{"id":318936,"date":"2023-07-04T07:00:47","date_gmt":"2023-07-04T05:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/inundacao-na-emilia-romagna-italia-a-esperanca-que-resiste-a-lama\/"},"modified":"2024-05-15T21:14:49","modified_gmt":"2024-05-15T19:14:49","slug":"inundacao-na-emilia-romagna-italia-a-esperanca-que-resiste-a-lama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/inundacao-na-emilia-romagna-italia-a-esperanca-que-resiste-a-lama\/","title":{"rendered":"Inunda\u00e7\u00e3o na Emilia-Romagna (It\u00e1lia): a esperan\u00e7a que resiste \u00e0 lama"},"content":{"rendered":"<p><em>Quase um m\u00eas e meio depois das inunda\u00e7\u00f5es que atingiram as regi\u00f5es de Marche e Emilia-Romagna (It\u00e1lia), a hist\u00f3ria da experi\u00eancia pessoal de Maria Chiara Campodoni, focolarina casada, professora e ex-vereadora do munic\u00edpio de Faenza, fortemente afetada por este desastre.<\/em>  As inunda\u00e7\u00f5es que atingiram Marche e Emilia-Romagna (It\u00e1lia) h\u00e1 cerca de um m\u00eas e meio causaram a perda de 15 vidas humanas, milhares de desabrigados e a inunda\u00e7\u00e3o de 23 rios. At\u00e9 o momento, cerca de 100 munic\u00edpios foram inundados. Os numerosos deslizamentos de terra afetaram pequenos produtores, dezenas de quil\u00f4metros quadrados de terras agr\u00edcolas e fazendas foram destru\u00eddas pela for\u00e7a da \u00e1gua, junto com pontes e estradas. As contribui\u00e7\u00f5es arrecadadas pela Coordena\u00e7\u00e3o de Emerg\u00eancia do Movimento dos Focolares, AMU e AFN s\u00e3o atualmente de 182.000 euros.  Em colabora\u00e7\u00e3o com a APS Emilia-Romagna, foi constitu\u00eddo um comit\u00ea local de emerg\u00eancia que identificou algumas \u00e1reas de interven\u00e7\u00e3o: Cesena, Sarsina, Faenza, Castel Bolonhese, Ravena.  Est\u00e1 sendo feito o levantamento das necessidades da popula\u00e7\u00e3o afetada, sobretudo atrav\u00e9s da rela\u00e7\u00e3o pessoal e atrav\u00e9s da compila\u00e7\u00e3o de formul\u00e1rios em que cada um declara os danos sofridos e o pedido.  Entre as tantas pessoas atingidas est\u00e1 Maria Chiara Campodoni, focolarina casada, professora e Conselheira do Esporte de 2010-2015 e Presidente da C\u00e2mara Municipal de Faenza 2015-2020, que nos conta como est\u00e1 vivendo esse drama, mas tamb\u00e9m a esperan\u00e7a necess\u00e1ria para ser capaz de seguir em frente.  <strong>Maria Chiara, como voc\u00ea viveu esse momento?<\/strong>  Em Faenza houve duas enchentes. Em nossa casa a \u00e1gua entrou pela primeira vez no dia 2 de maio por 30 cm. Era de tarde, tinha luz e est\u00e1vamos em casa eu e um de meus filhos. No in\u00edcio encaramos quase como uma aventura, mas nessa mesma noite preferi que o meu marido, que tinha sa\u00eddo para buscar os outros dois filhos nas atividades desportivas, n\u00e3o voltasse, porque l\u00e1 fora havia muito mais \u00e1gua que no interior e s\u00f3 temos portas de p\u00e1tio no t\u00e9rreo. Traz\u00ea-los de volta para casa significaria deixar entrar muito mais \u00e1gua tamb\u00e9m. Ent\u00e3o eles foram dormir com os av\u00f3s e n\u00f3s tentamos carregar algumas coisas para cima, jantamos nos quartos e fomos para a cama. At\u00e9 os bombeiros que passaram nos tranquilizaram, dizendo que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o iria piorar mais do que isso. No dia seguinte, o n\u00edvel da \u00e1gua dentro e fora era o mesmo e ent\u00e3o, de acordo com meu marido, decidimos sair de casa. Quando 15 dias depois come\u00e7aram a recomendar a evacua\u00e7\u00e3o dos andares t\u00e9rreos porque estava prestes a acontecer novamente, toda a popula\u00e7\u00e3o da cidade foi colocada em alerta e entendeu que deveria se mobilizar porque aconteceria algo mais grave.  <strong>E o que aconteceu na segunda vez?<\/strong>  <img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-257380\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_20230518_173427-1-453x340.jpg\" alt=\"\" width=\"375\" height=\"281\" \/>A segunda enchente, aquela da qual escapamos, veio \u00e0 noite. Por volta das 20h30min: as margens do rio perto da nossa casa transbordaram. At\u00e9 aquele momento, n\u00f3s, que est\u00e1vamos equipados com uma bomba dentro de casa, n\u00e3o t\u00ednhamos sa\u00eddo convencidos de que poder\u00edamos controlar o fluxo das bombas e manter a \u00e1gua baixa tamb\u00e9m com a ajuda de sacos de areia. Ao inv\u00e9s disso, em 20 minutos a \u00e1gua atingiu o primeiro andar, chegou a 3m muito rapidamente e ficamos presos l\u00e1. Pedimos ajuda e imediatamente responderam dizendo que chegariam, mas, ao mesmo tempo, naquela mesma tarde o rio Savio j\u00e1 havia transbordado em Cesena, portanto a prote\u00e7\u00e3o civil e o corpo de bombeiros, que estavam todos em Faenza no dia anterior, j\u00e1 estavam um pouco mais espalhadas nas v\u00e1rias \u00e1reas. Al\u00e9m disso, na minha rua a corrente era t\u00e3o forte que os ve\u00edculos motorizados s\u00f3 conseguiram entrar \u00e0s 4h da noite e n\u00e3o ter\u00edamos resistido at\u00e9 aquela hora. Os pol\u00edcias disseram-nos para irmos para os telhados, mas n\u00e3o temos claraboia, ent\u00e3o era ir l\u00e1 de fora e tentar flutuar. A situa\u00e7\u00e3o era realmente perigosa. (Na foto, a seta indica o n\u00edvel atingido pela \u00e1gua). A uma certa altura, um primo do meu marido, sabendo pelas redes sociais que o rio havia transbordado bem perto da nossa casa, ligou para ele e perguntou se j\u00e1 hav\u00edamos sa\u00eddo. Pela voz intuiu que corr\u00edamos perigo e sendo um atleta, preparou-se como se fosse surfar, colocou a roupa de mergulho, pegou a prancha e saltou para a corrente. Ele nadou at\u00e9 nossa casa e empurrando as ondas, pegou cada um de n\u00f3s, um de cada vez, levando-nos em seguran\u00e7a at\u00e9 as muralhas da cidade, a 500 metros de nossa casa.  <strong>O que voc\u00ea viu estando l\u00e1 fora?<\/strong>  Quando se est\u00e1 imersos na corrente, toda a perspectiva muda. A \u00e1gua j\u00e1 tinha ultrapassado as placas das ruas, ent\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o sabia mais se estava na rua ou no jardim de uma casa. Passamos por cima de port\u00f5es, por cima de garagens e est\u00e1vamos t\u00e3o altos que a uma certa altura ele pediu-me para que me agarrasse ao que parecia ser um arbusto, mas na realidade, agora sei que era uma \u00e1rvore. Fui a \u00faltima a ser socorrida. Depois, molhados e encharcados, fomos recebidos em casa por uma senhora que nos conhece. Ele levou para o banheiro, nos deu roupas limpas porque at\u00e9 o frio naquela noite estava terr\u00edvel e ainda estava chovendo. Nos aquecemos e depois fugimos para 6 km longe da cidade onde mora minha sogra. Tivemos muita sorte porque fomos os primeiros a sair. Al\u00e9m disso, n\u00e3o vivemos o que muitos nos contaram depois, uma verdadeira noite de terror na cidade.  <strong>As crian\u00e7as perceberam o perigo? <\/strong>  Sim. Tenho tr\u00eas filhos de 10, 8 e 6 anos. A certa altura o mais novo come\u00e7ou a correr para longe das escadas, porque v\u00edamos a \u00e1gua subindo degrau a degrau, e ele disse-me: \u201cFaltam 5 degraus, 4 quatro degraus. Vamos para o telhado, temos que fugir\u201d. E eu disse: \u201cestamos aqui na janela, porque l\u00e1 fora est\u00e1 chovendo. Agora a pol\u00edcia vai chegar&#8221;. Resumindo, perceberam e aos poucos tiveram que metabolizar, principalmente os grandes. Em uma hora, tem\u00edamos que n\u00e3o conseguir\u00edamos. Chegando na casa da av\u00f3 ficaram mais tranquilos, mesmo se, chegando l\u00e1, come\u00e7aram a entender que t\u00ednhamos perdido tudo. Disseram-me: \u201cM\u00e3e, agora n\u00e3o temos mais as mochilas e os livros para ir \u00e0 escolar?\u201d Expliquei-lhes que muitas pessoas iriam nos ajudar e foi o que aconteceu.  <strong>Como foram os primeiros dias? Onde voc\u00eas encontraram abrigo?<\/strong>  <img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-257378 alignleft\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG-20230521-WA0033-255x340.jpg\" alt=\"\" width=\"255\" height=\"340\" \/>Ficamos alguns dias com minha sogra porque n\u00e3o pod\u00edamos nos locomover pela cidade. Depois, fomos recebidos por uma tia de um amigo do meu filho, que mora fora do pa\u00eds, e que nos emprestou a casa dela no centro da cidade por um m\u00eas, a 10 minutos a p\u00e9 de onde mor\u00e1vamos, ent\u00e3o com possibilidade de ir e come\u00e7ar a limpar. Est\u00e1vamos juntos, mas realmente foi um grande presente e talvez eu tenha percebido isso mais tarde, quando comecei a ouvir as hist\u00f3rias de outras pessoas. Ent\u00e3o muitos volunt\u00e1rios come\u00e7aram a chegar por toda a cidade. Devo dizer que sempre v\u00eam amigos \u00e0 nossa casa, em parte pelo Movimento dos Focolares e em parte porque meu marido tem muitos contatos. Vieram pessoas de Parma, Piacenza, Veneto e at\u00e9 mesmo aqueles que sofreram o terremoto em Emilia anos atr\u00e1s realmente sentiram um chamado para vir e dar uma m\u00e3o. Havia um clima muito bonito, uma verdadeira ajuda, e foi nesse clima que, aos poucos, comecei a jogar tudo fora, mas estava realmente serena. Limpar a lama parece a coisa mais importante no come\u00e7o, voc\u00ea tenta fazer o seu melhor, com muito esfor\u00e7o, e depois voc\u00ea percebe que n\u00e3o s\u00e3o as coisas, os objetos que comp\u00f5em a sua vida, mas todo o resto.  <strong>Seu marido tamb\u00e9m \u00e9 dono de um restaurante&#8230;<\/strong>  Sim. Ele tinha visto pelas c\u00e2meras que felizmente n\u00e3o havia \u00e1gua ali, mas precisava ir ver pessoalmente. Um dia saiu \u00e0s seis da manh\u00e3 pensando em pegar a estrada, mas tamb\u00e9m estava fechada. Tivemos uma ideia: &#8220;vamos ligar ao vice-presidente da c\u00e2mara, e dizer-lhe que se te levarem ao restaurante da prote\u00e7\u00e3o civil, podes cozinhar para todos os que precisarem&#8221;. E devo dizer que ele aceitou de bom grado o nosso servi\u00e7o, porque j\u00e1 havia muitos desabrigados l\u00e1. Felizmente, todos os deficientes e idosos foram levados mais cedo e enviados para um hotel que fica muito perto do restaurante do meu marido, mas que n\u00e3o possui cozinha ativa. Ent\u00e3o meu marido e dois funcion\u00e1rios passaram um dia inteiro no restaurante, fizeram 700 marmitas entre o almo\u00e7o e o jantar. Destes desabrigados tinha 100 pessoas, os bombeiros, a prote\u00e7\u00e3o civil e como o restaurante fica mesmo na rua Emilia, que \u00e9 um ponto de passagem, muitas das pessoas que ficaram presas na rua, que dormiram no carro sem comida, chegaram ao hotel pedindo ajuda. Toda a \u00e1rea de Cesena e Forl\u00ec foi paralisada.  <strong>E agora como voc\u00eas pensam em se organizar?<\/strong>  Atualmente sa\u00edmos da pequena casa que nos hospedou. Vamos nos mudar para uma casa que temos \u00e0 beira-mar por um tempo e depois alugamos um apartamento por 18 meses esperando para arrumar a nossa casa. A perspectiva \u00e9 regressar em setembro de 2024. Depois ficam muitas interroga\u00e7\u00f5es, antes de mais nada, temos que entender se haver\u00e1 empresas que consigam renovar todas estas casas, porque somos muitos. Estamos falando de 12.000 pessoas fora de casa. 6.000 fam\u00edlias s\u00f3 em nossa cidade e algumas casas, as mais antigas, foram declaradas inabit\u00e1veis. Agora as casas t\u00eam que secar. J\u00e1 destru\u00edmos tudo. T\u00ednhamos parquet e retiramos, os tetos falsos do t\u00e9rreo desceram sozinhos quando a \u00e1gua baixou e com a ajuda de muitos conseguimos pelo menos desligar as lou\u00e7as sanit\u00e1rias. Agora todas as manh\u00e3s vamos abrir as janelas e \u00e0 noite vamos fech\u00e1-las para ligar o desumidificador. Felizmente estamos no ver\u00e3o. Se tivesse acontecido no outono, teria sido um transtorno muito maior.  <strong>A solidariedade continua?<\/strong>  <img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-large wp-image-257376\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/IMG_20230520_181734-255x340.jpg\" alt=\"\" width=\"255\" height=\"340\" \/>Absolutamente sim e de v\u00e1rias formas. Por exemplo, no in\u00edcio pensamos em procurar uma casa j\u00e1 mobiliada para n\u00e3o ter que mudar duas vezes, mas percebemos que as pessoas come\u00e7aram a doar tudo: guarda-roupas, colch\u00f5es, quartos, sof\u00e1s. Optamos por pegar uma casa vazia que podemos come\u00e7ar a mobiliar com as coisas que recebemos e depois, em 18 meses, trazer tudo de volta para a nossa casa, at\u00e9 porque a\u00ed certamente haver\u00e1 outras prioridades. As pessoas ficam felizes em ajudar e devo dizer que foi uma li\u00e7\u00e3o para mim. Lembro-me que um dia ap\u00f3s a primeira enchente, minha casa virou de cabe\u00e7a para baixo e minha m\u00e1quina de lavar quebrou. Disse para mim mesma \u201cVou fazer tr\u00eas sacolas, uma com panos brancos, uma colorida, uma preta e depois vou trabalhar. A primeira colega que me pergunta &#8216;como te posso ajudar?&#8217;, eu digo-lhe &#8216;se voc\u00ea estiver disposta a qualquer coisa, estas s\u00e3o roupas para lavar&#8217;\u201d. N\u00e3o tive tempo de dar um passo para a escola que ela j\u00e1 havia providenciado. Nestes casos cria-se um v\u00ednculo mais forte com as pessoas e acima de tudo n\u00e3o tive vergonha de pedir ajuda. Aceitamos o que nos foi dado e sinto que \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de mostrar quem eu sou, mostrando as minhas necessidades e dizer que est\u00e1 tudo bem, nos amamos assim, por quem somos. Um bom v\u00ednculo tamb\u00e9m foi criado com os vizinhos. H\u00e1 quatro anos e meio, que moramos l\u00e1, mas nunca tinha entrado no jardim de muitos vizinhos, porque a vida \u00e9 fren\u00e9tica mesmo, a gente corre. Em vez disso, agora entramos, nos cumprimentamos, nos ajudamos.  <strong>Que fase se inicia agora?<\/strong>  Come\u00e7ou a segunda fase, a da cria\u00e7\u00e3o de comiss\u00f5es de cidad\u00e3os para iniciar a comunica\u00e7\u00e3o com a administra\u00e7\u00e3o municipal. Eu teria desistido imediatamente por v\u00e1rios motivos, sobretudo por ter exercido algumas fun\u00e7\u00f5es no passado, mas depois percebi que, sem me expor muito, ouvindo, ficando por dentro dos chats, ajudando os respons\u00e1veis \u200b\u200bpor esses comit\u00eas, eu posso fazer a minha parte. Devo isso aos meus filhos que ainda me perguntam \u201ctemos que voltar a morar ali mesmo? Vamos construir uma escada externa que nos leve at\u00e9 o telhado da pr\u00f3xima vez?\u201d. \u00c9 preciso uma cidadania ativa que monitore as situa\u00e7\u00f5es. Senti que tamb\u00e9m tinha de colocar a minha experi\u00eancia \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, nas formas certas, criando liga\u00e7\u00f5es tanto quanto poss\u00edvel, porque agora, como sempre acontece quando h\u00e1 necessidade de reconstruir, o maior medo \u00e9 ficar sozinho.  <strong>Voc\u00ea est\u00e1 esperan\u00e7osa?<\/strong>  Sim, com certeza. No outro dia, t\u00ednhamos de dar um presentinho a esta senhora que nos hospedou na sua casa durante o primeiro m\u00eas e, como Faenza \u00e9 a cidade da cer\u00e2mica, consegui um azulejo para pendurar na parede com a frase &#8220;As coisas bonitas da vida bagun\u00e7am&#8221;. Eu disse a mim mesmo que isso era uma grande bagun\u00e7a, enorme. Vamos levar algum tempo para nos reerguer e vamos conseguir, mas sinto que n\u00e3o poderia ter tido certas experi\u00eancias sem ter vivido este momento t\u00e3o dif\u00edcil. Eu realmente sinto que cheguei naquele ponto em que voc\u00ea olha para o essencial, para o que importa. Foi terr\u00edvel, mas n\u00e3o consigo pensar s\u00f3 no desastre, que a \u00e1gua levou tudo e termina ali. H\u00e1 muito, muito mais al\u00e9m de tudo isso. <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Maria Grazia Berretta<\/em> <em>(Entrevista feita por Carlos Mana &#8211; Foto: cortesia de Maria Chiara Campodoni)<\/em><\/p>\n<h3>Ainda \u00e9 poss\u00edvel contribuir para a angaria\u00e7\u00e3o de fundos de emerg\u00eancia. <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/2023\/05\/19\/italiano-emergenza-alluvione-in-emilia-romagna-e-marche\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Se quiser fazer um donativo, clique aqui<\/a><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase um m\u00eas e meio depois das inunda\u00e7\u00f5es que atingiram as regi\u00f5es de Marche e Emilia-Romagna (It\u00e1lia), a hist\u00f3ria da experi\u00eancia pessoal de Maria Chiara Campodoni, focolarina casada, professora e ex-vereadora do munic\u00edpio de Faenza, fortemente afetada por este desastre.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-318936","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/318936","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=318936"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/318936\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=318936"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=318936"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=318936"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}