{"id":334072,"date":"2015-12-04T04:00:32","date_gmt":"2015-12-04T03:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/a-paixao-de-educar\/"},"modified":"2024-05-16T15:26:06","modified_gmt":"2024-05-16T13:26:06","slug":"a-paixao-de-educar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/a-paixao-de-educar\/","title":{"rendered":"A paix\u00e3o de educar"},"content":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-132127 size-full alignleft\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/20151204NievesTapia.jpg\" alt=\"20151204NievesTapia\" width=\"400\" height=\"300\" \/>Uma categoria mal remunerada, aquela dos educadores<\/strong>. E isso diz muito sobre a considera\u00e7\u00e3o da sociedade e dos governos com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. De 18 a 21 de novembro, se reencontraram em Roma, 2.500 participantes, para um congresso organizado pela Congrega\u00e7\u00e3o para a educa\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica. Nesta ocasi\u00e3o foi a data dos 50 anos da <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/archive\/hist_councils\/ii_vatican_council\/documents\/vat-ii_decl_19651028_gravissimum-educationis_it.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">declara\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio Vaticano II sobre a educa\u00e7\u00e3o<\/a> e dos 25 anos do <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/john-paul-ii\/pt\/apost_constitutions\/documents\/hf_jp-ii_apc_15081990_ex-corde-ecclesiae.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">documento sobre as universidades cat\u00f3licas.<\/a>  \u201cVim com uma colega hebreia, e da \u00cdndia vieram alguns cat\u00f3licos e hindu\u00edstas, nos conta <strong>Nieves Tapia<\/strong>, argentina, diretora do CLAYSS (Centro Latino Americano de Aprendizagem e Servi\u00e7os Solid\u00e1rios). Senti que este congresso j\u00e1 era um fruto do Conc\u00edlio: a Igreja em di\u00e1logo. Com o t\u00edtulo: <strong>\u2018Educar, uma paix\u00e3o que se renova\u2019<\/strong>, nos encontramos com pessoas do mundo inteiro, com realidades muito diferentes\u201d. A experi\u00eancia de escolas cat\u00f3licas em lugares de fronteira, mostrou o desafio do di\u00e1logo existente. Como em Marrocos, onde professores e alunos s\u00e3o mu\u00e7ulmanos. Ou nas Filipinas, pa\u00edses na sua maioria cat\u00f3licos, onde a universidade \u00e9 aberta tamb\u00e9m aos mu\u00e7ulmanos, encoraja os estudantes a fazer o jejum durante o Ramadan, \u00e9 disponibilizado um lugar de ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente para os crist\u00e3os, mas tamb\u00e9m para eles. \u201cUm respiro universal, afirma Nieves Tapia, n\u00e3o apenas pela proveni\u00eancia geogr\u00e1fica, mas tamb\u00e9m pela tipologia das escolas e universidades representadas: p\u00fablicas, particulares; e muitas escolas que trabalham com os pobres\u201d.<strong> <\/strong>  <strong>No <\/strong><a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2015\/november\/documents\/papa-francesco_20151121_congresso-educazione-cattolica.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">discurso do Papa Francisco<\/a>,<strong> transparecia tamb\u00e9m a sua paix\u00e3o pela educa\u00e7\u00e3o&#8230;<\/strong>  \u201cO Papa respondeu a algumas perguntas, falando espontaneamente, de cora\u00e7\u00e3o, com muita paix\u00e3o. Sublinhou a necessidade de ir \u00e0s periferias n\u00e3o para fazer benefic\u00eancia, mas porque \u00e9 dali que nascer\u00e1 uma nova cultura. Ali aprendemos a profunda sabedoria que existe na dor. Se pensarmos nas grandes reformas educativas (Dom Bosco, Freire), podemos dizer que todas nasceram nas periferias. Francisco enfatizou ainda, a import\u00e2ncia de trabalhar pela unidade da pessoa, pondo em jogo a mente, o cora\u00e7\u00e3o, as m\u00e3os; de reconstruir o pacto educativo, isto \u00e9, a unidade entre escola e fam\u00edlia, escola e comunidade, o relacionamento com a vida real sem se fechar nas salas de aula e depois, a import\u00e2ncia de ir para fora, tamb\u00e9m como resposta \u00e0 cultura de elite que \u00e9 o grande perigo de muitos sistemas educativos, onde se arrisca de marginalizar as pessoas\u201d.  <strong>Entre os assuntos tratados no congresso e, de qualquer modo, enfatizado implicitamente pelo Papa, existe aquele tamb\u00e9m do aprendizado-servi\u00e7o (service learning), uma linha pedag\u00f3gica na qual voc\u00ea est\u00e1 na linha de frente<\/strong>&#8230;  \u201c Se trata de uma pedagogia que procuramos enriquecer com a experi\u00eancia latino americana e com a espiritualidade da unidade: <em>a aprendizagem servi\u00e7o solid\u00e1rio<\/em>. \u00c9 necess\u00e1rio deixar que o estudante saia da sala de aula e se coloque a servi\u00e7o: que aprenda a fazer, a viver, a ser um cidad\u00e3o melhor. At\u00e9 que n\u00e3o tenha a oportunidade de se praticar na vida real, o c\u00edrculo do aprendizado n\u00e3o est\u00e1 completo: a pesquisa o demonstra\u201d. \u201cE isto se verifica quando os alunos aprendem a usar os conhecimentos da aula a servi\u00e7o dos outros. Por exemplo, numa escola t\u00e9cnica, ao inv\u00e9s de fazer o prot\u00f3tipo do rob\u00f4, os alunos constroem cadeiras de roda para as pessoas que tem necessidade\u201d. O <em>Service learning<\/em> tem quase 50 anos, s\u00e3o milhares de universidades e escolas no mundo inteiro que colocam em pr\u00e1tica o quanto se aprende, a servi\u00e7o dos outros\u201d.<strong> <\/strong>  <strong>Quais as perspectivas que emergiram do Congresso? <\/strong>  \u201cAs diretrizes foram aquelas que o Papa deixou. Surgiu, sobretudo, a necessidade de renovar a paix\u00e3o educativa e de redescobrir o que j\u00e1 existe. \u2018Temos que mudar a educa\u00e7\u00e3o para mudar o mundo\u2019, disse o Papa Francisco. J\u00e1 estamos a caminho e isto \u00e9 um sinal de esperan\u00e7a\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>2.500 educadores do mundo inteiro questionaram sobre o papel da educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 hoje. Experi\u00eancias e boas pr\u00e1ticas tamb\u00e9m em lugares de fronteira. Objetivo: uma educa\u00e7\u00e3o integral, com horizontes abertos, como exortou o Papa Francisco.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-334072","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334072","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=334072"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334072\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=334072"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=334072"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=334072"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}