{"id":334482,"date":"2016-05-01T04:00:30","date_gmt":"2016-05-01T02:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/giordani-a-dignidade-do-trabalho\/"},"modified":"2024-05-16T15:27:39","modified_gmt":"2024-05-16T13:27:39","slug":"giordani-a-dignidade-do-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/giordani-a-dignidade-do-trabalho\/","title":{"rendered":"Giordani: a dignidade do trabalho"},"content":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-137919\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/20160501-01.jpg\" alt=\"20160501-01\" width=\"310\" height=\"175\" \/>\u00abO trabalho foi imposto ao homem como castigo; mas tamb\u00e9m como meio de reden\u00e7\u00e3o.<\/strong> Enquanto tem como finalidade imediata a aquisi\u00e7\u00e3o do p\u00e3o quotidiano contribui tamb\u00e9m ao fim \u00faltimo da aquisi\u00e7\u00e3o do Reino eterno. Por isso, refere-se tanto \u00e0 economia, quanto \u00e0 teologia; porque o homem \u00e9 filho de Deus, destina-se a Deus, tamb\u00e9m quando trabalha. Se o problema se reduzisse apenas \u00e0 economia, o trabalhador tornar-se-ia apenas uma m\u00e1quina: a sua dignidade como homem seria limitada \u00e0quela de um utens\u00edlio.  <strong>Hoje, fala-se tanto da dignidade do trabalho <\/strong>que o tema tornou-se comum. Mas isso n\u00e3o quer dizer que a mentalidade servil tenha desaparecido, nem que faltem empres\u00e1rios, at\u00e9 batizados, aos quais, porque pagam um sal\u00e1rio, n\u00e3o pare\u00e7a ter o direito de humilhar de quem vive do sal\u00e1rio, tratando-o com desprezo e com desconfian\u00e7a, seja ele um trabalhador intelectual ou uma empregada dom\u00e9stica semianalfabeta.  <strong>Mas o trabalho n\u00e3o serve apenas para amadurecer um sal\u00e1rio de dinheiro.<\/strong> O trabalho realizado com um desejo de reden\u00e7\u00e3o moral, de participa\u00e7\u00e3o ao sofrimento de Cristo, torna-se produ\u00e7\u00e3o de santidade: entra na economia da verdade eterna, da qual deriva uma dignidade que faz dos construtores de m\u00e1quinas, dos agricultores, dos estudantes, dos profissionais liberais, dos empregados, das donas de casa, outros construtores do Cristo integral.  <strong>\u00abCada bom oper\u00e1rio &#8211; escreveu santo Ambr\u00f3sio &#8211; \u00e9 uma m\u00e3o de Cristo\u00bb.\u00a0<\/strong>Isto \u00e9, Cristo trabalha na sociedade com as m\u00e3os dos seus oper\u00e1rios. Em outras palavras, quem trabalha bem edifica na terra uma constru\u00e7\u00e3o celeste: \u00e9 o autor humano de uma arquitetura divina. E isso eleva a uma dignidade ilimitada quem o faz e aquilo que faz, se o faz segundo o esp\u00edrito e conforme a lei de Cristo.  <strong>Assim v\u00ea-se que o divino opera na sociedade por meio do homem,<\/strong> associado a participar do prod\u00edgio vivo da Incarna\u00e7\u00e3o, a qual, se foi o milagre da humaniza\u00e7\u00e3o do filho de Deus, traz consigo tamb\u00e9m o milagre de cada dia de uma diviniza\u00e7\u00e3o de todos os filhos do homem e por isso filhos de Deus; um movimento que, partindo da terra, vai ao encontro de Cristo que vem do c\u00e9u.  <strong>Deste modo, a vida nas estradas atormentadas do planeta \u00e9, sim, totalmente humana,<\/strong> mas tamb\u00e9m, se vivida no esp\u00edrito da Reden\u00e7\u00e3o, totalmente inserida no divino, toda divina. Esta dignidade n\u00e3o \u00e9 limitada apenas \u00e0s obras do esp\u00edrito, mas investe toda a pessoa humana, corpo e esp\u00edrito, em tudo aquilo que faz.  <strong>O encargo, a profiss\u00e3o, o escrit\u00f3rio&#8230;:<\/strong> estas coisas melanc\u00f3licas, \u00e0s vezes tr\u00e1gicas e muitas vezes cansativas transformam-se, de repente, em valores insuspeitados, em elementos do nosso destino, tornam-se os meios da nossa reden\u00e7\u00e3o. O trabalho era o nosso castigo; e, pela humanidade de Cristo, faz-se o nosso resgate. \u00c9 a nossa contribui\u00e7\u00e3o para a Reden\u00e7\u00e3o.  <strong>Chega-se ao c\u00e9u com os materiais da terra.<\/strong> Nada se perde: nem um dia mal pagado, nem uma palavra dita, nem um copo-d\u2019\u00e1gua dado por Cristo. Sobretudo com estas coisas simples edifica-se o Reino de Deus. Porque a maioria das pessoas n\u00e3o vai em miss\u00e3o, nem se fecha nos eremit\u00e9rios, nem escreve tratados de teologia, mas todos trabalham, todos est\u00e3o ao servi\u00e7o. Ora, estando ao servi\u00e7o dos homens, se agimos no esp\u00edrito de Cristo, serve-se a Deus, que ainda n\u00e3o se apresenta a n\u00f3s com a sua luz, que ofuscaria a nossa vista, mas naquela sua ef\u00edgie, que s\u00e3o os homens, sua representa\u00e7\u00e3o e projeto\u00bb.  <em><a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/chi-e-chiara\/igino-giordani\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Igino Giordani<\/a>, \u201c<\/em>La societ\u00e0 cristiana\u201d (A sociedade crist\u00e3)<em>, Citt\u00e0 Nuova, Roma (1942) 2010, pp. 72-82<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um trecho extra\u00eddo do livro \u201cLa societ\u00e0 cristiana\u201d (A sociedade crist\u00e3), editado pela primeira vez em 1942: uma obra que representa fielmente um clima hist\u00f3rico e ao mesmo tempo o transcende, no ensinamento perene de que o Evangelho leva \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o do amor crist\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-334482","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334482","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=334482"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334482\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=334482"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=334482"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=334482"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}