{"id":332998,"date":"2014-09-28T03:00:29","date_gmt":"2014-09-28T01:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/velhice-talvez-e-ainda-mais-belo\/"},"modified":"2024-05-16T15:22:09","modified_gmt":"2024-05-16T13:22:09","slug":"velhice-talvez-e-ainda-mais-belo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/velhice-talvez-e-ainda-mais-belo\/","title":{"rendered":"Velhice. Talvez \u00e9 ainda mais belo."},"content":{"rendered":"<p><div id=\"attachment_111810\" style=\"width: 235px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-111810\" class=\" wp-image-111810\" style=\"margin-right: 10px\" alt=\"20140928-01\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/20140928-01.jpg\" width=\"225\" height=\"166\" \/><p id=\"caption-attachment-111810\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Antonio Oddi<\/p><\/div>  \u00abAbrindo a Sagrada Escritura e lendo no Antigo Testamento a descri\u00e7\u00e3o que Deus faz de alguns animais, percebemos que poeta algum ou pintor conseguiu cant\u00e1-los ou pint\u00e1-los de modo t\u00e3o vivo e espl\u00eandido.  Era preciso o olho de Quem os criou para inspirar tais descri\u00e7\u00f5es majestosas. O nosso talvez n\u00e3o esteja educado para ver o belo, ou s\u00f3 v\u00ea o belo de um certo setor da vida humana, e da natureza, porque <i>n\u00e3o educamos a alma.<\/i>  Mas, aos olhos de Deus, o que ser\u00e1 mais bonito? A crian\u00e7a que te fita com olhinhos inocentes, t\u00e3o semelhantes \u00e0 l\u00edmpida natureza e t\u00e3o vivos, ou a jovem que resplandece como o vi\u00e7o de uma flor rec\u00e9m-desabrochada, ou o anci\u00e3o encarquilhado e encanecido, j\u00e1 alquebrado, quase inapto a tudo, talvez t\u00e3o-somente \u00e0 espera da morte?  O gr\u00e3o de trigo, t\u00e3o promissor, quando, t\u00eanue mais do que um fio de erva, agarrado aos gr\u00e3os irm\u00e3os, envolvendo e compondo a espiga, espera amadurecer e desvincular-se, s\u00f3 e independente, na m\u00e3o do agricultor ou no seio da terra, \u00e9 belo e cheio de esperan\u00e7a!  Mas \u00e9 igualmente belo quando, j\u00e1 maduro, \u00e9 escolhido entre os outros, por ser melhor, para, enterrado, dar vida a outras espigas, ele que, a esta altura, traz a vida. \u00c9 belo, \u00e9 o eleito para as futuras gera\u00e7\u00f5es das messes.  Mas, quando enterrado, emurchecendo, reduz o seu ser a pouca coisa, mais concentrada, e lentamente morre apodrecendo, para dar vida a uma plantinha, diferente dele, mas que dele cont\u00e9m a vida, talvez seja mais belo ainda. Belezas diversas. Contudo, uma ainda mais bela do que a outra. E a \u00faltima, a mais bela.  <strong>Deus ver\u00e1 assim as coisas?<\/strong> Aquelas rugas que sulcam a fronte da velhinha; aquele caminhar recurvo e tremulante, aquelas poucas palavras, densas de experi\u00eancia e sabedoria; aquele doce olhar de menina e mulher ao mesmo tempo, por\u00e9m mais bondoso que de uma e de outra, <i>\u00e9 uma beleza que n\u00f3s n\u00e3o conhecemos<\/i>.  \u00c9 o gr\u00e3o de trigo que, apagando-se, est\u00e1 prestes a se acender para uma nova vida, diversa da de antes, em novos c\u00e9us.  Penso que assim Deus veja as coisas, e que o avizinhar-se do C\u00e9u seja de longe mais atraente do que as v\u00e1rias etapas do longo caminho da vida que, no fundo, s\u00f3 serve para abrir aquela porta\u00bb.  <i>Do livro &#8211; <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/chi-e-chiara\/\">Chiara Lubich<\/a>, Ideal e Luz<\/i> <i>Pensamento, espiritualidade, mundo unido. <\/i><i>Editoras Cidade Nova e Brasiliense \u2013 S\u00e3o Paulo, 2003, P\u00e1g. 207-208<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta leitura que Chiara Lubich faz da terceira idade, redescobrimos o fasc\u00ednio escondido da sabedoria adquirida com os anos.<\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-332998","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/332998","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=332998"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/332998\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=332998"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=332998"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=332998"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}