{"id":335156,"date":"2017-02-14T04:00:10","date_gmt":"2017-02-14T03:00:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/ser-e-continuar-sendo-familia\/"},"modified":"2024-05-16T15:30:13","modified_gmt":"2024-05-16T13:30:13","slug":"ser-e-continuar-sendo-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/ser-e-continuar-sendo-familia\/","title":{"rendered":"Ser e continuar sendo fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-147835 alignleft\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/sunset-401541_960_720.jpg\" alt=\"sunset-401541_960_720\" width=\"387\" height=\"257\" \/>Nos primeiros meses de matrim\u00f4nio, feliz e apaixonada, tudo parecia ir de vento em popa<\/strong>. Bem cedo, por\u00e9m, as tens\u00f5es entre eu e o meu marido se tornaram cada vez mais frequentes e me tornavam cada vez mais triste. Com certeza eu cometia muitos erros, mas procurava igualmente manter o relacionamento, convencida de que o amor n\u00e3o podia ter acabado. Fomos em frente entre altos e baixos. Ap\u00f3s cinco anos chegou uma menina e, depois, um menino. Nossa filha nasceu com uma doen\u00e7a cong\u00eanita, o que acarretou muitas interna\u00e7\u00f5es no hospital, inclusive longe de casa. Tamb\u00e9m o filho tinha uma sa\u00fade fraca e frequentemente tamb\u00e9m ele devia ser levado ao hospital. Resolutivo para a menina foi uma delicada interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica, mas foram anos muito desafiadores. O meu marido se sentia esmagado por esta situa\u00e7\u00e3o e dizia que n\u00e3o podia mais viver com todos estes problemas.  <strong>Quando percebi<\/strong> que ele tinha se apaixonado pela minha melhor amiga j\u00e1 era tarde demais para conseguir fazer com que voltasse atr\u00e1s. Assim, ap\u00f3s 13 anos de matrim\u00f4nio, fiquei sozinha com as duas crian\u00e7as de 8 e 5 anos. Eu estava t\u00e3o mal que n\u00e3o tinha mais vontade de viver. A morte n\u00e3o me causava medo e com uma forte dose de medicamentos tentei o suic\u00eddio. Mas o meu plano fracassou e depois de dez dias hospitalizada, voltei para casa.  <strong>Foi a este ponto que atrav\u00e9s da<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/spiritualita-dellunita\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">espiritualidade dos Focolares <\/a>descobri Deus como amor. O Evangelho come\u00e7ou a entrar na minha vida, experimentando a alegria que d\u00e1 procurar viv\u00ea-lo. As crian\u00e7as sofriam muito pela nossa separa\u00e7\u00e3o e eu tinha n\u00e3o poucas dificuldades tamb\u00e9m com eles. Mas Deus nunca deixou de guiar a minha vida colocando, no meu caminho, pessoas que me ajudaram a superar as muitas problem\u00e1ticas que encontrava, como o desejo ardente de ter pr\u00f3ximo a mim o afeto de um homem, ou a vontade de me divertir, ou simplesmente de pensar s\u00f3 em mim mesma.  <strong>E cada vez a luz voltava a clarear a minha vida<\/strong>. Inclusive quando tive que enfrentar a experi\u00eancia mais tr\u00e1gica para uma m\u00e3e: ver a minha amada filha, de 21 anos, v\u00edtima de um acidente mortal. Naquele momento me senti dilacerada pela dor, mas pedi a Deus que me desse a for\u00e7a para repetir o meu \u201csim\u201d a Ele. E Ele n\u00e3o me deixou no desespero. Imediatamente a senti viva e ao meu lado.  Desde quando ela nos deixou recebo muitos sinais do amor de Deus e, mesmo se n\u00e3o posso v\u00ea-la e abra\u00e7\u00e1-la, estou em paz. Como ela queria se tornar uma professora e estava para se formar, gra\u00e7as \u00e0 generosidade de muitos nasceu um projeto de alfabetiza\u00e7\u00e3o na Costa do Marfim, durante alguns anos adotado inclusive pela par\u00f3quia. Agora existe a ideia de construir uma escola e o empenho continua.  <strong>O amor de Deus se manifesta<\/strong> tamb\u00e9m quando os amigos da minha filha me fazem participante de tudo o que vivem: me convidam para as suas formaturas, v\u00eam me visitar, me levam \u00e0 pizzaria com eles, me pedem conselho e me chamam de \u201c<em>Mamy dois<\/em>\u201d. Atualmente o meu filho ainda vive comigo e eu estou feliz por me abrir \u00e0s necessidades dos outros. Quando fico sabendo de pessoas de outras cidades internadas no hospital oncol\u00f3gico pr\u00f3ximo daqui, me disponho a ficar perto delas, procurando ser para elas um pequeno reflexo do amor que Deus tem por mim.  <strong>Um dia encontrei a for\u00e7a para perdoar o meu marido<\/strong>, conseguindo n\u00e3o julg\u00e1-lo. Desde ent\u00e3o me sinto livre e aliviada do grande peso que me oprimia e, mesmo se ele ainda est\u00e1 longe, nenhum div\u00f3rcio me far\u00e1 dizer que ele n\u00e3o \u00e9 mais o meu marido. Lembro-me sempre do que me dizia a minha filha: \u00abMam\u00e3e, a sua ren\u00fancia a refazer uma fam\u00edlia para voc\u00ea, ser\u00e1 a salva\u00e7\u00e3o do papai\u00bb, e estou confiante de que estas palavras se realizar\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Logo_FN_Comunicato_sul_Sito-e1484300323575.jpg\" alt=\"\" width=\"56\" height=\"56\" \/>Um relacionamento naufragado, uma solid\u00e3o dif\u00edcil de administrar, uma filha v\u00edtima de um acidente mortal. Paola, italiana, conta como encontra a for\u00e7a para continuar, no perd\u00e3o, a se abrir aos outros e continuar sendo fam\u00edlia.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-335156","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/335156","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=335156"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/335156\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=335156"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=335156"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=335156"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}