{"id":334442,"date":"2016-04-16T03:00:36","date_gmt":"2016-04-16T01:00:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/porque-permanecemos-na-siria\/"},"modified":"2024-05-16T15:27:30","modified_gmt":"2024-05-16T13:27:30","slug":"porque-permanecemos-na-siria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/porque-permanecemos-na-siria\/","title":{"rendered":"Porque permanecemos na S\u00edria"},"content":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-137349\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/20160416-a.jpg\" alt=\"20160416-a\" width=\"368\" height=\"246\" \/>\u00abQuando come\u00e7aram os conflitos na<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/?s=siria\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">S\u00edria<\/a>, vendo que o futuro n\u00e3o prometia nada de bom, pensei que seria prudente deixar o pa\u00eds. Minha decis\u00e3o foi refor\u00e7ada quando surgiu uma possibilidade de trabalho no L\u00edbano. Ent\u00e3o, marquei as passagens e comecei os preparativos para a transfer\u00eancia de toda a fam\u00edlia. Mas, dentro de mim, surgiam muitas d\u00favidas: era justo ir embora para garantir um futuro para a minha fam\u00edlia, ou n\u00e3o seria mais oportuno ficar no pa\u00eds, que tanto amava, para ajudar o meu povo? Conversando sobre isso com minha esposa entendi que ela era mais propensa a ficar, mas deixava a decis\u00e3o a mim; para ela o importante era que permanec\u00eassemos todos juntos. Eu me sentia muito agitado e confuso. At\u00e9 que um dia \u2013 eu estava na igreja \u2013 percebi claramente que o nosso lugar era aqui, em Aleppo, para compartilhar a sorte do nosso povo. Um povo diversificado por muitas etnias, religi\u00f5es e confiss\u00f5es diferentes, mas que tinha sido capaz de viver em harmonia. Um povo t\u00e3o generoso que, nos \u00faltimos dec\u00eanios, conseguiu acolher, apesar do embargo, palestinos, libaneses, iraquianos, dando-lhes iguais direitos e possibilidades de trabalho.  <strong>Decidimos ficar.<\/strong>  Eu trabalhava por conta pr\u00f3pria e ganhava bem. Mas depois dos eventos sangrentos que come\u00e7aram a devastar o pa\u00eds, a minha oficina foi roubada e depois destru\u00edda. N\u00e3o obstante tudo isso foram in\u00fameras as ocasi\u00f5es para ajudar, pessoalmente e tamb\u00e9m por interm\u00e9dio do centro para surdos-mudos onde eu e minha esposa come\u00e7amos a atuar. Depois iniciamos uma sinergia com outras organiza\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias, e com a ajuda da Provid\u00eancia que, prodigiosamente, sempre nos amparou, chegamos a conseguir o indispens\u00e1vel para mais de 1500 fam\u00edlias.  <strong>Nestes cinco anos de guerra<\/strong>, por causa dos bombardeios realizados \u201cpor acaso\u201d nos nossos bairros, vimos muitas fam\u00edlias perderem seus entes queridos e muitas pessoas ficarem inv\u00e1lidas permanentemente. Um dia, o motorista do centro para os surdos-mudos, enquanto andava na rua com a fam\u00edlia, perdeu a esposa e a filha, atingidas por um morteiro. Ele tamb\u00e9m foi gravemente ferido e levado ao hospital em estado de choque. Pude falar dessa grave situa\u00e7\u00e3o a um sacerdote e o bispo, quando soube o que havia acontecido, assumiu o funeral da esposa e da filha. Da nossa parte, come\u00e7amos a procurar os recursos para a cirurgia que aquele senhor deveria fazer. Vendo o interesse de muitas pessoas, o hospital diminuiu os custos e alguns m\u00e9dicos renunciaram ao pr\u00f3prio ganho. Dessa forma n\u00e3o s\u00f3 pudemos cobrir todas as despesas, mas mantivemos uma reserva para as sucessivas opera\u00e7\u00f5es que o motorista dever\u00e1 fazer para continuar seu tratamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria de Antoine, artes\u00e3o de Aleppo, que ficou na S\u00edria, com toda a fam\u00edlia, para compartilhar a sorte de seu povo. Com a guerra perdeu tudo, mas nada o det\u00e9m no aux\u00edlio a muitas outras fam\u00edlias. Continuar, juntos, a acreditar na paz.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-334442","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334442","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=334442"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334442\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=334442"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=334442"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=334442"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}