{"id":319078,"date":"2024-03-14T13:32:03","date_gmt":"2024-03-14T12:32:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/chiara-lubich-a-fraternidade-se-realiza-somente-com-um-amor-especial\/"},"modified":"2024-05-15T21:15:15","modified_gmt":"2024-05-15T19:15:15","slug":"chiara-lubich-a-fraternidade-se-realiza-somente-com-um-amor-especial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/chiara-lubich-a-fraternidade-se-realiza-somente-com-um-amor-especial\/","title":{"rendered":"Chiara Lubich: a fraternidade se realiza somente com um amor especial"},"content":{"rendered":"<p><em>Hoje, 14 de mar\u00e7o, dia em que recordamos a partida de Chiara Lubich para o C\u00e9u, publicamos algumas das suas palavras, pronunciadas durante o encontro do Movimento Pol\u00edtico pela Unidade, em Berna (Su\u00ed\u00e7a), em 4 de setembro de 2004. Uma reflex\u00e3o sobre o tipo de &#8220;amor&#8221; necess\u00e1rio para que a fraternidade universal seja poss\u00edvel.<\/em>  A fraternidade se realiza somente com um amor especial. \u00c9 um amor dirigido a todos, como Deus Pai que manda a chuva e o sol sobre os maus e sobre os bons. N\u00e3o \u00e9 um amor dirigido somente aos parentes, aos amigos, a alguma pessoa, mas \u00e9 dirigido a todos. Para isso, j\u00e1 \u00e9 necess\u00e1ria exercita\u00e7\u00e3o. Se sa\u00edssemos dessa sala unicamente com o prop\u00f3sito de amar todas as pessoas que encontrarmos; possivelmente, se formos crist\u00e3os, vendo Cristo nelas, porque ele dir\u00e1: \u00abA mim o f izestes\u00bb, \u00aba mim o fizestes\u00bb, a meu ver j\u00e1 sair\u00edamos ganhando, pois partiria da\u00ed a revolu\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Este amor, que \u00e9 necess\u00e1rio para a fraternidade, n\u00e3o \u00e9 toler\u00e2ncia, mas \u00e9 tamb\u00e9m tolerante, n\u00e3o \u00e9 solidariedade, mas \u00e9 tamb\u00e9m solidariedade. \u00c9 algo diferente, pois \u00e9 o mesmo amor de Deus (n\u00f3s, crist\u00e3os, dizemos: difundido no nosso cora\u00e7\u00e3o pelo Esp\u00edrito Santo). \u00c9 um amor que toma a iniciativa. N\u00e3o espera ser amado. Ele se lan\u00e7a e \u00e9 o primeiro a amar. Ele se interessa pelas pessoas,&#8230; naturalmente n\u00e3o devemos turb\u00e1-las. \u00c9 um amor que toma a iniciativa. N\u00e3o espera ser amado. Em geral, nesse \u00e2mbito, esperamos sempre ser amados para poder amar. Ao inv\u00e9s, esse amor \u00e9 o primeiro a amar. Por isso causa uma revolu\u00e7\u00e3o. O nosso Movimento \u00e9 obra de um carisma de Deus e n\u00e3o nossa. Por isso ele chegou aos \u00faltimos confins da Terra. Se partirmos daqui pensando em amar a todos e de tomar sempre a iniciativa no amor, sem esperar&#8230; J\u00e1 se vive o Evangelho! Entendeu o que \u00e9 o Evangelho? \u00c9 isso!\u00a0 Esse amor n\u00e3o \u00e9 sentimental, n\u00e3o \u00e9 um amor plat\u00f4nico, n\u00e3o \u00e9 um amor superficial. \u00c9 um amor concreto. Ele se faz um com a pessoa amada: se est\u00e1 doente, se sente doente com ela; se est\u00e1 alegre, se alegra com ela; se conquista algo, \u00e9 tamb\u00e9m uma conquista sua. Como diz S\u00e3o Paulo: \u00abFazer-se tudo a todos\u00bb, fazer-se pobre, doente com os outros. Partilhar: o amor \u00e9 assim; ele \u00e9 concreto. Portanto, \u00e9 um amor voltado para todos, que entra primeiro em a\u00e7\u00e3o. \u00c9 um amor que deve ser concreto.\u00a0 Al\u00e9m disso, temos que amar os outros como a n\u00f3s mesmos. Assim nos diz o Evangelho. Vejo a minha companheira, Eli, nesta sala. Ela, para mim, \u00e9 como se fosse eu mesma, pois devo am\u00e1-la como a mim, Chiara. Eu devo amar Clara como a mim mesma. Esta senhora tamb\u00e9m, eu devo am\u00e1la como a mim mesma, pois \u00e9 o que pede o Evangelho. Tamb\u00e9m isso \u00e9 incr\u00edvel: quando \u00e9 que se ama os outros como a si? De certo modo quase nos transferimos nos outros para am\u00e1-los. Se este amor for vivido por muitas pessoas, torna-se rec\u00edproco, pois eu amo Marius. Marius me ama. Eu amo Clara. Clara me ama. Este amor rec\u00edproco \u00e9 a p\u00e9rola do Evangelho. Jesus disse: \u00abEu vos dou um mandamento novo: amai-vos uns aos outros como eu vos amei\u00bb. Ele disse que este mandamento \u00e9 o seu e \u00e9 novo. Ele sintetiza o Evangelho. \u00c9 a base da fraternidade. O que podemos fazer para sermos irm\u00e3os uns dos outros mais do que nos amar e amar-nos como ele nos amou, a ponto a dar a vida por n\u00f3s? \u00c9 preciso considerar tudo isso.  Considerando como \u00e9 este amor&#8230; Respondo ao senhor que me fez a pergunta. Como deve ser o nosso relacionamento com as pessoas? Deve ser em forma de di\u00e1logo. Eu devo ver no outro algu\u00e9m com quem eu devo dialogar. Para dialogar, devo conhec\u00ea-lo. Ent\u00e3o, devo entrar no outro. N\u00e3o devo impor nada, mas tentar compreender o outro. Deixar que ele se exprima.[\u2026]\u00a0 temos que entrar no outro, deixar que o outro se abra, deixar que o outro fale e que sinta o vazio em n\u00f3s, a capacidade de compreend\u00ea-lo. A nossa experi\u00eancia \u00e9 que o outro se sente amado. Por isso, espera com abertura o nosso discurso. O papa diz uma frase muito bela sobre o di\u00e1logo. Ent\u00e3o, \u00e9 preciso apresentar a nossa verdade, aquela que n\u00f3s pensamos, mas que seja &#8220;um respeitoso an\u00fancio&#8221;, isto \u00e9, um an\u00fancio que respeita o pensamento do outro, que n\u00e3o quer angariar pros\u00e9litos, que n\u00e3o quer atacar ningu\u00e9m. Este \u00e9 o di\u00e1logo que deve ser feito&#8230; \u00c9 a base da nossa vida, da fraternidade universal. <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Chiara Lubich<\/em><\/p>\n<p> https:\/\/youtu.be\/0wYY3BGd0mE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje, 14 de mar\u00e7o, dia em que recordamos a partida de Chiara Lubich para o C\u00e9u, publicamos algumas das suas palavras, pronunciadas durante o encontro do Movimento Pol\u00edtico pela Unidade, em Berna (Su\u00ed\u00e7a), a 4 de setembro de 2004. Uma reflex\u00e3o sobre o tipo de &#8220;amor&#8221; necess\u00e1rio para que a fraternidade universal\u00a0seja\u00a0poss\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-319078","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/319078","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=319078"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/319078\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=319078"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=319078"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=319078"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}