{"id":334418,"date":"2016-04-10T04:00:55","date_gmt":"2016-04-10T02:00:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/misericordia-um-amor-dirigido-a-todos\/"},"modified":"2024-05-16T15:27:25","modified_gmt":"2024-05-16T13:27:25","slug":"misericordia-um-amor-dirigido-a-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/misericordia-um-amor-dirigido-a-todos\/","title":{"rendered":"Miseric\u00f3rdia: um amor dirigido a todos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-137132 alignright\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/maxresdefault2.jpg\" alt=\"maxresdefault2\" width=\"280\" height=\"187\" \/>\u00abEmbora intuindo que o fundamento do Evangelho \u00e9 a caridade (o amor ao pr\u00f3ximo)&#8230;, n\u00e3o entendemos logo como fazer para viv\u00ea-la, com quem coloc\u00e1-la em pr\u00e1tica e em que escala.  No in\u00edcio do Movimento, impulsionadas sobretudo pelas circunst\u00e2ncias dolorosas da guerra, orientamos o nosso amor aos pobres, certas de reconhecer sob aqueles rostos macilentos, repugnantes \u00e0s vezes, o rosto de Cristo. Foi uma verdadeira escola. N\u00e3o est\u00e1vamos habituadas a <em>amar<\/em> no sentido sobrenatural. O nosso interesse tinha chegado, ao m\u00e1ximo, aos nossos familiares ou amigos, com aquele sincero respeito ou s\u00e3 amizade. Agora, pelo contr\u00e1rio, sob o impulso da gra\u00e7a, confiando em Deus e na sua provid\u00eancia, que cuida das aves do c\u00e9u e das flores do campo, dedic\u00e1vamos a nossa aten\u00e7\u00e3o a todos os pobres da cidade. Procur\u00e1vamos fazer com que viessem \u00e0s nossas casas e partilhassem da nossa mesa. (&#8230;)  Se n\u00e3o pod\u00edamos acolh\u00ea-los em casa, \u00edamos ao encontro deles nas ruas, em pontos determinados, dando-lhes o que t\u00ednhamos recolhido. \u00cdamos visit\u00e1-los nos casebres mais descuidados e procur\u00e1vamos confort\u00e1-los e aliviar os seus sofrimentos tamb\u00e9m com rem\u00e9dios.  Os pobres eram realmente o objeto do nosso amor porque por meio deles pod\u00edamos amar Jesus; constitu\u00edam tamb\u00e9m o interesse de todas as outras pessoas que tinham sido atra\u00eddas pelo ideal comum.  Crescendo a comunidade ao redor do primeiro n\u00facleo de focolarinas, aumentavam tamb\u00e9m as possibilidades de ajuda, de socorro para quem sofresse. Era algo maravilhoso &#8211; n\u00e3o se sabe se feito por m\u00e3o de homem ou de anjo &#8211; ver chegar abundantemente os v\u00edveres, as roupas e os rem\u00e9dios. Era uma fartura incomum\u00a0 que, nos \u00faltimos anos de guerra, dava claramente, a quem quer que fosse, a impress\u00e3o de uma particular interven\u00e7\u00e3o da divina Provid\u00eancia. (&#8230;)  Pequenos fatos que acontecem a qualquer um que, sendo disc\u00edpulo de Jesus,\u00a0 conhece o \u201cPedi e vos ser\u00e1 dado\u201d (<em>Mt<\/em> 7, 7), mas que nos deixavam admiradas, enquanto nos encorajavam os fatos extraordin\u00e1rios, acontecidos aos nossos grandes irm\u00e3os que nos precederam e que tamb\u00e9m conheceram \u2013 quando ainda n\u00e3o eram santos \u2013 as dificuldades do caminho para Deus, degelando a cristalizada personalidade humana no fogo da caridade divina.  N\u00e3o tinha Catarina de Sena amado tanto os pobres at\u00e9 o ponto de dar a um deles o seu manto e a outro a pequena cruz do seu ros\u00e1rio? E, numa vis\u00e3o nas noites seguintes, n\u00e3o tinha vindo Jesus agradecer-lhe pelos dons feitos a ele nas pessoas dos pobres? E Francisco de Assis n\u00e3o doou cerca de trinta vezes o seu manto aos pobres? O que era para n\u00f3s tirar as luvas, no inverno, para d\u00e1-las a quem, durante horas,\u00a0 devia pedir esmolas sob a neve? (&#8230;)  Mas, apesar da m\u00e1xima generosidade, de cada um, (&#8230;) entend\u00edamos que talvez n\u00e3o fosse esta a finalidade imediata pela qual Deus nos tinha impelido \u00e0 caridade concreta.  Mais tarde, pareceu-nos entender que ele nos tinha orientado naquela dire\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m por um determinado des\u00edgnio seu: \u00e9 na caridade, vivendo a caridade, que se compreendem melhor as coisas do c\u00e9u e Deus pode mais livremente iluminar as almas. E foi, talvez, por este amor exercitado continuamente, que entendemos <strong>como o nosso cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o devia dirigir-se somente aos pobres, mas a todos os homens, sem distin\u00e7\u00e3o<\/strong>. Sim, pod\u00edamos dar de comer aos que tem fome, dar de beber e vestir, mas havia tamb\u00e9m pessoas que deviam ser instru\u00eddas, aconselhadas, suportadas, e outras que precisavam de ora\u00e7\u00f5es&#8230;  As obras de miseric\u00f3rdia corporais e espirituais se abriram amplamente ao nosso esp\u00edrito; eram, al\u00e9m do mais, as perguntas concretas que o Juiz da nossa exist\u00eancia nos dirigiria, para determinar a nossa eternidade. Este pensamento nos impressionou profundamente, ao constatarmos o infinito amor de Jesus, que no-las revelou com a sua vinda, para tornar mais f\u00e1cil a nossa entrada no c\u00e9u. (&#8230;)  Deus n\u00e3o pedia somente amor para com os mais pobres, mas tamb\u00e9m para com o pr\u00f3ximo, fosse ele quem fosse, assim como amamos a n\u00f3s mesmos.  E, ent\u00e3o, se algu\u00e9m chorava, procur\u00e1vamos chorar com ele, e a cruz tornava-se suave; se algu\u00e9m se alegrava, nos alegr\u00e1vamos com ele, e a alegria aumentava: \u201cAlegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram\u201d (<em>Rm<\/em> 12, 15)\u00bb  <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/\">Chiara Lubich<\/a>, <em>Escritos Espirituais<\/em><em>\/3<\/em>, S\u00e3o Paulo 1984, p\u00e1g. 35-38.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da descoberta da presen\u00e7a de Jesus nos \u00faltimos, at\u00e9 alargar o cora\u00e7\u00e3o para amar cada pr\u00f3ximo, sem distin\u00e7\u00f5es. A experi\u00eancia de Chiara Lubich e dos albores do Movimento dos Focolares.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-334418","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334418","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=334418"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334418\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=334418"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=334418"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=334418"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}