{"id":333534,"date":"2015-04-26T04:00:14","date_gmt":"2015-04-26T02:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/igino-giordani-historia-de-light\/"},"modified":"2024-05-16T15:24:06","modified_gmt":"2024-05-16T13:24:06","slug":"igino-giordani-historia-de-light","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/igino-giordani-historia-de-light\/","title":{"rendered":"Igino Giordani: Hist\u00f3ria de Light"},"content":{"rendered":"<p><p><strong><a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Giordani-11.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-123142\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Giordani-11.png\" alt=\"Giordani-11\" width=\"333\" height=\"248\" \/><\/a>\u00abTudo come\u00e7ou, como acontece com as coisas de Deus, de uma simples semente.<\/strong> Silvia Lubich era filha de um comerciante de vinho, reduzido pela crise econ\u00f4mica da segunda guerra mundial a um modesto funcion\u00e1rio municipal, e de uma dona-de-casa de Trento que na juventude tinha trabalhado na tipografia de Cesare Battisti. Dois crist\u00e3os do tipo trentino: simples, retos, sem muitos problemas. Os dois puseram no mundo quatro filhos, um rapaz, o primog\u00eanito, e tr\u00eas meninas, das quais Silvia, nascida no dia 22 de janeiro de 1920, era a mais velha. O casal deu a todos os filhos uma educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3, que forjou Silvia para uma piedade linear desde a inf\u00e2ncia. Linear, porque n\u00e3o consentia compromissos: n\u00e3o permitia que se dividisse a pr\u00f3pria vontade entre Deus e as coisas do mundo, que se pensasse no bem e no mal, que se mostrasse uma coisa e se escondesse outra. Deus existia: Deus era tudo. Portanto, devia-se ser inteiramente de Deus: fazer a Sua vontade, sempre como um raio de sol que vinha do c\u00e9u para pousar na terra\u00bb.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 assim que come\u00e7a a <em>Hist\u00f3ria de Light<\/em>,<\/strong> isto \u00e9, a hist\u00f3ria de <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/chi-e-chiara\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Chiara Lubich<\/a> escrita por um dos protagonistas dos epis\u00f3dios narrados: <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/chi-e-chiara\/igino-giordani\/\">Igino Giordani<\/a>, ilustre personalidade da cultura e da pol\u00edtica italiana, cofundador do Movimento dos Focolares.<\/p>\n<p><strong>\u00abSer uma obra-prima n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil para nenhuma obra\u00bb<\/strong>, escreve <strong>Alberto Lo Presti<\/strong>, diretor do <a href=\"http:\/\/www.iginogiordani.info\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Centro Igino Giordani<\/a>, na introdu\u00e7\u00e3o do primeiro cap\u00edtulo. \u00abImaginem um livro que deve afirmar este primado dentre uma centena de livros, tantos quantos Giordani escreveu. <em>Hist\u00f3ria de Light<\/em>, ao contr\u00e1rio, nunca viu a luz do dia. E n\u00e3o s\u00f3: permaneceu quase desconhecido tamb\u00e9m para as pessoas que o guardaram, nestes anos. Foi o pr\u00f3prio Igino Giordani que pediu para esperar para public\u00e1-lo, quando \u2013 na realidade \u2013 qualquer autor aprovaria perfeitamente o contr\u00e1rio, para ser conhecido principalmente pelos seus melhores trabalhos\u00bb.<\/p>\n<p><strong>\u00ab<em>Hist\u00f3ria de Light<\/em> n\u00e3o \u00e9 uma pesquisa realizada com as regras e o m\u00e9todo da historiografia<\/strong>. Poder\u00edamos defini-lo como o relato da prodigiosa interven\u00e7\u00e3o suscitada pelo Esp\u00edrito Santo \u2013 e vis\u00edvel na pessoa e na a\u00e7\u00e3o de Chiara Lubich \u2013 na hist\u00f3ria do s\u00e9culo XX. Em outras palavras, \u00e9 constitu\u00eddo por uma s\u00e9rie de quadros narrativos em que o desenho biogr\u00e1fico de Chiara est\u00e1 entrela\u00e7ado com o des\u00edgnio de Deus sobre uma humanidade aflita idealmente e chocada socialmente pelas divis\u00f5es e pelas guerras mundiais. Eis porque, na trama sutil da <em>Hist\u00f3ria de Light<\/em>, reconhecemos alguns elementos de base da complexa personalidade de Giordani. Ele viveu como protagonista todos os principais dramas do s\u00e9culo XX, recebendo as feridas da guerra, passando por persegui\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas, aceitando a marginaliza\u00e7\u00e3o civil. Foi um homem de f\u00e9, operante na Igreja e na cultura, consciente de que o mal radical ser\u00e1 vencido por um novo esp\u00edrito crist\u00e3o, ao qual p\u00f4s-se em busca tenaz. Conheceu Chiara Lubich, em setembro de 1948, e encontrou nela a luz (<em>light<\/em>) que procurava. Seguiu-a, colocando \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da fundadora do <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/movimento-dei-focolari\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Movimento dos Focolares<\/a> toda a pr\u00f3pria intelig\u00eancia e a inteira vontade. Nunca teve d\u00favidas sobre a for\u00e7a e sobre a preemin\u00eancia da pessoa de Chiara para a Igreja, para a sociedade, para a hist\u00f3ria contempor\u00e2nea e no futuro. Giordani, por isso, n\u00e3o poderia, nem mesmo desejando, escrever uma hist\u00f3ria realizada e destacada, metodologicamente impec\u00e1vel, de Chiara Lubich. O seu envolvimento humano e espiritual n\u00e3o o poderia permitir\u00bb.<\/p>\n<p><strong>\u00abO Autor tinha j\u00e1 escrito muitos volumes sobre as maiores figuras espirituais<\/strong>: Catarina de Sena, In\u00e1cio de Loyola, Madalena de Canossa, Contardo Ferrini, Francisco de Paula, Vicente de Paulo, Francisco de Sales, Francisco de Assis, apenas para citar alguns trabalhos monogr\u00e1ficos. Trata-se de uma galeria de personalidades extraordin\u00e1rias, de \u00e9pocas e de contextos diferentes. O lugar de honra, nesta rica sequencia, foi dado a Chiara Lubich, de cuja hist\u00f3ria ele fez a sua \u201cobra-prima\u201d. Quando, aos 54 anos, a hist\u00f3ria chamou-o ao encontro com Chiara, n\u00e3o se encontrou espiritualmente desarmado. Sabia medir a grandeza religiosa de um ideal, assim como possu\u00eda os instrumentos para testar a magnitude de uma intui\u00e7\u00e3o m\u00edstica. Por esta raz\u00e3o [\u2026] \u00e9 veross\u00edmil que Giordani advertiu uma esp\u00e9cie de dever supremo de modo que ele desse testemunho da verdade sobre quem fosse realmente Chiara. Por outro lado, este papel foi assumido por ele desde os primeiros instantes da sua amizade com Chiara e o primeiro n\u00facleo de focolarinas. Com a sua erudi\u00e7\u00e3o, era capaz de revelar a import\u00e2ncia e a novidade da figura de Chiara \u00e0s jovens que a seguiam\u00bb.<\/p>\n<p><strong>\u00abGiordani viveu os momentos dif\u00edceis nos quais Chiara Lubich e os Focolares estiveram no foco das lentes de aumento <\/strong>da Congrega\u00e7\u00e3o do Santo Of\u00edcio. Desde aquele per\u00edodo \u2013 estamos nos anos Cinquenta \u2013 e ainda por muitos anos depois, no Movimento mantinha-se uma atitude prudente que levava \u00e0 m\u00e1xima discri\u00e7\u00e3o da figura de Chiara. Sendo necess\u00e1rio conter as manifesta\u00e7\u00f5es de afeto e de estima por Chiara, para Giordani n\u00e3o havia d\u00favida de que a verdade sobre ela devia ser escrita e transmitida. Assim nasceu a <em>Hist\u00f3ria de Light<\/em>, a sua \u201cobra-prima\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.cittanuova.it\/FILE\/PDF\/NU_articolo26156.pdf\">Introdu\u00e7\u00e3o da <em>Hist\u00f3ria de Light<\/em><\/a> (texto integral, em l\u00edngua italiana) &#8211; publicado em \u201cNuova Umanit\u00e0\u201d, Janeiro-mar\u00e7o 2015<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abEsta \u00e9 a minha obra-prima. Depois da minha morte, podem public\u00e1-la\u00bb. Com estas palavras, provavelmente na metade dos anos 70, Igino Giordani entregou \u00e0 Giulia Folonari (Eli), para que o desse \u00e0 Chiara Lubich, o manuscrito que agora ser\u00e1 publicado em cap\u00edtulos em \u201cNuova Umanit\u00e0\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-333534","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333534","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=333534"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333534\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=333534"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=333534"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=333534"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}