{"id":333692,"date":"2015-06-30T04:00:53","date_gmt":"2015-06-30T02:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/migracoes-o-que-eu-posso-fazer\/"},"modified":"2024-05-16T15:24:42","modified_gmt":"2024-05-16T13:24:42","slug":"migracoes-o-que-eu-posso-fazer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/migracoes-o-que-eu-posso-fazer\/","title":{"rendered":"Migra\u00e7\u00f5es: o que eu posso fazer?"},"content":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-126365\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/FlaviaCerino.jpg\" alt=\"FlaviaCerino\" width=\"180\" height=\"155\" \/>\u00abQuando falamos de migra\u00e7\u00f5es os n\u00fameros dizem mais do que as palavras.<\/strong> De um relat\u00f3rio publicado em outubro de 2014, deduz-se que no mundo somos 7 bilh\u00f5es e 124 milh\u00f5es de pessoas. Se a riqueza fosse repartida de maneira \u00e9qua, cada pessoa disporia de uma renda m\u00e9dia anual de cerca 14 mil d\u00f3lares. Na realidade, 2 bilh\u00f5es e 700 milh\u00f5es de pessoas tem uma renda de 2 d\u00f3lares e meio por dia. Ora, esta desigualdade econ\u00f4mica, que \u00e9 uma desigualdade social, tem um forte impacto sobre o fen\u00f4meno migrat\u00f3rio: povos inteiros deslocam-se para pa\u00edses mais ricos\u00bb.  <strong>Quem \u00e9 o migrante? Em 2013, a ONU considerou que, no mundo inteiro, 232 milh\u00f5es de pessoas se deslocaram.<\/strong> E define o migrante como \u201cuma pessoa que deixa o pr\u00f3prio pa\u00eds por motivo de trabalho e estabelece-se em outro lugar por um per\u00edodo superior a 12 meses\u201d. \u00ab\u00c9 a \u00fanica defini\u00e7\u00e3o que se encontra&#8230; que considero bastante redutiva \u2013 salienta Flavia Cerino. Com efeito, existem os refugiados (os que precisam de um asilo pol\u00edtico junto a outro pa\u00eds), os desabrigados (que fogem de situa\u00e7\u00f5es de guerra), os assim chamados \u201cclandestinos\u201d (que mudam muitas vezes, sem ter um documento id\u00f4neo para entrar em outro estado). E os motivos s\u00e3o os mais diferentes: guerra, pobreza, estudo, interesses culturais, cat\u00e1strofes naturais&#8230; portanto, as condi\u00e7\u00f5es humanas contidas numa \u00fanica palavra, migrante, s\u00e3o muito variadas\u00bb.  Quais s\u00e3o as palavras que mais recorrem nos relat\u00f3rios dos trabalhos de grupo realizados durante a escola internacional do <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/movimento-dei-focolari\/un-popolo\/umanita-nuova\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Movimento Humanidade Nova<\/a>, no qual este tema foi abordado? Durante os workshops algumas palavras tiverem um ressalto especial. \u00abA primeira \u00e9 \u201c<strong>medo<\/strong>\u201d, o medo de algo que \u00e9 diferente de mim \u2013 continua Cerino. Na verdade, a diversidade (vemos isso na natureza, inclusive a diversidade biol\u00f3gica), \u00e9 uma grande riqueza. Se a perdemos estamos destinados \u00e0 extin\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso considerar, obviamente, o medo que nasce da inseguran\u00e7a e que nos leva ao tema da ordem p\u00fablica, da seguran\u00e7a nacional. Portanto, um ponto \u00e9 a ordem p\u00fablica e outro \u00e9 o medo da diversidade. Outro aspecto retomado com frequ\u00eancia foi o da <strong>fam\u00edlia<\/strong>. O migrante que parte sozinho, deixando a fam\u00edlia, dificilmente descreve as dificuldades que encontra para n\u00e3o dar preocupa\u00e7\u00f5es aos familiares. Mas ele deveria chegar a referir a eles a situa\u00e7\u00e3o real em que se encontra, para ter uma plena consci\u00eancia do que significa a migra\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m em vista da reunifica\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, porque em geral as fam\u00edlias querem ficar juntas. Outra palavra evidenciada: <strong>intercultura<\/strong>. Ou seja, a capacidade de superar o medo da diversidade para criar locais, espa\u00e7os, ambientes de encontro e de conhecimento. Que n\u00e3o s\u00e3o apenas de tipo cultural, mas existencial, de partilha dos problemas. O migrante dever ser colocado em condi\u00e7\u00f5es de doar: ele mesmo acredita n\u00e3o ter nada a dar quando n\u00e3o \u00e9 reconhecido como pessoa, quando n\u00e3o pode exercer a cidadania ativa e, de consequ\u00eancia, est\u00e1 exclu\u00eddo a priori\u00bb.  Flavia Cerini cita uma quest\u00e3o que <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/chi-e-chiara\/igino-giordani\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Igino Giordani<\/a> levantava j\u00e1 muitos anos atr\u00e1s: \u201cO que eu fa\u00e7o por essa pessoa?\u201d, referida exatamente ao imigrado. <strong>\u00ab\u00c9 a pergunta que nos colocamos agora. O que fazemos?<\/strong> Existem in\u00fameras experi\u00eancias, grandes iniciativas. A minha experi\u00eancia, e a de muitos de voc\u00eas, apoia-se sobre dois elementos: o primeiro \u00e9 que tudo nasce de uma sensibilidade pessoal. Eu, pessoa, sinto-me interpelada e colocada em discuss\u00e3o por um problema que vejo no meu vizinho, na minha realidade. E procuro entender o que posso fazer, dirigindo-me \u00e0s pessoas, \u00e0s institui\u00e7\u00f5es que tem compet\u00eancia para agir. Porque trata-se de aliviar, de tornar mais leve a presen\u00e7a do imigrado na minha cidade. Na pr\u00e1tica, diante da quest\u00e3o \u201co que eu posso fazer?\u201d,<strong> podemos responder come\u00e7ando a agir segundo o que est\u00e1 ao nosso alcance<\/strong>, colocando-nos ao lado de quem compartilha esse mesmo desejo; come\u00e7ando por pequenos gestos podemos atar os n\u00f3s de uma rede no lugar onde estamos, gestos simples que geram, ao nosso redor, uma humanidade renovada\u00bb.  <em>Fonte:<\/em> \u201cReflex\u00f5es sobre migra\u00e7\u00f5es e intercultura\u201d, palestra apresentada durante a escola internacional de Humanidade Nova (fevereiro de 2015), coordenada por Flavia Cerino, especialista em migra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Flavia Cerino, advogada, atualmente na Sic\u00edlia (It\u00e1lia), ocupa-se de imigra\u00e7\u00e3o, atuando especialmente como tutora de menores que viajam sozinhos, sem suas fam\u00edlias. Algumas reflex\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[909],"tags":[],"class_list":["post-333692","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-focolare-worldwide-2-4"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333692","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=333692"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333692\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=333692"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=333692"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=333692"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}