{"id":333526,"date":"2015-04-22T14:10:00","date_gmt":"2015-04-22T12:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/maria-voce-na-onu-inventar-a-paz\/"},"modified":"2024-05-16T15:24:04","modified_gmt":"2024-05-16T13:24:04","slug":"maria-voce-na-onu-inventar-a-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/maria-voce-na-onu-inventar-a-paz\/","title":{"rendered":"Maria Voce na ONU: Inventar a paz"},"content":{"rendered":"<p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-122981\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/20150422OnuMariaVoce2.jpg\" alt=\"20150422OnuMariaVoce2\" width=\"350\" height=\"192\" \/><\/p>\n<p><strong>Arriscar a pr\u00f3pria vida para aliviar o sofrimento dos pobres: <\/strong>Maria Voce inicia, narrando sobre a fase final da Segunda Guerra Mundial, quando em Trento, no ano de 1943 \u00abum grupo de mo\u00e7as se re\u00fane na pequena cidade de Trento, na It\u00e1lia setentrional. Em meio \u00e0s bombas, essas jovens, lideradas por uma jovem professora, Chiara Lubich, motivadas por uma renovada compreens\u00e3o do radicalismo do amor evang\u00e9lico, decidem arriscar a pr\u00f3pria vida para aliviar o sofrimento dos pobres\u00bb.<\/p>\n<p><strong>Um gesto repetido ainda hoje por muitas pessoas para que se regenere o tecido social<\/strong>: Maria Voce recorda os campos de refugiados no L\u00edbano, na S\u00edria, na Jord\u00e2nia, no Iraque, as periferias degradadas das megal\u00f3poles, e a for\u00e7a e o potencial de todos os que fomentam, \u201cno circuito destrutivo do conflito, o empenho para que se regenere o tecido social, realizando \u2013 para usar a linguagem desta organiza\u00e7\u00e3o \u2013 uma a\u00e7\u00e3o de <em>peace-building<\/em>\u00bb. Aquelas jovens, afirma, \u00abdecidiram romper o c\u00edrculo vicioso da viol\u00eancia, respondendo com gestos e a\u00e7\u00f5es que, no clima do conflito, poderiam parecer ut\u00f3picos ou at\u00e9 mesmo irrelevantes. Mas n\u00e3o foi o que aconteceu, e n\u00e3o \u00e9 assim!\u00bb.<\/p>\n<p>\u00abTamb\u00e9m hoje, nos encontramos numa <strong>grav\u00edssima situa\u00e7\u00e3o de desagrega\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/strong>, institucional, econ\u00f4mica e social, que tamb\u00e9m exige respostas radicais, capazes de mudar o paradigma prevalente. De fato, o conflito e a viol\u00eancia parecem dominar amplas \u00e1reas do planeta, envolvendo pessoas inocentes, consideradas culpadas por se encontrarem em um territ\u00f3rio disputado, por pertencerem a um determinado grupo \u00e9tnico ou professarem uma religi\u00e3o em particular\u00bb.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/UN_ReligiousLeaders.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-123021\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/UN_ReligiousLeaders.jpg\" alt=\"UN_ReligiousLeaders\" width=\"380\" height=\"326\" \/><\/a>O encontro entre culturas gera uma nova identidade: <\/strong>\u00abNo Movimento dos Focolares, que tenho a honra de representar &#8211; explica Maria Voce -, o encontro entre as culturas e as religi\u00f5es (Cristianismo, Islamismo, Hebra\u00edsmo, Budismo, Hindu\u00edsmo, religi\u00f5es tradicionais) \u00e9 uma experi\u00eancia cont\u00ednua e fecunda, que n\u00e3o se limita \u00e0 toler\u00e2ncia ou ao simples reconhecimento da diversidade, mas vai at\u00e9 mesmo al\u00e9m da fundamental reconcilia\u00e7\u00e3o, e gera, por assim dizer, uma nova identidade, mais ampla, comum e partilhada. \u00c9 um di\u00e1logo din\u00e2mico, que envolve pessoas de diferentes convic\u00e7\u00f5es, at\u00e9 mesmo n\u00e3o religiosas, que impulsiona a olhar para as necessidades concretas, e a responder, juntos, aos desafios mais dif\u00edceis no \u00e2mbito social, econ\u00f4mico, cultural e pol\u00edtico com o compromisso de viver em prol de uma humanidade mais unida e solid\u00e1ria. Isso acontece em contextos que foram ou s\u00e3o caracterizados por grav\u00edssimas crises, como, por exemplo, na Arg\u00e9lia, na S\u00edria, no L\u00edbano, no Iraque, na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, na Nig\u00e9ria, nas Filipinas\u00bb.<\/p>\n<p><strong>A presidente dos Focolares n\u00e3o hesita<\/strong>: <strong>\u00abSe existe um extremismo da viol\u00eancia, &#8211; afirma &#8211; devemos responder a isso (\u2026) com o mesmo radicalismo, por\u00e9m de maneira completamente diferente, ou seja, com o \u00abextremismo do di\u00e1logo\u00bb!<\/strong> Um di\u00e1logo que requer a m\u00e1xima abrang\u00eancia, que \u00e9 arriscado, exigente, desafiador, que visa arrancar as ra\u00edzes da incompreens\u00e3o, do medo e do ressentimento\u00bb.<\/p>\n<p><strong>Civiliza\u00e7\u00e3o da alian\u00e7a: <\/strong>citando a iniciativa da \u00abAlian\u00e7a das Civiliza\u00e7\u00f5es\u00bb, um dos promotores do evento, Maria Voce questiona \u00abse hoje n\u00e3o se torna ainda mais necess\u00e1rio aprofundar a raiz dessa nova perspectiva, tendo como objetivo n\u00e3o s\u00f3 uma alian\u00e7a das civiliza\u00e7\u00f5es, mas aquela que poder\u00edamos chamar de &#8220;civiliza\u00e7\u00e3o da alian\u00e7a&#8221;; uma civiliza\u00e7\u00e3o universal, e isso significa que as pessoas consideram-se parte da grande hist\u00f3ria, plural e fascinante, do caminho da humanidade rumo \u00e0 unidade. Uma civiliza\u00e7\u00e3o que faz do di\u00e1logo a estrada na qual todos se reconhecem livres, iguais, irm\u00e3os\u00bb.<\/p>\n<p>Entre as muitas organiza\u00e7\u00f5es representadas, menciona a ONG <a href=\"http:\/\/www.new-humanity.org\/it\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">New Humanity<\/a>, que representa na ONU o Movimento dos Focolares. E se pergunta:<\/p>\n<div id=\"attachment_122967\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/vimeo.com\/19965244\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-122967\" class=\"wp-image-122967\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/ChiaraOnu1997bis.jpg\" alt=\"ChiaraOnu1997bis\" width=\"400\" height=\"291\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-122967\" class=\"wp-caption-text\">Chiara Lubich num Simp\u00f3sio junto \u00e0 ONU: Rumo \u00e0 Unidade das Na\u00e7\u00f5es e dos Povos &#8211; 28 de maio de 1997<\/p><\/div>\n<p><strong>\u00abA ONU n\u00e3o deveria reconsiderar a sua voca\u00e7\u00e3o<\/strong>, reformular a sua miss\u00e3o fundamental? O que significa ser, hoje, a organiza\u00e7\u00e3o das \u201cNa\u00e7\u00f5es Unidas\u201d, uma institui\u00e7\u00e3o que realmente desempenha a sua fun\u00e7\u00e3o de trabalhar pela <em>unidade <\/em>das na\u00e7\u00f5es, no respeito \u00e0s suas riqu\u00edssimas identidades? Sem d\u00favida, \u00e9 fundamental trabalhar pela manuten\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a internacional, mas a seguran\u00e7a, embora indispens\u00e1vel, n\u00e3o equivale necessariamente \u00e0 paz. Os conflitos internos e internacionais, as profundas divis\u00f5es registradas em escala mundial, junto com as grandes injusti\u00e7as locais e planet\u00e1rias, exigem uma verdadeira convers\u00e3o nos atos e nas escolhas da governan\u00e7a global, que realize o slogan criado por Chiara Lubich, e lan\u00e7ado aqui em 1997, \u201camar a p\u00e1tria alheia como a pr\u00f3pria\u201d, a ponto de edificar a fraternidade universal\u00bb.<\/p>\n<p><strong>A guerra \u00e9 a <em>irreligi\u00e3o<\/em>: <\/strong>\u00abFinalmente, n\u00e3o devemos dar espa\u00e7o \u00e0queles que tentam representar muitos dos conflitos em curso como \u201cguerras de religi\u00e3o\u201d. A guerra \u00e9, por defini\u00e7\u00e3o, a <em>irreligi\u00e3o<\/em>. O militarismo, a hegemonia econ\u00f4mica, a intoler\u00e2ncia em todos os n\u00edveis, unidos a muitos outros fatores sociais e culturais, dos quais a religi\u00e3o constitui apenas um tr\u00e1gico pretexto, s\u00e3o, muitas vezes causas de conflito. Aquilo a que assistimos, em muitas \u00e1reas do planeta, do Oriente M\u00e9dio \u00e0 \u00c1frica, tal como a trag\u00e9dia de centenas de mortos que fogem da guerra e naufragam no Mediterr\u00e2neo, tem pouco a ver com a religi\u00e3o. De todos os pontos de vista, nesses casos, devemos falar n\u00e3o tanto de guerras de religi\u00e3o, mas, concretamente, de forma realista e prosaica, de religi\u00e3o de guerra\u00bb.<\/p>\n<p><strong>O que fazer? <\/strong>Citando Chiara Lubich, incentiva a ter coragem de \u201cinventar a paz\u201d: \u00abS\u00e3o muitos os sinais, para que, da grave conjuntura internacional, possa finalmente emergir uma nova consci\u00eancia da necessidade de trabalhar juntos pelo bem comum (\u2026) com a coragem de \u201cinventar a paz\u201d. O tempo das \u201cguerras santas\u201d acabou. A guerra n\u00e3o \u00e9 mais santa, e nunca foi. Deus n\u00e3o quer a guerra. Somente a paz \u00e9 realmente santa, porque o pr\u00f3prio Deus \u00e9 a paz\u00bb.<\/p>\n<p><strong>Conclui evocando a regra de ouro<\/strong>, que reporta \u00e0 inspira\u00e7\u00e3o fundamental que aproxima as religi\u00f5es, para que n\u00e3o sejam \u00abum instrumento utilizado por outros poderes, ainda que para fins nobil\u00edssimos, nem mesmo uma f\u00f3rmula arquitetada para resolver os conflitos ou crises, mas um processo espiritual que se concretiza e se torna uma comunidade que compartilha e d\u00e1 sentido \u00e0 alegria e ao sofrimento dos homens, conduzindo tudo para a realiza\u00e7\u00e3o da \u00fanica fam\u00edlia humana universal\u00bb.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/press\/files\/2015\/04\/20150422_Maria-Voce_Inventare-la-pace_PT.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Texto integral<\/a><\/p>\n<p>Nova Iorque &#8211; Sede da ONU, 22 de abril de 2015<\/p>\n<p>Debate tem\u00e1tico de alto n\u00edvel Promover a toler\u00e2ncia e a reconcilia\u00e7\u00e3o<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A presidente dos Focolares Maria Voce participa, nas Na\u00e7\u00f5es Unidas, do Debate tem\u00e1tico de alto n\u00edvel \u201cPromover a toler\u00e2ncia e a reconcilia\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[909],"tags":[],"class_list":["post-333526","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-focolare-worldwide-2-4"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333526","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=333526"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333526\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=333526"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=333526"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=333526"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}