{"id":318092,"date":"2021-03-15T03:00:30","date_gmt":"2021-03-15T02:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/orientar-a-bussola\/"},"modified":"2024-05-15T21:12:12","modified_gmt":"2024-05-15T19:12:12","slug":"orientar-a-bussola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/orientar-a-bussola\/","title":{"rendered":"Orientar a b\u00fassola"},"content":{"rendered":"<p><em>A escolha de amar Jesus no seu abandono na cruz e de preferi-lo a qualquer outro amor, tornou-se para Chiara Lubich como uma b\u00fassola que orientou a sua vida e a libertou de tantas preocupa\u00e7\u00f5es.<\/em>  [\u2026] Verificamos que o chamado a seguir Jesus Abandonado de maneira radical n\u00e3o se deu de uma s\u00f3 vez, ou seja, apenas no in\u00edcio do Movimento.  Com efeito, no decorrer destes anos, periodicamente o Senhor enfatizava este chamado, por meio de epis\u00f3dios ou de particulares reflex\u00f5es.  Assim aconteceu comigo, em 1954.[\u2026] Pela primeira vez, um focolarino se ordenava sacerdote. Eu devia viajar de Roma a Trento para participar da ordena\u00e7\u00e3o do Pe. Foresi, ministrada pelo arcebispo de Trento. Por\u00e9m, como eu n\u00e3o estava muito bem de sa\u00fade, quiseram que eu fizesse a maior parte da viagem de avi\u00e3o. Logo que embarquei, uma aeromo\u00e7a muito gentil, para facilitar a viagem, me convidou para conhecer a cabina de comando. Chegando naquele lugar fiquei imediatamente encantada com o magn\u00edfico panorama que se podia observar: amplo, plenamente vis\u00edvel pela carlinga toda de vidro.  Mas n\u00e3o foi o panorama o que mais tocou meu esp\u00edrito. Na verdade, foi uma breve explica\u00e7\u00e3o do piloto sobre o que \u00e9 importante para pilotar um avi\u00e3o. Ele me disse que, para se fazer uma viagem direta e segura, era necess\u00e1rio, antes de tudo, orientar a b\u00fassola na dire\u00e7\u00e3o do ponto de chegada. Depois, durante o percurso, seria preciso vigiar para que o avi\u00e3o nunca se desviasse da rota estabelecida.  Seguindo estas explica\u00e7\u00f5es, fiz imediatamente dentro de mim, um paralelo entre uma viagem de avi\u00e3o neste mundo e a viagem da vida que, hoje, eu chamaria de \u201cSanta Viagem\u201d. E me pareceu entender que tamb\u00e9m na viagem da vida \u00e9 necess\u00e1rio, desde o in\u00edcio, fixar com precis\u00e3o a rota, o caminho da nossa alma, que \u00e9 Jesus Abandonado. A seguir, no decurso de toda viagem, devemos fazer uma \u00fanica coisa: permanecer fi\u00e9is a Ele. Sim, o caminho ao qual Deus chama todos n\u00f3s \u00e9 somente este: amar Jesus Abandonado sempre.  Isto significa abra\u00e7ar todas as dores da pr\u00f3pria exist\u00eancia. Significa colocar em pr\u00e1tica o amor, adequando sempre a nossa vontade \u00e0 Sua [\u2026]. Amar Jesus Abandonado quer dizer conhecer a caridade, saber como se faz para amar os pr\u00f3prios pr\u00f3ximos: como Ele amou, at\u00e9 o abandono.  Amar Jesus Abandonado sempre significa colocar em pr\u00e1tica todas as virtudes que, naquele momento, Ele viveu manifestamente de modo heroico. [\u2026]  Penso poder afirmar que apontar a agulha da b\u00fassola da nossa alma para Jesus Abandonado \u00e9 tudo o que de melhor podemos fazer para continuar e terminar a Santa Viagem, e at\u00e9 para empreend\u00ea-la com uma certa facilidade.  Se o piloto, que observei estar totalmente livre nos seus movimentos, n\u00e3o usava r\u00e9deas como as que se usam para guiar uma carruagem, nem volante, daqueles que se usam para dirigir autom\u00f3veis, tamb\u00e9m n\u00f3s, se orientarmos a agulha da nossa b\u00fassola espiritual para Jesus Abandonado, n\u00e3o teremos necessidade de outro recurso para chegarmos com seguran\u00e7a \u00e0 meta.  E assim, como numa viagem de avi\u00e3o n\u00e3o nos deparamos com as surpresas das curvas, porque se voa no espa\u00e7o a\u00e9reo, nem temos que afrontar montanhas, porque nos colocamos logo numa boa altitude, tamb\u00e9m na nossa viagem, com o amor a Jesus Abandonado, nos colocamos imediatamente nas alturas. Os imprevistos n\u00e3o nos assustam, nem sentimos muito os esfor\u00e7os da subida, porque, por Jesus, surpresas, cansa\u00e7os e sofrimentos j\u00e1 s\u00e3o todos previstos e esperados!  Portanto, apontemos fixamente a b\u00fassola para Jesus Abandonado e permane\u00e7amos fi\u00e9is a Ele.  De que modo? Pela manh\u00e3, ao despertarmos, apontemos nossa agulha para Jesus Abandonado com o nosso \u201cEis-me aqui!\u201d. Depois, durante o dia, de vez em quando, vamos dar uma olhada: observemos se estamos sempre na rota certa para Jesus Abandonado. Se n\u00e3o estivermos, corrijamos a rota com um novo \u201cEis-me aqui!\u201d e o sucesso da viagem n\u00e3o ficar\u00e1 comprometido. [\u2026]  Se fizermos a viagem da vida em companhia de Jesus Abandonado poderemos, tamb\u00e9m n\u00f3s, no final dela repetir a famosa frase de Santa Clara: \u201cVai segura, alma minha, enquanto tiveres um bom companheiro no teu caminho. Vai que Aquele que te criou sempre cuidou de ti e te santificou\u201d. [\u2026] <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Chiara Lubich <\/em><\/p>\n<p> <em>(em uma conex\u00e3o telef\u00f4nica, <\/em>Rocca di Papa, 5 de janeiro de 1984<em>)<\/em>  <em>Tirado de: \u201cFissare la bussola\u201d, in: Chiara Lubich, Conversazioni in collegamento telefonico, Citt\u00e0 Nuova Ed., 2019, pag. 139.<\/em>  <em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A escolha de amar Jesus no seu abandono na cruz e de preferi-lo a qualquer outro amor, tornou-se para Chiara Lubich como uma b\u00fassola que orientou a sua vida e a libertou de tantas preocupa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-318092","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/318092","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=318092"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/318092\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=318092"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=318092"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=318092"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}