{"id":318232,"date":"2021-07-14T01:00:39","date_gmt":"2021-07-13T23:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/evangelho-vivido-a-misericordia-de-deus-pai\/"},"modified":"2024-05-15T21:12:42","modified_gmt":"2024-05-15T19:12:42","slug":"evangelho-vivido-a-misericordia-de-deus-pai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/evangelho-vivido-a-misericordia-de-deus-pai\/","title":{"rendered":"Evangelho vivido: a miseric\u00f3rdia de Deus Pai"},"content":{"rendered":"<p><em>&#8220;Na f\u00e9, o homem mostra claramente que n\u00e3o conta consigo mesmo, mas se confia \u00e0quele que \u00e9 mais forte do que ele&#8221;, escreve Chiara Lubich meditando sobre uma passagem do Evangelho. Momentos de escurid\u00e3o, apatia, mem\u00f3rias dolorosas podem se tornar uma oportunidade para aprofundar nosso relacionamento com Deus, para mostrar a Ele nossa confian\u00e7a nEle, mesmo nas dificuldades.<\/em>  <strong>A necessidade de um pai<\/strong> Com meus pais separados desde os meus tr\u00eas anos de idade, minha vida foi marcada pela falta de um pai. Apresentado e rebelde, descarreguava em todos. N\u00e3o sabia a quem recorrer para falar sobre meus assuntos, tinha a impress\u00e3o de que nem minha m\u00e3e me entendia mais. Eu tinha 15 anos quando meu professor de religi\u00e3o, sem fazer serm\u00f5es para mim, apresentou-me para um grupo de jovens comprometidos. Comecei a participar de algumas de suas iniciativas em favor de crian\u00e7as em bairros pobres. Eu me dei t\u00e3o bem com eles que nunca mais os deixei. Depois, uma experi\u00eancia de alguns meses em O&#8217;Higgins, a cidadela dos Focolares, na Argentina, abriu-me novos horizontes e trouxe-me um prop\u00f3sito para viver: contribuir para tornar o mundo mais bonito. A proposta de amar a todos despertou lentamente um pensamento em mim: &#8220;E o pai? O que ser\u00e1 que ele faz agora? Ser\u00e1 que ele sente a minha falta, depois de tantos anos de sil\u00eancio?&#8221; Eu n\u00e3o tinha paz at\u00e9 que fui procur\u00e1-lo em nossa antiga casa. Ele quase n\u00e3o me reconheceu. Era idoso, um homem cansado. Olhamos nos olhos um do outro e o passado ficou atr\u00e1s. (Luis &#8211; Argentina)  <strong>Eu estava me apaixonando<\/strong> Sendo uma cantora-compositora mal sucedida, eu estava mergulhada na apatia total. Naquele per\u00edodo escuro, neguei tudo em que acreditava. Deus foi uma bola acorrentada ao meu p\u00e9, tanto como m\u00fasica quanto como mulher, ent\u00e3o quis livrar-me dele vivendo como se ele n\u00e3o existisse. Isto \u00e9, at\u00e9 receber um telefonema do Carmine, um ator, amigo meu, que precisava da minha colabora\u00e7\u00e3o para uma pe\u00e7a na qual ele estava trabalhando. Quando ele estava viajando para Bolonha, convenceu-me a pegar o trem junto com ele para falar sobre isso durante a viagem. Mas eu o inundei com toda a minha hist\u00f3ria: eu queria me abrir, e ele soube escutar-me t\u00e3o bem, que&#8230; comecei a apaixonar-me. Trabalhamos juntos naquele ano. Eu escrevi a m\u00fasica e ele dirigiu a pe\u00e7a. Ent\u00e3o, de repente, Carmine ficou doente. Com medo de perd\u00ea-lo, eu me encontrei cara a cara com o Deus que eu estava fingindo ignorar. Mas agora eu n\u00e3o me sentia mais como uma estranha. O amor amaciou meu cora\u00e7\u00e3o e aquela dor o irrigou, deu-lhe toda aquela fecundidade que eu costumava cantar em minhas can\u00e7\u00f5es. (Chiara &#8211; It\u00e1lia)  <strong>Livre de um fardo<\/strong> Uma ofensa recebida h\u00e1 anos atr\u00e1s, e depois esquecida, retornou-me \u00e0 mem\u00f3ria ao encontrar a pessoa &#8220;culpada&#8221;. Eu n\u00e3o me lembrava tanto daquele homem, mas sim do meu marido que n\u00e3o tinha me defendido. Os sentimentos de dor e humilha\u00e7\u00e3o ainda estavam vivos sob as cinzas e eu n\u00e3o conseguia conter meu surto sobre ele. Ent\u00e3o um pensamento: &#8220;Seja misericordioso como seu Pai \u00e9 misericordioso&#8221;. Parecia que Jesus estivesse me dizendo: &#8220;Como voc\u00ea gostaria de me doar tudo se ainda est\u00e1 cheia dessas lembran\u00e7as dolorosas&#8221;? Palavras fortes, mas verdadeiras. Finalmente Deus com Sua gra\u00e7a ajudou-me a dar o passo de perdoar. A miseric\u00f3rdia do Pai libertou-me deste fardo. (Bernadette &#8211; Su\u00ed\u00e7a) <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>\u00a0<\/strong><em>Por Lorenzo Russo<\/em><\/p>\n<p> <em>(extra\u00eddo de Il Vangelo del Giorno (O Evangelho do dia), Citt\u00e0 Nuova, ano VII, n.4, julho-agosto de 2021)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Na f\u00e9, o homem mostra claramente que n\u00e3o conta consigo mesmo, mas se confia \u00e0quele que \u00e9 mais forte do que ele&#8221;, escreve Chiara Lubich meditando sobre uma passagem do Evangelho. 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