{"id":333804,"date":"2015-09-04T04:00:50","date_gmt":"2015-09-04T02:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/nascida-em-londres-anglicana-focolarina\/"},"modified":"2024-05-16T15:25:06","modified_gmt":"2024-05-16T13:25:06","slug":"nascida-em-londres-anglicana-focolarina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/nascida-em-londres-anglicana-focolarina\/","title":{"rendered":"Nascida em Londres, anglicana, focolarina"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-128035 alignright\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/CathyLimebear.jpg\" alt=\"CathyLimebear\" width=\"320\" height=\"221\" \/>\u201c<strong>Durante uma viagem a<\/strong> <strong>Harefield<\/strong> (Gr\u00e3 Bretanha) \u2013 onde est\u00e1 o hospital onde eu estudava enfermagem \u2013 <strong>chamou-me aten\u00e7\u00e3o a maneira de ser de uma colega<\/strong>. Aproximar-se dela n\u00e3o foi uma das coisas mais simples porque sou t\u00edmida, e muitas vezes rodeada de amigos t\u00e3o \u2018selvagens\u2019 como eu. Mas, aquela colega n\u00e3o desprezava a minha companhia, ao contr\u00e1rio, um dia convidou-me para almo\u00e7ar. E assim nos tornamos amigas.  <strong>Fazia tempo que o meu cristianismo n\u00e3o me satisfazia<\/strong>: eu frequentava a igreja por um sentido de dever, para ficar com a consci\u00eancia tranquila. Ela, ao contr\u00e1rio, me falava de uma f\u00e9 alegre, aut\u00eantica, que compartilhava com outros jovens da sua idade, uma f\u00e9 iluminada pelo amor. Um dia ela chegou ao hospital trazendo um viol\u00e3o para festejar o anivers\u00e1rio de uma enfermeira com a qual, notoriamente, n\u00e3o era f\u00e1cil o relacionamento. E eu disse a mim mesma: \u201cMas, se esta colega chega a este ponto, talvez valha a pena saber o que a impulsiona a agir desta forma\u201d. E ela me falou que se sentia fortalecida pela espiritualidade da unidade.  E assim, tal como minha colega, comecei a conviver com as pessoas do Focolare e muitas vezes, ou melhor, sempre descobria novas ocasi\u00f5es para doar-me: doava algumas das minhas roupas ou alimentos a quem precisava, oferecia-me para ajudar quem estava em tratamento ou para outros servi\u00e7os e assim por diante. Estes pequenos gestos, fruto do Evangelho que tamb\u00e9m eu comecei a colocar em pr\u00e1tica, me proporcionaram muita alegria. Ainda sem saber bem o que era o Movimento dos Focolares, eu percebi que havia encontrado a minha casa. Mas, eu poderia fazer a escolha total que faziam as <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/movimento-dei-focolari\/scelte-e-impegno\/focolarini\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">focolarinas<\/a>? Elas s\u00e3o cat\u00f3licas, eu, anglicana\u2026 No meu \u00edntimo ressoou uma voz: \u201cPor que n\u00e3o? Basta que voc\u00ea pronuncie o seu sim a mim\u201d. Senti-me como algu\u00e9m que se atira em um abismo, mas, ainda assim, disse o meu sim a Deus, feliz por querer segui-Lo para sempre. Conclui o curso de enfermagem, me especializei em obstetr\u00edcia, seguindo um grande desejo de contribuir \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o da sociedade. Eu pensava que com aquele diploma eu poderia trabalhar no exterior e j\u00e1 havia economizado uma soma para a viagem. Quando entrei no focolare doei aquele dinheiro a quem estava precisando e comecei a minha forma\u00e7\u00e3o para ser focolarina.  A minha primeira destina\u00e7\u00e3o foi o focolare de <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/focolare-worldwide\/europa\/regno-unito\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leeds<\/a>, onde fiquei cinco anos. L\u00e1 eu trabalhava em um bairro perigoso. Vindo de um ambiente abastado, em rela\u00e7\u00e3o aos pobres eu tinha uma id\u00e9ia po\u00e9tica: eu n\u00e3o sabia como as pessoas viviam \u201crealmente\u201d na pobreza. Eu me ocupava de uma jovem que j\u00e1 tinha um filho. Todas as vezes que ela comparecia para os exames de rotina eu notava que sempre usava a mesma roupa e o collant muito rasgado. Procurei estabelecer com ela uma amizade que favorecesse a sua abertura, que pudesse falar-me da sua situa\u00e7\u00e3o, onde morava\u2026 E assim, certa vez, fui visit\u00e1-la. Fui recebida pelo seu companheiro, uma pessoa agressiva e anti-social. Chocada com a sua atitude, com a sujeira e a desordem daquela casa eu n\u00e3o sabia o que dizer para iniciar uma conversa. Quando, dentro da casa, notei que havia um grande dep\u00f3sito de \u00e1gua que serve para cria\u00e7\u00e3o de peixes, comecei a falar de peixes e assim a tens\u00e3o diminuiu. Na visita sucessiva eu levei algumas roupas e, depois, indo visit\u00e1-la outra vez, aquela jovem estava usando as roupas que eu levara e queria que eu visse isto.  Atualmente moro no focolare de \u00a0<a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/news\/2011\/03\/20\/welwyn-garden-city\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Welwyn Garden City<\/a> (nas proximidades de Londres) e continuo a trabalhar no setor da Sa\u00fade P\u00fablica Nacional (NHS). Nestes \u00faltimos anos, aqui na Inglaterra, houve uma grande desorganiza\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 pol\u00edtica da sa\u00fade p\u00fablica e n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil continuar levando ao ambiente de trabalho aquela transforma\u00e7\u00e3o que impulsionava o inicio da minha carreira. Mas, mesmo com essas desordens eu procuro fazer cada coisa como um gesto de amor a Deus, presente nos irm\u00e3os. Viver em comunidade com pessoas que fizeram tamb\u00e9m a minha escolha de vida \u00e9 uma excelente oportunidade, muito importante tamb\u00e9m para o meu trabalho. E, tamb\u00e9m, para <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/in-dialogo\/chiese-cristiane\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">crescer juntas<\/a> na unidade e na f\u00e9 em Deus Amor, doando-nos ao pr\u00f3ximo, indo al\u00e9m do fato de sermos cat\u00f3licas ou anglicanas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O testemunho de Cathy Limebear. O contato com a espiritualidade da unidade despertou nela a sede do Evangelho, at\u00e9 \u00e0 decis\u00e3o de doar a pr\u00f3pria vida a Deus e aos irm\u00e3os.<\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-333804","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333804","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=333804"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333804\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=333804"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=333804"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=333804"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}