{"id":334806,"date":"2016-09-18T04:00:01","date_gmt":"2016-09-18T02:00:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/o-deus-de-hoje\/"},"modified":"2024-05-16T15:28:52","modified_gmt":"2024-05-16T13:28:52","slug":"o-deus-de-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/o-deus-de-hoje\/","title":{"rendered":"O Deus de hoje"},"content":{"rendered":"<p><strong><a href=\"http:\/\/editrice.cittanuova.it\/s\/527285\/Gesu039_abbandonato_clubich.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-142305 alignleft\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Ges\u00f9-Abbandonato.jpg\" alt=\"Ges\u00f9 Abbandonato\" width=\"227\" height=\"350\" \/><\/a>Gostaria de \u00abconsol\u00e1-lo\u00bb, \u00abcorrer pelo mundo recolhendo cora\u00e7\u00f5es para Ele\u00bb<\/strong> \u00e9 o espont\u00e2neo impulso que <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/chi-e-chiara\/\">Chiara Lubich<\/a> sente quando no dia 24 de janeiro de 1944 toma consci\u00eancia do abissal grito de Jesus na cruz: \u00abMeu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?\u00bb. Se naquele momento ele mais sofreu \u2013 conclui \u2013, significa que naquela hora mais nos amou. Fa\u00e7amos dele o Ideal da nossa vida!\u00bb.  E pensar que naquela \u00e9poca na teologia n\u00e3o se refletia sobre o abandono experimentado por Jesus! A piedade crist\u00e3 concentrava a aten\u00e7\u00e3o nas dores f\u00edsicas, na agonia no Horto das Oliveiras. E, no entanto, a segunda guerra mundial e, em particular, o holocausto estavam escavando na consci\u00eancia da humanidade uma voragem que somente esta extrema experi\u00eancia de Jesus podia, de algum modo, preencher.  <strong>Chiara, ainda jovem, escolhe procurar e amar <\/strong><a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/spiritualita-dellunita\/gesu-abbandonato\/\">Jesus Abandonado<\/a><strong> nos in\u00fameros semblantes do sofrimento humano pessoal e coletivo<\/strong>, s\u00f3 por amor: para n\u00e3o deixar o Abandonado sozinho.  Bem cedo, por\u00e9m, faz uma experi\u00eancia inesperada: \u00abN\u00f3s nos lan\u00e7amos num mar de dor e nos encontramos nadando num mar de amor\u00bb. A dilacera\u00e7\u00e3o se transmuta em alegria e transforma os relacionamentos, cria comunh\u00e3o: \u00abS\u00e3o dois aspectos de uma \u00fanica medalha. A todas as almas mostro a p\u00e1gina Unidade. Para mim e para as almas na linha de frente da Unidade: \u00fanico tudo \u00e9 Jesus abandonado\u00bb.  <strong>Os anos 1949-1951 s\u00e3o fontes de novas intui\u00e7\u00f5es.<\/strong> A ferida do abandono, como express\u00e3o de m\u00e1ximo Amor, se torna para Chiara o elemento determinante da sua vis\u00e3o da hist\u00f3ria, da vida humana e, antes ainda, de Deus. Ela a contempla como \u00aba pupila do Olho de Deus sobre o mundo: um Vazio Infinito atrav\u00e9s do qual Deus nos olha: a janela de Deus escancarada para o mundo e a janela da humanidade atrav\u00e9s da qual se v\u00ea Deus\u00bb.  <strong>Seguem-se anos de prova\u00e7\u00f5es <\/strong>pelo estudo aprofundado com que a Igreja examina o novo carisma, tempo de suspens\u00e3o que Chiara vive \u00e0 luz do Filho abandonado pelo Pai, convencida de que a Igreja, em tudo isto, \u00e9 M\u00e3e.  Etapa ap\u00f3s etapa,<strong> o livro repercorre assim a trajet\u00f3ria da aventura espiritual de Chiara,<\/strong> atrav\u00e9s de suas anota\u00e7\u00f5es, cartas, di\u00e1rios e discursos, reunidos em seis cap\u00edtulos. 160 p\u00e1ginas que poder\u00e3o acompanhar e esclarecer o nosso dia a dia,<strong> com introdu\u00e7\u00e3o preparada pelo te\u00f3logo Hubertus Blaumeiser.<\/strong>  <strong>Com a aprova\u00e7\u00e3o dos Focolares pela Igreja, no in\u00edcio dos anos 1960, se abre uma nova perspectiva:<\/strong> Jesus abandonado se torna o movente que impele a ir ao encontro dos desafios sociais, das dilacera\u00e7\u00f5es de todo tipo, \u00e9 \u201cmestre do di\u00e1logo\u201d em \u00e2mbito ecum\u00eanico e inter-religioso, se manifesta como \u201cDeus de hoje\u201d capaz de falar at\u00e9 a quem n\u00e3o cr\u00ea, al\u00e9m de ser fonte de uma grande mudan\u00e7a cultural.  <strong>Com ele, a autora empreende aquela que chamou de \u201cSanta Viagem\u201d,<\/strong> um caminho comunit\u00e1rio de santidade que envolveu centenas de milhares de pessoas nos cinco continentes: \u00abEle \u00e9 o sumo Mestre da vida espiritual, do desapego de n\u00f3s mesmos, das pessoas, de cada coisa, daquilo que \u00e9 de Deus, mas n\u00e3o \u00e9 Deus\u00bb.  <strong>Assim at\u00e9 uma \u00faltima \u201cnoite\u201d <\/strong>na qual Chiara penetra ainda mais na abissal separa\u00e7\u00e3o experimentada por Jesus e, ao mesmo tempo, se identifica com a noite coletiva e cultural da humanidade. \u00abAmando Jesus abandonado \u2013 escreve \u2013 encontramos o motivo e a for\u00e7a para n\u00e3o fugir destes males, destas divis\u00f5es, mas para aceit\u00e1-los, consum\u00e1-los e, assim, levar ali o nosso rem\u00e9dio pessoal e coletivo \u00bb. E diz a si mesma, convicta: \u00abSe conseguirmos encontrar ele em cada dor, se o amarmos nos dirigindo ao Pai como Jesus na cruz: \u201cNas tuas m\u00e3os, Senhor, entrego o meu esp\u00edrito\u201d (<em>Lc<\/em> 23, 46), ent\u00e3o com Ele a noite ser\u00e1 um passado, a luz nos iluminar\u00e1\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicada por Cidade Nova, uma colet\u00e2nea de textos de Chiara Lubich que abra\u00e7a todo o arco da sua vida: um convite a se colocar no seguimento de Jesus que, no \u00e1pice da sua exist\u00eancia terrena, experimenta a dor dilacerante de se sentir separado do Pai, mas que bem naquele momento \u00e9 art\u00edfice de unidade. P\u00e1ginas de grande atualidade nesta \u00e9poca de sombras que, por\u00e9m, podem ser prel\u00fadios de um renascimento.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-334806","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334806","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=334806"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334806\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=334806"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=334806"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=334806"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}