{"id":333044,"date":"2014-10-19T03:00:14","date_gmt":"2014-10-19T01:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/chiara-lubich-assim-considero-o-papa\/"},"modified":"2024-05-16T15:22:19","modified_gmt":"2024-05-16T13:22:19","slug":"chiara-lubich-assim-considero-o-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/chiara-lubich-assim-considero-o-papa\/","title":{"rendered":"Chiara Lubich: assim considero o Papa"},"content":{"rendered":"<p><div id=\"attachment_112845\" style=\"width: 317px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-112845\" class=\" wp-image-112845    \" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Chiara_UdienzaPaolo-VI_1975.jpg\" width=\"307\" height=\"214\" \/><p id=\"caption-attachment-112845\" class=\"wp-caption-text\">Por Paulo VI em audi\u00eancia (1975)<\/p><\/div>  <strong>Voc\u00ea teve oportunidade de ser recebida por Paulo VI em audi\u00eancia v\u00e1rias vezes. Qual a sua impress\u00e3o mais forte desses momentos?<\/strong> Lembro- me sempre da primeira audi\u00eancia<strong>, <\/strong>responde <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/\">Chiara Lubich<\/a>. Tive a sensa\u00e7\u00e3o de estar diante de uma pessoa que ama de modo especial. O Papa pronunciava palavras plenas daquela sabedoria que supera todos os obst\u00e1culos jur\u00eddicos vigentes at\u00e9 o momento. Compreendia, acolhia completamente no seu cora\u00e7\u00e3o a complexa obra que lhe apresent\u00e1vamos. Encorajou-me a dizer tudo, porque ali \u201cnada era imposs\u00edvel\u201d. Senti uma sintonia perfeita entre aquilo que o Papa me dizia e o que parecia vir de Deus para a edifica\u00e7\u00e3o desta obra. Essa impress\u00e3o foi muito forte; tive a sensa\u00e7\u00e3o de que aquele est\u00fadio onde o Papa recebe as pessoas, n\u00e3o tivesse um teto e que c\u00e9u e terra se unissem. (&#8230;)<strong><\/strong>  <strong>Durante estes col\u00f3quios, qual lhe pareceu ser a for\u00e7a que impulsiona as a\u00e7\u00f5es do Papa? <\/strong>Sem d\u00favida o esfor\u00e7o de adequar-se \u00e0 sua especial voca\u00e7\u00e3o de amar mais do que todos, que lhe \u00e9 pedida por Jesus e que lhe confere, al\u00e9m do primado da autoridade, o primado da caridade. A pergunta de Jesus a Pedro: \u00abtu me amas mais do que estes outros\u00bb, constitui o tormento, a cont\u00ednua aten\u00e7\u00e3o de Paulo VI. Ele disse uma vez que quem, durante as audi\u00eancias p\u00fablicas, n\u00e3o se contenta em olhar apenas para o espet\u00e1culo exterior pode conseguir captar um segredo presente ali. Esse segredo, causa de alegria e de tormento para o Papa, est\u00e1 expresso na palavra \u201cmais\u201d: \u00abtu me amas mais\u00bb. (&#8230;)  <strong>Na sua opini\u00e3o, qual \u00e9 a t\u00edpica atitude do Papa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas? <\/strong>Paulo VI ama a todos sem medo e por isso j\u00e1 estabelece entre fi\u00e9is ou n\u00e3o, uma certa unidade. Ele se doa a todos de maneira impressionante. Muitos evang\u00e9licos, das mais variadas denomina\u00e7\u00f5es, ficaram tocados com a atitude do Papa, por aquele amor que o consuma, pelo fato de que ele \u2013 como diz o Ap\u00f3stolo \u2013 se faz tudo a todos. (&#8230;) \u00c9 o Papa do di\u00e1logo com o mundo, \u00e9 o papa que v\u00ea a humanidade como uma \u00fanica fam\u00edlia em potencial. A sua presen\u00e7a \u00e9 sobrenatural e acolhedora, profundamente humana, pr\u00f3xima a todos, esquecido de si, humilde como o \u201cservo dos servos de Deus\u201d. (&#8230;)<strong><\/strong>  <strong>O que responderia a quem criticasse Paulo VI julgando-o incerto e contradit\u00f3rio nas op\u00e7\u00f5es do seu pontificado?<\/strong> (&#8230;) Nele, mais do que em ningu\u00e9m, est\u00e1 presente e age o Esp\u00edrito Santo. Ora, o Esp\u00edrito Santo, alma da Igreja, nela suscita tens\u00f5es que s\u00e3o sinal de vida, como por exemplo, aquela entre pluralismo e verdade, personalidade e socialidade, liberdade e gra\u00e7a, ci\u00eancia e caridade, primado e colegialidade. (&#8230;) Estas tens\u00f5es podem parecer contradit\u00f3rias e paradoxais, por vezes desconcertantes. Quem, pelo contr\u00e1rio, olha a Igreja por dentro, v\u00ea que o Esp\u00edrito Santo harmoniza tudo magnificamente na unidade do Corpo m\u00edstico. O mesmo se pode dizer sobre aquilo que o Esp\u00edrito Santo realizou em Paulo VI. O Papa (\u2026) foi fiel como ningu\u00e9m ao patrim\u00f4nio da Revela\u00e7\u00e3o, assim como \u00e0quilo que o Esp\u00edrito Santo inspirou para o bem da Igreja. Se, por exemplo, na \u201cHumanae vitae\u201d, se nota a sua fidelidade ao Esp\u00edrito Santo na Tradi\u00e7\u00e3o, no di\u00e1logo com o mundo toca-se concretamente a fidelidade de Paulo VI ao mesmo Esp\u00edrito que p\u00f5e em evid\u00eancia os \u201csinais dos tempos\u201d. (&#8230;) \u00c9 necess\u00e1rio lembrar que a barca de Pedro n\u00e3o transporta a pac\u00edfica igreja triunfante, mas a igreja terrena, a\u00e7oitada por todos os poss\u00edveis ventos do mundo. Um Papa deve tomar suas decis\u00f5es em nome de Cristo que representa, no meio de um conjunto massacrante de vozes que pressionam quase sempre em sentido contr\u00e1rio \u00e0 religi\u00e3o. Por isso a prud\u00eancia nunca \u00e9 demasiada. Paulo VI n\u00e3o foi incerto mas prudente. Demonstra-o o fato de ter sido extremamente corajoso, por exemplo, ao enfrentar a impopularidade, para permanecer na amizade com Cristo e com os seus, que n\u00e3o s\u00e3o do mundo. Prud\u00eancia, coragem, amor universal, s\u00e3o as mais preciosas qualidades para quem deve, servindo, governar a humanidade.  <strong>Siehe auch<\/strong>: <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/press\/files\/2014\/10\/20141018_PaoloVI_GratitudineMovimentoFocolari_PT.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Releases<\/a>. A gratid\u00e3o do Movimento dos Focolares por Paulo VI<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Beatifica\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Batista Montini, o papa da implementa\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio. Referimos alguns trechos dessa entrevistade Chiara Lubich foram publicados na Cidade Nova de outubro de 1978<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-333044","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333044","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=333044"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333044\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=333044"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=333044"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=333044"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}