{"id":333910,"date":"2015-10-13T04:00:17","date_gmt":"2015-10-13T02:00:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/tailandia-a-escola-chegou-a-mae-sot\/"},"modified":"2024-05-16T15:25:30","modified_gmt":"2024-05-16T13:25:30","slug":"tailandia-a-escola-chegou-a-mae-sot","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/tailandia-a-escola-chegou-a-mae-sot\/","title":{"rendered":"Tail\u00e2ndia: a escola chegou a Mae-Sot"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-129677 alignleft\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/DSC_0761-e1444668019134.jpg\" alt=\"DSC_0761\" width=\"388\" height=\"259\" \/>\u00ab\u00c9 de manh\u00e3, bem cedo, depois de uma noite chuvosa, na fronteira entre a Tail\u00e2ndia e Mianmar. Estamos tomando um pouco de caf\u00e9 com ovos cozidos. Est\u00e1 come\u00e7ando a nossa aventura: quatro dias em <strong>Mae-Sot<\/strong>, junto com um sacerdote que se ocupa dos refugiados, os \u00faltimos dos \u00faltimos, aqueles que n\u00e3o entram nos campos oficiais da ONU, de quem ningu\u00e9m cuida e que muitas vezes n\u00e3o recebem a paga de seus patr\u00f5es pelo trabalho semanal: eles n\u00e3o t\u00eam documentos e n\u00e3o podem protestar com nenhuma autoridade, porque ningu\u00e9m ir\u00e1 defend\u00ea-los. Muitos ficaram durante anos na floresta e finalmente conseguiram sair. Vivem entre as fossas e os muros das f\u00e1bricas, em barracas improvisadas, vivos por milagre. Sobre eles ningu\u00e9m fala, mas aqui essa realidade \u00e9 conhecida: eles valem ouro! S\u00e3o uma for\u00e7a de trabalho com um custo baix\u00edssimo, pessoas dispostas a trabalhar por muito pouco, s\u00f3 o necess\u00e1rio para viver. E \u00e9 por esse motivo que Mae-Sot ir\u00e1 se tornar uma zona econ\u00f4mica especial, com a presen\u00e7a de muitas ind\u00fastrias.  <strong>N\u00f3s queremos estar aqui ao menos por alguns deles.<\/strong> Come\u00e7amos um <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/?s=mae+sot\">projeto <\/a>para ajudar as crian\u00e7as de uma escola que at\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s n\u00e3o existia, a n\u00e3o ser nos sonhos das crian\u00e7as de Latina e de seus amigos, refugiados em Mae-Sot.  <strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-129678\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/20151013-02.jpg\" alt=\"20151013-02\" width=\"388\" height=\"291\" \/>Agora essa escola existe e chama-se \u201cGota a gota\u201d.<\/strong> Uma parceria incr\u00edvel entre Latina e a lama de Mae-Sot: injusti\u00e7as, doen\u00e7as, desfrutamento, estupros e assim por diante; quem est\u00e1 bem e quem agradece a Deus por estar vivo, a cada manh\u00e3&#8230; e no fim de cada dia! Como uma das crian\u00e7as da escola. Pergunto \u00e0 sua m\u00e3e: \u201cComo \u00e9 o nome de seu filho?\u201d, e ela: \u201cChit Yin Htoo, que significa \u201cse me amas, responde-me\u201d. \u201cE a data de nascimento?\u201d, pergunto. \u201cTalvez tr\u00eas ou quatro anos, ou talvez cinco ou seis&#8230; Era a \u00e9poca da colheita, no auge da ofensiva militar, dev\u00edamos fugir, s\u00f3 fugir\u201d. A este ponto eu paro e n\u00e3o consigo mais escrever, e espero somente n\u00e3o chorar diante dessa m\u00e3e. Como \u00e9 poss\u00edvel?  <strong>Este projeto \u00e9 uma \u201cloucura de amor\u201d, que somente as crian\u00e7as podiam conceber<\/strong>. E o amor \u00e9 assim: faz florescer o deserto, faz voc\u00ea fazer coisas imposs\u00edveis e o faz feliz! N\u00f3s, adultos, vamos atr\u00e1s dessas crian\u00e7as com respeito e sagrado temor, eu diria: \u201cOs seus anjos veem o Pai nos c\u00e9us\u201d. Quando estou com \u201cSe me amas, responde-me\u201d dificilmente o fa\u00e7o sorrir. \u00c9 t\u00edmido, reservado, e somente depois de muito tempo consigo peg\u00e1-lo no colo: seis anos, talvez cinco, ningu\u00e9m sabe ao certo&#8230; fr\u00e1gil e leve como uma folha. Estes olhos&#8230; o que ter\u00e3o visto? Com um fio de voz consegue emitir uma mensagem. Parece de cristal. Distribu\u00edmos comida, leite, e principalmente bonecos e brinquedos a todos os que est\u00e3o ali, tamb\u00e9m lanternas e roupas, que os deixam felizes. \u201cN\u00e3o temos para todos, mas pedimos um milagre\u201d, digo a eles, \u201cque consigamos amar-nos e preocuparmo-nos com os outros, como com n\u00f3s mesmos\u201d. Os olhos brilham quando veem uma bola e todos os uniformes de um time, que foram mandados por uma escola de futebol de Priverno (It\u00e1lia). Quanto amor chega at\u00e9 aqui! Essas crian\u00e7as est\u00e3o felizes porque sentem o \u201ccalor\u201d que est\u00e1 por baixo de cada coisa. \u00c9 isso que muda os seus olhos tristes.  <strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-129679\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/20151013-01.jpg\" alt=\"20151013-01\" width=\"388\" height=\"259\" \/>A escola n\u00e3o tem paredes de verdade, tem as lousas quebradas, os professores s\u00e3o volunt\u00e1rios<\/strong> a quem conseguimos dar apenas 50 euros por m\u00eas, como sal\u00e1rio, tem umas cortinas de tela, os banheiros&#8230; Tenho a impress\u00e3o de estar num santu\u00e1rio de amor, numa catedral &#8211; talvez como aquela que tamb\u00e9m o Papa Francisco sonha? Anos atr\u00e1s fiz uma promessa: que esse \u00e9 o meu povo e que jamais o abandonarei. Diante dessa escola, essa \u201cgota de amor\u201d no oceano do mal que nos circunda, renovo aquela promessa\u00bb.  Luigi Butori  https:\/\/vimeo.com\/141034075<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grandes campos de refugiados, no norte da Tail\u00e2ndia, hospedam milhares de pessoas em fuga de Mianmar. H\u00e1 alguns anos iniciou uma amizade entre crian\u00e7as Karen, uma das etnias perseguidas, e as crian\u00e7as de uma escola italiana. Luigi Butori, mediador dessa ponte, narra a sua comovente experi\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[909],"tags":[],"class_list":["post-333910","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-focolare-worldwide-2-4"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333910","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=333910"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333910\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=333910"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=333910"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=333910"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}