{"id":333030,"date":"2014-10-12T03:00:26","date_gmt":"2014-10-12T01:00:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/agostinho-de-hipona-uma-heranca-uma-fonte-de-recursos\/"},"modified":"2024-05-16T15:22:17","modified_gmt":"2024-05-16T13:22:17","slug":"agostinho-de-hipona-uma-heranca-uma-fonte-de-recursos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/agostinho-de-hipona-uma-heranca-uma-fonte-de-recursos\/","title":{"rendered":"Agostinho de Hipona: uma heran\u00e7a, uma fonte de recursos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Agostino_dIppona_01.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-112474\" style=\"margin-right: 10px\" alt=\"Agostino_d'Ippona_01\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Agostino_dIppona_01.jpeg\" width=\"370\" height=\"185\" \/><\/a><strong>O Audit\u00f3rio de <a href=\"http:\/\/www.loppiano.it\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Loppiano <\/a>estava superlotado no dia tr\u00eas de outubro passado<\/strong>, numa atmosfera de grande interesse. O programa daquela tarde era o di\u00e1logo sobre \u201cAgostinho de Hipona: uma heran\u00e7a, uma fonte de recursos\u201d, inserido no contexto da quinta edi\u00e7\u00e3o de LoppianoLab, promovido pelo <a href=\"http:\/\/www.iu-sophia.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instituto Universit\u00e1rio Sophia<\/a> (IUS) e por <a href=\"http:\/\/www.cittanuova.it\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Citt\u00e0 Nuova Editrice<\/a>. O moderador era Marco Tarquinio, diretor do <a href=\"http:\/\/www.avvenire.it\/Pagine\/home.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Avvenire<\/a>, o maior jornal cat\u00f3lico italiano.  <strong>No palco estavam dois dentre os \u201cm\u00e1ximos expoentes do pensamento criativo italiano\u201d<\/strong>, segundo Michele Zanzucchi, diretor de Citt\u00e0 Nuova: o fil\u00f3sofo e psicanalista Umberti Galimbert e o reitor do IUS, te\u00f3logo e fil\u00f3sofo Piero Coda.  Foi uma \u201cextraordin\u00e1ria li\u00e7\u00e3o\u201d oferecida numa perspectiva dial\u00f3gica e enriquecida pelas estimulantes perguntas dos estudantes, que apresentaram quest\u00f5es relativas \u00e0 atualidade do pensamento deste \u201cgigante\u201d da Igreja e da Filosofia. N\u00e3o obstante as fisionomias distintas dos dois h\u00f3spedes principais e a decidida diversidade de algumas das avalia\u00e7\u00f5es que apresentaram em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 obra do bispo de Hipona, n\u00e3o se assistiu a um duelo ret\u00f3rico nem a um confronto abstrato e distanciado da vida, mas ao \u00eaxito apaixonante que a arte do di\u00e1logo \u00e9 capaz de produzir quando conhecimento e partilha se entrela\u00e7am num exerc\u00edcio transparente, aberto \u00e0 intelig\u00eancia da verdade.  <strong>O fil\u00f3sofo Galimberto atribuiu ao bispo de Hipona<\/strong> a responsabilidade de ter introduzido na cultura ocidental uma imposta\u00e7\u00e3o individualista, salientando o dualismo alma\/corpo, e de t\u00ea-lo feito a partir de uma religi\u00e3o como a crist\u00e3, que, na pr\u00f3pria reflex\u00e3o, atribui um valor central \u00e0 corporeidade (\u00abE o Verbo se fez carne\u00bb, escreve Jo\u00e3o no pr\u00f3logo de seu Evangelho).  <strong>Piero Coda, por outro lado, evidenciou como Agostinho seja \u201co descobridor da interioridade\u201d<\/strong> no \u00e2mbito crist\u00e3o. Uma interioridade compreendida como lugar onde acontece o encontro do homem com Deus, onde o homem alcan\u00e7a a pr\u00f3pria realiza\u00e7\u00e3o plena como ser corp\u00f3reo e espiritual ao mesmo tempo. A afirma\u00e7\u00e3o \u201cvolta a ti mesmo&#8230; transcende at\u00e9 a ti mesmo\u201d, da qual inicia a grande reflex\u00e3o agostiniana, significa retornar, voltar a si sem que isso signifique fechar-se numa introspec\u00e7\u00e3o cega, mas a fim de perceber o sentido que existe tamb\u00e9m fora de n\u00f3s mesmos. <strong>A interioridade de Agostinho \u00e9 habitada por Cristo<\/strong>, portanto pelo relacionamento com o outro. E aqui o debate enfrenta o conceito de \u201crela\u00e7\u00e3o\u201d, j\u00e1 que Deus revela Jesus Cristo, o qual por sua vez fala de Deus como pai e faz apelo ao liame universal da fraternidade.  <strong>O terceiro conceito que emergiu nitidamente foi o de \u201ccidade\u201d<\/strong>, j\u00e1 que foi o pr\u00f3prio Agostinho que escreveu \u201cA Cidade de Deus\u201d, uma obra que retrata a imagem de uma cidade que abra\u00e7a pessoas de todos os tipos, aberta \u00e0 busca do bem comum que tem raiz no Sumo Bem que \u00e9 Deus, por meio da vida do Evangelho.  <strong>Tr\u00eas olhares, que oferecem novos significados<\/strong> em grau de orientar a sociedade de hoje rumo a uma integra\u00e7\u00e3o cada vez mais plena. Homem insatisfeito das certezas consoladoras, com uma incans\u00e1vel busca da verdade, Agostinho revelou-se um personagem capaz de superar os s\u00e9culos e falar a jovens e adultos de todas as latitudes. Uma refer\u00eancia para a qual voltar-se para buscar as ra\u00edzes da \u201cpessoa\u201d, de um povo, <strong>para entender melhor o presente e idealizar propostas para o futuro.<\/strong>  <span style=\"line-height: 1.5em\">Fonte:<a href=\"http:\/\/www.loppiano.it\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> IUS online<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No curso de Loppiano Lab 2014, um fil\u00f3sofo e um te\u00f3logo debatem sobre a atualidade do pensamento de Santo Agostinho, no Instituto Universit\u00e1rio Sophia.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[909],"tags":[],"class_list":["post-333030","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-focolare-worldwide-2-4"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333030","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=333030"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333030\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=333030"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=333030"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=333030"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}