em> <em>sua<\/em>! Portanto, cada um deve amar a sua pr\u00f3pria cruz, o <em>seu<\/em> Jesus Abandonado. Quando Jesus, num \u00edmpeto de amor em um certo momento da nossa hist\u00f3ria, apresentou-se \u00e0 nossa alma e nos pediu que o segu\u00edssemos, que o escolh\u00eassemos, que \u2013 como se diz \u2013 o despos\u00e1ssemos, Ele n\u00e3o tinha a inten\u00e7\u00e3o de manifestar-se de modo vago a cada um de n\u00f3s, mas de um modo bem preciso. Pedia-nos que o abra\u00e7\u00e1ssemos naquelas dores, naquele mal-estar, naquelas doen\u00e7as, naquelas tenta\u00e7\u00f5es, naquelas determinadas situa\u00e7\u00f5es, naquelas pessoas, naquelas obriga\u00e7\u00f5es pessoais, de modo que pud\u00e9ssemos dizer: \u201cEsta \u00e9 a <em>minha<\/em> cruz\u201d, ou melhor ainda: \u201cEis o meu Esposo\u201d. Porque cada um de n\u00f3s tem o seu Jesus Abandonado, que n\u00e3o \u00e9 o do irm\u00e3o nem de todos os outros irm\u00e3os, mas \u00e9 justamente o seu pr\u00f3prio.  E se soubermos identificar o amor de Deus por n\u00f3s, que est\u00e1 escondido sob a trama dos muitos sofrimentos pessoais, isto ser\u00e1 uma experi\u00eancia maravilhosa, que nos levar\u00e1 a afei\u00e7oarmo-nos a este nosso Jesus Abandonado, a abra\u00e7\u00e1-Lo, como faziam os santos, a esperar por Ele, para v\u00ea-Lo transfigurado em n\u00f3s, por uma ressurrei\u00e7\u00e3o inteiramente nossa. [\u2026]  N\u00e3o percamos tempo. Fa\u00e7amos um pequeno exame da nossa situa\u00e7\u00e3o pessoal e decidamo-nos, com a ajuda de Deus, a dizer sim a tudo aquilo a que ter\u00edamos vontade de dizer n\u00e3o, mas que sabemos ser vontade de Deus. [\u2026] Levantemo-nos pela manh\u00e3 com este prop\u00f3sito no cora\u00e7\u00e3o: \u201cHoje quero viver somente para amar o <em>meu<\/em> Jesus Abandonado\u201d. E tudo estar\u00e1 resolvido. O Ressuscitado viver\u00e1 em cada um de n\u00f3s e entre n\u00f3s. [\u2026] <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Chiara Lubich <\/em><\/p>\n<p> <em>(em uma conex\u00e3o telef\u00f4nica, <\/em><em>Mollens, 16 de agosto de 1984<\/em><em>)<\/em>  <em>Tirado de: \u201cAmare la propria croce\u201d, in: Chiara Lubich, Conversazioni in collegamento telefonico, Citt\u00e0 Nuova Ed., 2019, pag. 161.<\/em>  <em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O amor a Deus e ao pr\u00f3ximo s\u00f3 adquire import\u00e2ncia, profundidade e autenticidade se passar pela dor, se for purificado pela cruz que Jesus nos convida a acolher. Mas de que cruz estamos falando? 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