{"id":318492,"date":"2022-02-17T03:00:44","date_gmt":"2022-02-17T02:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/evangelho-vivido-a-forca-criativa-da-misericordia\/"},"modified":"2024-05-15T21:13:29","modified_gmt":"2024-05-15T19:13:29","slug":"evangelho-vivido-a-forca-criativa-da-misericordia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/evangelho-vivido-a-forca-criativa-da-misericordia\/","title":{"rendered":"Evangelho Vivido: A for\u00e7a criativa da miseric\u00f3rdia"},"content":{"rendered":"<p><em>Chiara Lubich escreveu em uma de suas medita\u00e7\u00f5es: \u201ca miseric\u00f3rdia \u00e9 a \u00faltima express\u00e3o da caridade, aquela que a realiza<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><em><strong>[1]<\/strong><\/em><\/a><em>\u201d<\/em><em>. Portanto, n\u00e3o \u00e9 um sentimento, mas uma a\u00e7\u00e3o concreta, unida a uma inten\u00e7\u00e3o interior, que nos impulsiona a nos distanciar de n\u00f3s mesmos e voltar o olhar ao outro. Um movimento revolucion\u00e1rio que cura e gera vida.<\/em>  <strong>N\u00e3o perder a oportunidade<\/strong> Na esta\u00e7\u00e3o, eu havia comprado uma passagem de ida e volta para uma certa cidade. Cheguei sem ar na plataforma, mas vi com decep\u00e7\u00e3o que o trem tinha acabado de sair. Voltei para a bilheteria para tentar um ressarcimento e pedir outras informa\u00e7\u00f5es, mas a senhora respons\u00e1vel insinuou que, com tantas pessoas para atender, n\u00e3o podia perder tempo comigo. Contrariado, estava a ponto de ir embora com raiva, quando, ao colocar a passagem na agenda, li uma frase que havia escrito de manh\u00e3: \u201cN\u00e3o perder nenhuma oportunidade\u201d. Parei e refleti. Depois, tomei a decis\u00e3o: \u201cN\u00e3o devo perder a oportunidade de amar!\u201d. Voltei para a bilheteria e, quando chegou a minha vez, disse \u00e0 senhora respons\u00e1vel que sentia muito se havia sido exigente demais com ela e que compreendia sua rea\u00e7\u00e3o. Ela mudou de express\u00e3o e tom de voz e, sem que eu precisasse pedir, come\u00e7ou a resolver o meu problema. N\u00e3o s\u00f3: procurou uma alternativa de viagem para que eu pudesse chegar ao meu destino. No fundo, basta pouco para reestabelecer uma harmonia nos relacionamentos. (R.J. \u2013 Rom\u00eania)  <strong>A lista de inimigos<\/strong> Jesus quer que n\u00f3s, seus seguidores, amemos nossos inimigos, quer que perdoemos. Por muito tempo, pensei que isso n\u00e3o dizia respeito a mim. Tenho uma vida tranquila, uma boa posi\u00e7\u00e3o social, uma fam\u00edlia serena. N\u00e3o machucamos ningu\u00e9m e procuramos nos proteger do negativo da sociedade. E, mesmo assim, aquela frase n\u00e3o me deixava em paz. Inimigos? Pensando bem tive e ainda tenho, mas os relegava a uma regi\u00e3o do c\u00e9rebro em que n\u00e3o me incomodassem. Uma a uma, me vieram \u00e0 mente situa\u00e7\u00f5es em que, mais que enfrentar as contrariedades de um \u201cinimigo\u201d, eu fugia. A fuga se transformou em um verdadeiro h\u00e1bito. Mas Jesus exige outra coisa. Ent\u00e3o, fiz uma lista de \u201cinimigos\u201d pelos quais me esfor\u00e7aria para fazer algo: telefonar, mandar mensagem, encontrar pessoalmente para dizer que cada um estava presente na minha vida. N\u00e3o foi f\u00e1cil, continuamente obst\u00e1culos e pensamentos me faziam desacelerar. Agora, que venci a mim mesmo, posso dizer que aquele mandamento de Jesus atingiu o seu objetivo: o de fazer com que me sentisse um homem vivo. (G.R. \u2013 Portugal) <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>por Maria Grazia Berretta<\/em><\/p>\n<p> <em>(trecho de O Evangelho do Dia, Citt\u00e0 Nuova, ano VIII, n.1, janeiro-fevereiro 2022)<\/em>  <a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> C. Lubich, \u201cQuando si \u00e8 conosciuto il dolore\u201d, em \u00a0<em>La dottrina \u00a0spirituale<\/em>, Citt\u00e0 Nuova, Roma, 2006, p. 140-141<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chiara Lubich escreveu em uma de suas medita\u00e7\u00f5es: \u201ca miseric\u00f3rdia \u00e9 a \u00faltima express\u00e3o da caridade, aquela que a realiza[1]\u201d. Portanto, n\u00e3o \u00e9 um sentimento, mas uma a\u00e7\u00e3o concreta, unida a uma inten\u00e7\u00e3o interior, que nos impulsiona a nos distanciar de n\u00f3s mesmos e voltar o olhar ao outro. 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