{"id":332932,"date":"2014-08-29T03:10:12","date_gmt":"2014-08-29T01:10:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/mesmo-doentes-e-possivel-amar\/"},"modified":"2024-05-16T15:21:54","modified_gmt":"2024-05-16T13:21:54","slug":"mesmo-doentes-e-possivel-amar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/mesmo-doentes-e-possivel-amar\/","title":{"rendered":"Mesmo doentes \u00e9 poss\u00edvel amar"},"content":{"rendered":"<p><strong><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-110175\" style=\"margin-right: 10px\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/20140826-01b.jpg\" width=\"314\" height=\"209\" \/>\u00abAno passado entrei novamente em tratamento oncol\u00f3gico<\/strong>: a segunda vez foi ainda pior que a primeira. Era duro aceitar novamente a doen\u00e7a, depois de quase cinco anos.  <strong>As oito sess\u00f5es de quimioterapia duraram seis meses<\/strong>, depois houve um per\u00edodo de repouso necess\u00e1rio para poder continuar com as 25 sess\u00f5es de radioterapia, num hospital distante 30 km da minha casa. Algumas vezes fui acompanhada por amigas, mas com frequ\u00eancia ia sozinha, levando algo para ler ou qualquer coisa que pudesse me distrair.  Na segunda semana percebi <strong>uma mulher mu\u00e7ulmana<\/strong> que ficava sozinha na sala de espera e tinha uma express\u00e3o de enorme tristeza. Naquele dia fiquei muito tempo l\u00e1 e pude ver quando trouxeram na maca uma menina de cinco anos e a deixaram perto dela. Eu havia escutado as enfermeiras falarem daquela menina que tinha sido operada de um tumor cerebral e agora fazia uma radioterapia especial, que a obrigava a ficar parada, e por isso devia ser sedada. No dia seguinte a cena se repetiu. Eu observava e dizia a mim mesma que devia fazer alguma coisa.  <strong>Eu tinha vergonha de me aproximar da m\u00e3e<\/strong>, porque ela falava mal a minha l\u00edngua e n\u00e3o queria deix\u00e1-la no embara\u00e7o, ent\u00e3o pedi \u00e0 enfermeira que perguntasse a ela se precisava de alguma coisa. Fiquei sabendo que a menina precisava de um casaquinho e que um carrinho de crian\u00e7a tamb\u00e9m seria muito \u00fatil. Eu tinha um carrinho quase novo, que havia guardado para minha irm\u00e3, e v\u00e1rios casaquinhos da minha filha que com certeza iriam ficar bem nela! Quando cheguei em casa preparei tudo e peguei ainda alguns brinquedos. Sabia que estava fazendo tudo isso a Jesus, porque ele mesmo tinha dito: \u201cTodas as vezes que fizestes estas coisas a um dos meus irm\u00e3os menores a mim o fizestes\u201d (Mt 25,40). Levei tudo para a enfermeira. No dia seguinte a menina chegou muito feliz com sua bolsinha e uma boneca: era uma alegria v\u00ea-la exibir os seus presentes \u201cnovos\u201d!  Sua m\u00e3e quis conhecer-me, mesmo se eu queria manter o anonimato: \u201cN\u00e3o saiba a tua m\u00e3o esquerda o que faz a direita\u201d (Mt 6,3), mas, como ela insistia muito, fui cumpriment\u00e1-la. Foi emocionante. Ela me abra\u00e7ou e agradeceu com os olhos cheios de l\u00e1grimas. Nos cinco dias que faltavam da minha radioterapia sentei-me ao seu lado e conversamos muito.  <strong>Eu tinha come\u00e7ado a radioterapia com medo e ang\u00fastia<\/strong>, porque depois de um m\u00eas e meio minha filha iria fazer a primeira comunh\u00e3o e eu n\u00e3o estaria apresent\u00e1vel. A minha maior preocupa\u00e7\u00e3o eram os meus cabelos. Hoje agrade\u00e7o a Deus por ter aprendido a sair de mim mesma e ver o irm\u00e3o que est\u00e1 ao meu lado, que tamb\u00e9m sofre, colocando em segundo lugar o meu eu e as minhas preocupa\u00e7\u00f5es\u00bb.  S.G. (Murcia \u2013 <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/focolare-worldwide\/europa\/spagna\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Espanha<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Olhar \u00e0s necessidades de quem est\u00e1 ao nosso lado pode ajudar-nos a superar o medo e a ang\u00fastia, e a sair de n\u00f3s mesmos. Um depoimento da Espanha.<\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[909],"tags":[],"class_list":["post-332932","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-focolare-worldwide-2-4"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/332932","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=332932"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/332932\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=332932"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=332932"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=332932"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}