{"id":334810,"date":"2016-09-20T03:00:10","date_gmt":"2016-09-20T01:00:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/atlanta-eua-o-nosso-sonho\/"},"modified":"2024-05-16T15:28:53","modified_gmt":"2024-05-16T13:28:53","slug":"atlanta-eua-o-nosso-sonho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/atlanta-eua-o-nosso-sonho\/","title":{"rendered":"Atlanta (EUA): o nosso sonho"},"content":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-142377 alignleft\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/20160920-01.jpg\" alt=\"20160920-01\" width=\"386\" height=\"290\" \/>A cidade de Atlanta, na Ge\u00f3rgia, \u00e9 a nona \u00e1rea metropolitana dos Estados Unidos<\/strong>, sede da Coca-Cola e cidade natal de Martin Luther King. <em>Tenho um sonho, tenho um sonho<\/em>, gritava em 1963. O l\u00edder da n\u00e3o-viol\u00eancia pedia a igualdade entre brancos e negros, esperando que um dia se realizasse o credo da na\u00e7\u00e3o americana \u201cque todos os homens foram criados iguais\u201d, como est\u00e1 escrito na Declara\u00e7\u00e3o de Independ\u00eancia de 1776.  <strong>Desde ent\u00e3o foram dados muitos passos, ao menos formalmente<\/strong>.Testemunha <strong>Celi Fuentes Montero<\/strong>, da Costa Rica, \u201cbranca\u201d, que viveu por 20 anos em Los Angeles e agora est\u00e1 no <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/focolare-worldwide\/america-nord-e-centrale\/stati-uniti\/\">focolare de Atlanta<\/a>. \u00abOuvia dizer que no sul dos Estados Unidos havia epis\u00f3dios de discrimina\u00e7\u00e3o, mas parecia-me um exagero. Infelizmente, tive que acreditar\u00bb.  <strong>Uma hist\u00f3ria recente: <\/strong>em 2015 precisamente em Atlanta houve o assassinato de um jovem afroamericano que estava desarmado, al\u00e9m disso as viol\u00eancias em Baltimore, em Ferguson, o crescimento do movimento <em>Black Lives Matter<\/em> que denuncia a pobreza e o desconforto das comunidades negras e a viol\u00eancia da pol\u00edcia. Recentemente em Louisiana e em Minnesota\u2026 uma onda de muitos protestos e \u00f3dio mata cinco policiais e fere outros sete em Dalas.  <strong>A tens\u00e3o \u00e9 palp\u00e1vel tamb\u00e9m em Atlanta, <\/strong>onde a popula\u00e7\u00e3o afroamericana supera os 50%. A <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chi-siamo\/\">comunidade dos Focolares<\/a>, que espelha a demografia, empenha-se em criar redes de reconcilia\u00e7\u00e3o e pela reconstru\u00e7\u00e3o do tecido social. <strong>\u00abOs nossos amigos afroamericanos temem sair de casa<\/strong> \u2013 continua Celi Fuentes \u2013 e dizem que \u00e9 porque t\u00eam medo de arriscar a vida. Quando os conflitos eram mais frequentes, uma amiga minha temia sair at\u00e9 para fazer as compras. Disse-me: \u201cAcredito no mundo unido e por isso tomei coragem. Sa\u00ed para amar a quem encontraria. No supermercado encontrei uma mulher branca que fazia a demonstra\u00e7\u00e3o de um produto e parei para escut\u00e1-la. A mulher entendeu o meu gesto e no fim abra\u00e7ou-me\u00bb.  <strong>\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o latente, que muitas vezes se agrava <\/strong>com o barulho dos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Depois de anos de lento progresso, do \u201cCivil Rights Movement\u201d dos anos \u201860, no sul ainda experimenta-se a desigualdade social e econ\u00f4mica. \u00abAlguns dos meus jovens amigos afroamericanos sentem-se desfavorecidos em rela\u00e7\u00e3o aos jovens brancos, para o acesso \u00e0 Universidade e ao trabalho\u00bb.  <strong>\u00abQuando cheguei na Ge\u00f3rgia comecei a procurar trabalho <\/strong>junto com uma amiga negra \u2013 <strong>conta ainda Celi<\/strong>. Fomos a uma ag\u00eancia de empregos. Ela \u00e9 mais qualificada do que eu para um trabalho espec\u00edfico. Mas na ag\u00eancia, dizem-me que futuramente me ir\u00e3o chamar. Para ela, ao contr\u00e1rio, dizem que deve voltar a estudar para preparar-se melhor. Era evidente a discrimina\u00e7\u00e3o pela cor da pele. Fico consternada: abro os olhos para aquilo que muitos sofrem a cada dia. Assumo este sofrimento e, pelo menos naquilo que posso, procuro contribuir para construir pontes para al\u00e9m da tens\u00e3o que experimentamos\u00bb.  <strong>\u00abCom muitos amigos afroamericanos mu\u00e7ulmanos<\/strong> trabalhamos juntos em pequenas a\u00e7\u00f5es que envolvem cada vez mais pessoas. Preparamos refei\u00e7\u00f5es e cobertas para os sem teto da cidade, ou mochilas para quando a pol\u00edcia obriga-os a mudarem de lugar. Alguns chegaram a envolver a pr\u00f3pria par\u00f3quia \u2013 de uma regi\u00e3o da cidade mais avantajada economicamente \u2013 para prover \u00e0s necessidades de 300 pessoas. S\u00e3o coisas m\u00ednimas, mas testemunham o amor concreto, ao ponto que os mu\u00e7ulmanos dizem: at\u00e9 agora dialog\u00e1vamos, agora somos irm\u00e3os. A quest\u00e3o racial entre n\u00f3s \u00e9 superada. No dia em que houve o tiroteio tivemos o encontro da <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/spiritualita-dellunita\/la-parola\/\">Palavra de Vida<\/a>: falamos sobre os nossos medos e a incompreens\u00e3o. Dissemos uns aos outros: \u201cestou aqui por ti, estou \u00e0 tua disposi\u00e7\u00e3o, pode contar comigo!\u201d\u00bb.  <strong>\u00abNo meu cora\u00e7\u00e3o, tenho muita esperan\u00e7a<\/strong> \u2013 conclui Celi. \u00c9 verdade que somos poucos no meio destes problemas onde a quest\u00e3o racial \u00e9 apenas um, mas n\u00e3o o \u00fanico. Pe\u00e7o a ajuda de Deus para entrar cada vez mais profundamente nesta cultura para que juntos possamos dar o nosso contributo t\u00edpico: levar a unidade, onde h\u00e1 tanta divis\u00e3o\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passos pequenos, mas constantes para levar o contributo t\u00edpico da unidade, onde reina a divis\u00e3o por causa do problema racial. A experi\u00eancia da comunidade dos Focolares.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-334810","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334810","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=334810"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334810\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=334810"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=334810"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=334810"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}