{"id":318270,"date":"2021-08-20T01:00:42","date_gmt":"2021-08-19T23:00:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/evangelho-vivido-jesus-abandonado-e-a-alegria\/"},"modified":"2024-05-15T21:12:49","modified_gmt":"2024-05-15T19:12:49","slug":"evangelho-vivido-jesus-abandonado-e-a-alegria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/evangelho-vivido-jesus-abandonado-e-a-alegria\/","title":{"rendered":"Evangelho vivido: Jesus Abandonado e a alegria"},"content":{"rendered":"<p><em>Quando reconhecemos no nosso sofrimento o semblante de Jesus Abandonado na Cruz por seu Pai e o aceitamos com todas as nossas limita\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o esse sofrimento transforma-se em alegria. E a nossa vida assume um outro aspecto, melhora, porque \u00e9 vivida com amor.<\/em>  <strong>A perda de um pai<\/strong>  Eu j\u00e1 era adulto quando meu pai saiu de casa para construir outra fam\u00edlia, mas a perda de um pai sempre deixa um vazio que nada pode preencher. As mem\u00f3rias e as palavras dele voltam constantemente em minha lembran\u00e7a. O mais triste \u00e9 quando n\u00e3o se sabe com quem compartilhar uma alegria, um sucesso. Claro, agora estou casado, esperamos um filho, mas essa sensa\u00e7\u00e3o de orfandade permanece. Minha esposa, por outro lado, sente ressentimento em rela\u00e7\u00e3o a seu pai que deixou a fam\u00edlia quando ela e sua irm\u00e3zinha eram pequenas. \u00c9 por isso que conversar entre n\u00f3s sobre a figura paterna traz \u00e0 tona nossa grande diversidade. Mas, precisamente porque sabemos o que significa tanto o amor como a falta de um pai, nos comprometemos a ser fontes de verdadeiro amor para nossos futuros filhos. O mesmo assunto, entre outras coisas, \u00e9 muito enfatizado na comunidade paroquial na qual estamos nos inserindo: a natureza do verdadeiro amor, que supera o egocentrismo, nos \u00e9 explicada por Jesus, que com sua vida e morte nos deu sua medida.  <em>(P.I. &#8211; Su\u00ed\u00e7a)<\/em>  <strong>O amigo bem-humorado<\/strong>  Na minha opini\u00e3o, o humor \u00e9 uma nova vis\u00e3o, de Deus, da vida, confrontada com o aspecto limitado, deficiente, \u00e0s vezes tr\u00e1gico, que o homem encontra em seus semelhantes, assim como em si mesmo. Durante muitos anos, trabalhei como cartunista com Nino, um amigo muito querido, em algumas de suas divertidas publica\u00e7\u00f5es. Todos, absolutamente todos, trope\u00e7am ao caminhar. Quanto ao Nino, toda vez que trope\u00e7a, ele para por um momento para pensar sobre a situa\u00e7\u00e3o e ri sobre o que aconteceu. Depois, fala-nos sobre isso e todos sorriem. \u00c9 este o padr\u00e3o do seu humor. Um humor que se tornou cada vez mais refinado ao longo dos anos, sem o sabor da s\u00e1tira e, mesmo assim, penetrante; uma zombaria amorosa n\u00e3o da pr\u00f3pria pessoa, mas do &#8220;homem velho&#8221; que est\u00e1 sempre \u00e0 espreita em todos. O pr\u00f3prio Nino escreveu sobre isso h\u00e1 alguns anos: &#8220;Na minha opini\u00e3o, o humor \u00e9 uma dimens\u00e3o imprevista, que, al\u00e9m das quatro medidas tradicionais de uma pessoa &#8211; altura, comprimento, largura e profundidade &#8211; tamb\u00e9m consegue descobrir suas quatro anti-medidas. A falta de retid\u00e3o, a vilania, a estreiteza e a superficialidade&#8221;.  <em>(Vittorio &#8211; It\u00e1lia)<\/em>  <strong>Irina e o ecumenismo<\/strong>  Sou ortodoxa, nascida na R\u00fassia, e me casei com um padre anglicano. Nunca houve dificuldades teol\u00f3gicas entre meu marido e eu. Ele amava muito a Igreja Ortodoxa. Mais tarde, descobrimos o quanto tamb\u00e9m t\u00ednhamos em comum com a Igreja Cat\u00f3lica. Em Roma, meu marido dirigiu um centro ecum\u00eanico pelo qual ele colocou toda sua energia. Ap\u00f3s sua morte, ensinei a l\u00edngua russa na Universidade Gregoriana, durante cinco anos. Depois, voltei para a Inglaterra, como presidente de um centro ecum\u00eanico em Oxford. Em um livro, chamado <em>O caminho para a unidade<\/em>, falo sobre meu marido, sobre os contatos que tive com personalidades importantes de diferentes Igrejas que apreciaram nosso trabalho ecum\u00eanico. \u00c9 claro que ainda h\u00e1 muito a ser feito para se conseguir a unidade, mas n\u00e3o faltam esp\u00edritos prof\u00e9ticos trabalhando nesta dire\u00e7\u00e3o. S\u00e3o uma minoria, \u00e9 verdade, mas eles est\u00e3o l\u00e1, e s\u00e3o a grande for\u00e7a da Igreja. Mesmo que nos entriste\u00e7a ver que ainda h\u00e1 muitos preconceitos a serem superados, devemos trabalhar e esperar, porque o mandamento de Cristo \u00e9 &#8220;que todos possam ser um&#8221;. Para mim, a Igreja j\u00e1 \u00e9 uma s\u00f3. <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Por Lorenzo Russo<\/em><\/p>\n<p> &nbsp;  (extra\u00eddo de \u201cIl Vangelo del Giorno\u201d (O Evangelho do dia), Citt\u00e0 Nuova, ano VII, n.4, julho-agosto de 2021)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando reconhecemos no nosso sofrimento o semblante de Jesus Abandonado na Cruz por seu Pai e o aceitamos com todas as nossas limita\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o esse sofrimento transforma-se em alegria. 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