{"id":334358,"date":"2016-03-20T05:00:35","date_gmt":"2016-03-20T04:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/maria-voce-a-cultura-do-dialogo-como-agente-de-paz\/"},"modified":"2024-05-16T15:27:11","modified_gmt":"2024-05-16T13:27:11","slug":"maria-voce-a-cultura-do-dialogo-como-agente-de-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/maria-voce-a-cultura-do-dialogo-como-agente-de-paz\/","title":{"rendered":"Maria Voce: a cultura do di\u00e1logo como agente de paz"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/MariaVoce_12.3.206.jpg\" alt=\"\" width=\"218\" height=\"327\" \/>\u00abO desejo que nos anima n\u00e3o \u00e9 aquele de recordar, mas de rever juntos, ap\u00f3s 20 anos, <strong>os conte\u00fados e o m\u00e9todo que Chiara Lubich exp\u00f4s na Unesco no dia 17 de dezembro de 1996<\/strong>, sobre um objetivo t\u00e3o relevante, principalmente neste momento, para as rela\u00e7\u00f5es internacionais: a educa\u00e7\u00e3o para a paz. Naquela ocasi\u00e3o a Unesco conferiu \u00e0 fundadora do Movimento dos Focolares o premio especial idealizado para todas as pessoas que, com a sua obra, concorrem para criar os caminhos e as condi\u00e7\u00f5es para que a paz seja algo real\u00bb. \u00c9 o que recorda a presidente dos Focolares, Maria Voce, no seu discurso do dia 12 de mar\u00e7o em\u00a0 Castel Gandolfo, durante <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/news\/2016\/03\/13\/un-intreccio-di-voci-per-la-pace\/\">a tarde dedicada \u00e0 Chiara Lubich e a paz<\/a>, a embaixadores e expoentes da cultura e do mundo ecum\u00eanico.  \u00abObservando hoje aquele epis\u00f3dio, temos a impress\u00e3o de que \u00e9 de grande atualidade: o que h\u00e1 de mais importante do que a educa\u00e7\u00e3o para atingir tal objetivo? A atualidade dominante, aquela que diariamente se imp\u00f5e ao nosso olhar, nos oferece imagens de uma paz violada, muitas vezes ridicularizada. At\u00e9 parece que, da realidade dos indiv\u00edduos \u00e0 dimens\u00e3o internacional, \u201cviver em paz\u201d n\u00e3o pertence \u00e0s gera\u00e7\u00f5es do Terceiro Mil\u00eanio. No entanto, quantas vezes invocamos a paz ou tentamos reatar o fio rompido nas rela\u00e7\u00f5es entre as pessoas, entre os povos, os estados? N\u00e3o podemos negar que achamos mais f\u00e1cil erguer barreiras, pensando talvez que possam nos defender, do que trabalhar para construir a unidade nas rela\u00e7\u00f5es, entre as ideias, na pol\u00edtica, na economia, entre vis\u00f5es religiosas. E a paz escapa, se distancia.  Na sede da Unesco, Chiara Lubich ofereceu um <strong><u>m\u00e9todo<\/u><\/strong> de educa\u00e7\u00e3o para a paz: a <em>espiritualidade da unidade<\/em>, que \u00e9 um estilo de vida novo capaz de superar as divis\u00f5es entre as pessoas, entre as comunidades, entre os povos e, portanto, \u00e9 capaz de contribuir para a conquista ou a consolida\u00e7\u00e3o da paz.  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"ngg-singlepic ngg-none alignright\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/blogs.dir\/1\/files\/event-anniversario-chiara-2016\/MG_2370.JPG\" alt=\"_MG_2370\" width=\"361\" height=\"240\" \/>Esta espiritualidade \u00e9 vivida por pessoas provenientes de diferentes experi\u00eancias e condi\u00e7\u00f5es: crist\u00e3os de diversas Igrejas, fi\u00e9is de diversas Religi\u00f5es e pessoas de diferentes culturas. Todos animados pelo desejo de fazer da humanidade uma s\u00f3 fam\u00edlia, conscientes da necessidade de enfrentarem problemas e situa\u00e7\u00f5es, que se apresentam diariamente em todos os n\u00edveis e em todos os \u00e2mbitos, empenhados em ser, pelo menos l\u00e1 onde se encontram \u2013 cito Chiara \u2013 <em>sementes de um povo<\/em> <em>novo, de um mundo de paz, mais solid\u00e1rio sobretudo com os mais fracos, com os po<\/em><em>bres; de um mundo mais unido\u00bb<\/em> (<em>Discurso de Chiara Lubich na Unesco<\/em>, 17.12.1996), no qual seja poss\u00edvel n\u00e3o s\u00f3 considerar-se irm\u00e3os mas s\u00ea-lo de fato.  Se este \u00e9 o m\u00e9todo, qual \u00e9 o \u00ab<strong><u>segredo<\/u><\/strong> do seu \u00eaxito\u00bb? \u00c9 um segredo que Chiara define como a <em>arte de amar<\/em>, ou seja, <em>\u00abque sejamos os primeiros a amar, sem esperar que o outro nos ame. Significa saber &#8220;fazer-se um&#8221; com os outros, isto \u00e9, assumir os seus pesos, os seus pensamentos, os seus sofrimentos, as suas alegrias. Mas se este amor ao outro for vivido por mais de uma pessoa, torna-se rec\u00edproco\u00bb <\/em>(<em>Ibid.<\/em>). Reciprocidade, palavra que tem um grande valor nas rela\u00e7\u00f5es internacionais, mas muitas vezes limitada a garantir a tr\u00e9gua nos conflitos e n\u00e3o a preveni-los ou resolv\u00ea-los.  <strong>Quem tem responsabilidades e fun\u00e7\u00f5es relevantes na conviv\u00eancia internacional<\/strong> sabe bem como \u00e9 dif\u00edcil negociar, quantos obst\u00e1culos existem para chegar a acordos satisfat\u00f3rios para todas as partes. Fazer do amor um instrumento de negocia\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao grande objetivo da paz, serviria para sentir-se parte de uma mesma fam\u00edlia, para viver aquela aut\u00eantica dimens\u00e3o da fraternidade, sem restringi-la apenas \u00e0 coexist\u00eancia ou \u00e0 conviv\u00eancia for\u00e7ada, mas tornando-a aberta \u00e0s exig\u00eancias dos mais fracos, dos \u00faltimos, daqueles que s\u00e3o exclu\u00eddos do processo pol\u00edtico ou de uma economia que tem como \u00fanica lei o lucro.  <strong>Amar, portanto, \u00e9 trabalhar <em>para o outro e com o outro<\/em><\/strong>; \u00e9 cooperar para a supera\u00e7\u00e3o de barreiras postas por interesses conflitantes, pelo desejo de manifestar o poder, pela disparidade nos n\u00edveis de desenvolvimento, pela falta de acesso ao mercado ou \u00e0 tecnologia\u00bb.  Ao falar de educa\u00e7\u00e3o \u00e0 paz nos encontramos diante do grande <strong><u>desafio<\/u><\/strong> de conjugar um m\u00e9todo, o da unidade fruto do amor rec\u00edproco, com a fragmenta\u00e7\u00e3o que, a este ponto, j\u00e1 envolve todos os \u00e2mbitos do nosso dia a dia.  Chiara Lubich tinha consci\u00eancia deste desafio e, por isso, ofereceu aos Representantes dos Estados membros da Unesco, como que um elemento determinante, uma <em>boa pr\u00e1tica,<\/em> segundo a linguagem usada nas rela\u00e7\u00f5es internacionais. Disse, de fato: <em>\u00abNo mundo nada se faz de bom, de \u00fatil, de fecundo sem conhecer, sem saber aceitar o esfor\u00e7o, o sofrimento, em uma palavra, sem a cruz\u00bb (Ibid.<\/em>). \u00c9 dif\u00edcil concretizar o empenho pela paz se n\u00e3o estivermos prontos a perder certezas e comodidades, aventurando-nos em novos caminhos, inexplorados; tornando-nos criativos sem improvisar; ouvindo a voz de todos os que exigem um futuro de paz e identificando onde emergem as possibilidades de atu\u00e1-lo. [\u2026]  Vinte anos atr\u00e1s, \u00e0 Unesco, Chiara indicou no amor <em>\u00aba arma mais potente para dar \u00e0 humanidade a sua mais alta dignidade, a dignidade de se sentir n\u00e3o tanto um aglomerado de povos um ao lado do outro, muitas vezes em luta entre si, mas um s\u00f3 povo\u00bb<\/em> (<em>Ibid.<\/em>).  Tamb\u00e9m hoje, embora diante de v\u00e1rias e persistentes dificuldades, \u00e9 este o Ideal que, com a ajuda de todos, queremos realizar\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 14 de mar\u00e7o passado, comemorou-se o 8\u00b0 anivers\u00e1rio do falecimento de Chiara Lubich. Numerosos eventos no mundo recordaram-na segundo o perfil da sua contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da paz. As palavras da presidente dos Focolares.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-334358","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334358","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=334358"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334358\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=334358"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=334358"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=334358"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}