{"id":334546,"date":"2016-05-23T04:00:29","date_gmt":"2016-05-23T02:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/africa-evangelho-e-tradicao-familiar\/"},"modified":"2024-05-16T15:27:53","modified_gmt":"2024-05-16T13:27:53","slug":"africa-evangelho-e-tradicao-familiar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/africa-evangelho-e-tradicao-familiar\/","title":{"rendered":"\u00c1frica: Evangelho e tradi\u00e7\u00e3o familiar"},"content":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-138844\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/20160523-01.jpg\" alt=\"20160523-01\" width=\"386\" height=\"243\" \/>\u00abNa nossa cultura \u2013 conta um marido congol\u00eas casado h\u00e1 14 anos \u2013 o primeiro filho deve chegar imediatamente.<\/strong> Se depois de seis meses a mulher ainda n\u00e3o est\u00e1 gr\u00e1vida, sofre uma grande press\u00e3o por parte da fam\u00edlia do marido\u00bb. \u00abFoi o que aconteceu comigo \u2013 continua a esposa. D\u00e1vamos a metade do nosso sal\u00e1rio para os meus sogros, que eram idosos e n\u00e3o podiam mais trabalhar. Mas isso n\u00e3o era suficiente. Eles queriam de n\u00f3s um filho, que representasse a continua\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia depois que morressem. <strong>Como n\u00e3o acontecia nada comigo, minha sogra queria convencer-me de procurar um feiticeiro<\/strong> e, vendo a minha resist\u00eancia, come\u00e7ou a fazer press\u00e3o sobre o meu marido para que ele pedisse o div\u00f3rcio. Mas ele foi muito determinado. Com muito respeito, encontrou as palavras certas para dizer-lhe abertamente que, neste ponto, n\u00e3o poderia concordar com ela, porque me amava e porque, sendo casados na igreja, o nosso matrim\u00f4nio era \u201cpara sempre\u201d. Depois de tr\u00eas anos, decidimos adotar duas crian\u00e7as e depois de doze anos, <strong>gra\u00e7as ao tratamento que fiz na<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/focolare-worldwide\/africa\/sud-africa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00c1frica do Sul <\/a><strong>e \u00e0 nossa f\u00e9 em Deus, conseguimos ter a primeira filha. <\/strong>H\u00e1 tr\u00eas meses, tivemos tamb\u00e9m um menino\u00bb.  <strong>\u00abIgualmente a minha mulher \u2013 acrescenta um jovem marido tamb\u00e9m do <\/strong><a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/focolare-worldwide\/africa\/repubblica-democratica-del-congo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Congo <\/a><strong>\u2013 tinha problemas para engravidar.<\/strong> Ali\u00e1s, conseguia engravidar, mas depois de poucos meses perdia o beb\u00ea. Ouv\u00edamos de tudo dos vizinhos de casa, al\u00e9m das acusa\u00e7\u00f5es da minha tia que n\u00e3o gostava da minha mulher. Minha fam\u00edlia chegou at\u00e9 a sugerir-nos de oferecer um sacrif\u00edcio tradicional aos nossos antepassados. Explicamos a eles que, como crist\u00e3os, n\u00e3o somos contr\u00e1rios aos ritos tradicionais, porque as sementes do Verbo podem estar contidas nestes ritos, mas explicamos que n\u00f3s acreditamos firmemente na ajuda de Deus. Um dia, recebemos a visita de um amigo, professor universit\u00e1rio, que, ouvindo o nosso problema, deu-nos indica\u00e7\u00f5es muito preciosas sobre como dever\u00edamos nos comportar para conseguir manter a gravidez. Precisamente naquela \u00e9poca a minha mulher estava gr\u00e1vida de cinco meses e, gra\u00e7as \u00e0quelas sugest\u00f5es, conseguimos chegar ao nascimento do beb\u00ea. Aconteceu a mesma coisa para os outros cinco filhos que vieram depois\u00bb.  <strong>\u00abQuando terminei os estudos<\/strong> \u2013 conta Andr\u00e9 \u2013 <strong>encontrei trabalho numa outra cidade<\/strong> e, antes de eu partir, minha fam\u00edlia reuniu-se para dar-me todos os conselhos de que, segundo eles, eu precisava. Disseram, entre outras coisas, que deveria casar com uma mulher da minha tribo. Eu n\u00e3o concordava com isso.  Desde sempre pensava que se tornaria minha mulher a pessoa que Deus colocasse no meu caminho, independente da sua proveni\u00eancia. Quando conheci a Julie e apaixonei-me por ela n\u00e3o sabia que era de uma tribo advers\u00e1ria da nossa. Soube disso depois e foi ent\u00e3o que me lembrei das diretivas da minha fam\u00edlia. Depois de ter refletido por muito tempo, entendi melhor o que significava para mim viver o Evangelho: conseguir ver cada pr\u00f3ximo n\u00e3o como um inimigo, mas como um irm\u00e3o, porque somos todos filhos do mesmo Pai. Assim, <strong>decidi permanecer fiel aos princ\u00edpios que Deus tinha posto no meu cora\u00e7\u00e3o.<\/strong> Durante o per\u00edodo do namoro, houve graves conflitos entre as nossas duas regi\u00f5es, mas a Julie e eu, apesar de termos passado por momentos muito dif\u00edceis, continuamos o nosso relacionamento at\u00e9 que nos casamos. Os nossos vizinhos tinham certeza de que o nosso casamento n\u00e3o duraria mais de seis meses\u00bb.  \u00abEu tamb\u00e9m cheguei a duvidar de que conseguiria \u2013<strong> confessa Julie<\/strong> \u2013 mas depois vi o quanto o Andr\u00e9 era fiel e <strong>mesmo sendo muito diferentes como car\u00e1ter, h\u00e1bitos alimentares e l\u00edngua materna, continuamos a amar-nos.<\/strong> Este ano junto com os nossos quatro filhos festejamos 23 anos de casamento\u00bb. \u00abDesde o in\u00edcio, cada um de n\u00f3s comprometeu-se em assumir a fam\u00edlia do outro como a sua pr\u00f3pria fam\u00edlia \u2013 acrescenta Andr\u00e9. Com o tempo, conseguimos aproximar-nos daqueles parentes que antes eram contr\u00e1rios ao nosso matrim\u00f4nio. Na nossa tradi\u00e7\u00e3o dar o pr\u00f3prio nome a uma crian\u00e7a \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o do afeto que se tem por ela, um modo de imortalizar-se nela. A <strong>Julie quis que d\u00e9ssemos aos nossos filhos o nome dos meus familiares. Com este seu gesto agora ela tamb\u00e9m est\u00e1 perpetuada na minha fam\u00edlia\u00bb<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3rias de casais que, superando por amor as obriga\u00e7\u00f5es tradicionais de suas tribos, descobrem um modo novo de ser namorados e esposos na liberdade, tamb\u00e9m quando os filhos n\u00e3o chegam.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[909],"tags":[],"class_list":["post-334546","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-focolare-worldwide-2-4"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334546","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=334546"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334546\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=334546"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=334546"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=334546"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}