{"id":334530,"date":"2016-05-17T03:00:10","date_gmt":"2016-05-17T01:00:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/a-descoberta-da-inculturacao\/"},"modified":"2024-05-16T15:27:50","modified_gmt":"2024-05-16T13:27:50","slug":"a-descoberta-da-inculturacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/a-descoberta-da-inculturacao\/","title":{"rendered":"\u00c0 descoberta da incultura\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><div id=\"attachment_138495\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/MariapolisPiero.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-138495\" class=\"wp-image-138495\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/MariapolisPiero.jpg\" alt=\"Mariapolis Piero\" width=\"380\" height=\"253\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-138495\" class=\"wp-caption-text\">Foto: \u00a9 Ver\u00f4nica Farias &#8211; CSC Audiovisivi<\/p><\/div>  <strong>Quatro dias dedicados \u00e0 exemplifica\u00e7\u00e3o e estudo das tradi\u00e7\u00f5es<\/strong>, tanto escritas como orais, de acordo com o tema escolhido e de como ele \u00e9 compreendido e vivido nos diversos grupos \u00e9tnicos do continente. Um confronto com a Sagrada Escritura, com o Magist\u00e9rio da Igreja e com as experi\u00eancias e as reflex\u00f5es suscitadas pela espiritualidade da unidade. Esta foi, em s\u00edntese, a metodologia da <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/?s=Scuola+per+l%E2%80%99Inculturazione\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Escola para a Incultura\u00e7\u00e3o<\/a>, a qual tem por base uma din\u00e2mica relacional imprescind\u00edvel: \u00ab<em>N\u00e3o se pode entrar no \u00edntimo de um irm\u00e3o para o compreender, para o entender\u2026 se o nosso esp\u00edrito est\u00e1 ocupado por uma apreens\u00e3o, por um julgamento\u2026<\/em>\u00bb \u2013 escrevia <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Chiara Lubich<\/a>. \u00ab<em>\u201cFazer-se um\u201d significa colocar-se diante de todos, numa atitude de aprender, porque na realidade temos muito que aprender<\/em>\u00bb.  <strong>Mas qual \u00e9 a origem desta experi\u00eancia? <\/strong>\u00abFoi uma ideia genial de Chiara Lubich\u00bb \u2013 explica Maria Magnolfi que est\u00e1 na \u00c1frica h\u00e1 20 anos, entre o Qu\u00eania e a \u00c1frica do Sul. Doutorada em Sagrada Escritura, pelo Pontif\u00edcio Instituto B\u00edblico, acompanhou, desde o seu in\u00edcio, o percurso desta Escola. \u00abO seu in\u00edcio remonta a quando Chiara foi a Nairobi, em maio de 1992, e a\u00ed se encontrou com o N\u00fancio Apost\u00f3lico e dele ouviu as preocupa\u00e7\u00f5es da Igreja que se preparava para o primeiro S\u00ednodo africano e, consequentemente, para o confronto com as interroga\u00e7\u00f5es sobre a incultura\u00e7\u00e3o que ele muito temia. Foi ent\u00e3o que se fundou a Escola para a Incultura\u00e7\u00e3o, inspirada na <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/movimento-dei-focolari\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">espiritualidade da unidade<\/a>, cujo objetivo era proporcionar o estudo das qualidades e valores das culturas africanas, e evidenciar os frutos do encontro entre estas e a vida pura do Evangelho. Nem sempre foi f\u00e1cil, nos contextos eclesiais, encontrar <em>caminhos de sucesso<\/em> para a incultura\u00e7\u00e3o. A carta do cardeal Arinze, que recebemos recentemente, pareceu-nos muito significativa. Nela o cardeal manifesta a sua alegria pelo trabalho realizado durante estes anos, encorajando plenamente a sua prossecu\u00e7\u00e3o\u00bb.  <strong><a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Inculturation_books.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-138493\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Inculturation_books.jpg\" alt=\"Inculturation_books\" width=\"380\" height=\"285\" \/><\/a>Propriedade e trabalho, sentido do sagrado, o sofrimento e a morte<\/strong>, bem como os processos sociais de<strong> reconcilia\u00e7\u00e3o, <\/strong>os percursos da<strong> educa\u00e7\u00e3o <\/strong>e da<strong> comunica\u00e7\u00e3o<\/strong>: foram estes alguns dos temas abordados ao longo destes anos, e sobre todos eles se publicaram as respectivas Atas, em diferentes l\u00ednguas. Em 2013, na edi\u00e7\u00e3o precedente \u00e0 de hoje, quis-se dar espa\u00e7o \u00e0 descoberta de <strong>quem \u00e9 a pessoa na \u00c1frica<\/strong>. Agora pretende-se passar da dimens\u00e3o da pessoa para a rede das rela\u00e7\u00f5es familiares, conscientes de que na \u00c1frica nunca se pode prescindir da fam\u00edlia. <strong>Quais s\u00e3o as caracter\u00edsticas da 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o?<\/strong>  \u00abSobre este vasto assunto da fam\u00edlia \u2013 explica Maria Magnolfi \u2013 na nossa pesquisa sobre o que \u00e9 o matrim\u00f4nio nas culturas Tswana, Zulu, Kikuyo, bem como nos contextos culturais de Burkina Faso, Costa de Marfim, Congo, Angola, Nig\u00e9ria, Uganda, Burundi, Camar\u00f5es, Madag\u00e1scar&#8230;, foram identificados dois vetores priorit\u00e1rios de aprofundamento\u00bb, a saber: <strong>a fun\u00e7\u00e3o homem-mulher, a institui\u00e7\u00e3o matrimonial como alian\u00e7a, <\/strong>e ainda<strong> a transmiss\u00e3o dos valores na fam\u00edlia<\/strong>, uma tem\u00e1tica a que, na conclus\u00e3o da escola sobre a pessoa, j\u00e1 se dera grande destaque. Que valores? A partilha, o acolhimento, a participa\u00e7\u00e3o, o respeito pelos idosos (como \u201cdeposit\u00e1rios da sabedoria\u201d), a prontid\u00e3o em partilhar para acudir \u00e0s necessidades, mesmo quando h\u00e1 algum risco\u00bb.  <strong>Qual o significado da escola da incultura\u00e7\u00e3o? A sua import\u00e2ncia para o encontro entre as culturas africanas, e entre estas e as culturas extra-africanas?<\/strong> Rafael Takougang, focolarino camaronense, advogado, explica-o deste modo: \u00abChiara Lubich, ao fundar a Escola para a Incultura\u00e7\u00e3o, durante a sua viagem ao Qu\u00eania, em maio de 1992, tocou a alma do povo africano. Ela mostrou que compreendia a \u00c1frica mais do que se possa pensar. Aquele ato n\u00e3o foi uma mera formalidade. Foi, isso sim, fruto de um amor profundo por um povo e pelas suas culturas, que nem sempre t\u00eam sido valorizadas pela hist\u00f3ria. Desde h\u00e1 mais de vinte anos, \u201cperitos\u201d africanos, especialistas em Sagrada Escritura e no Carisma da Unidade, trabalham para p\u00f4r em evid\u00eancia aquelas <em>Sementes do Verbo<\/em>, contidas nas diversas culturas do continente, primeiro para que os pr\u00f3prios africanos tomem consci\u00eancia delas e assim aprendam a conhecer-se e a apreciar-se mais uns aos outros. De fato, a diversidade e a riqueza destas culturas t\u00eam vindo a ganhar visibilidade. Depois, trata-se de um contributo para tornar mais conhecido o povo africano, que at\u00e9 hoje tem sido muito pouco conhecido, a n\u00e3o ser pelas guerras e pelas grandes carestias. O patrim\u00f4nio cultural que, pouco a pouco, se tem vindo a criar fala da presen\u00e7a de Deus na vida quotidiana destes povos e pode ser um importante contributo no di\u00e1logo entre os povos, neste mundo que, cada vez mais, se torna uma \u201caldeia planet\u00e1ria\u201d\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 17 a 20 de maio decorre em Nairobi (Qu\u00eania) a 11\u00aa Escola para a Incultura\u00e7\u00e3o, promovida pelo Movimento dos Focolares, sob o t\u00edtulo \u201cFam\u00edlia e Incultura\u00e7\u00e3o na \u00c1frica sub-saariana\u201d. A este respeito, falamos com Maria Magnolfi e Raphael Takougang.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[909],"tags":[],"class_list":["post-334530","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-focolare-worldwide-2-4"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334530","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=334530"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334530\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=334530"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=334530"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=334530"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}