{"id":335508,"date":"2017-06-16T01:10:18","date_gmt":"2017-06-15T23:10:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/ser-familia-em-duas-igrejas-diferentes\/"},"modified":"2024-05-16T15:31:33","modified_gmt":"2024-05-16T13:31:33","slug":"ser-familia-em-duas-igrejas-diferentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/ser-familia-em-duas-igrejas-diferentes\/","title":{"rendered":"Ser fam\u00edlia em duas igrejas diferentes"},"content":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-153394\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/20170616-01.jpg\" alt=\"20170616-01\" width=\"386\" height=\"257\" \/>Quando come\u00e7amos a namorar est\u00e1vamos bem conscientes das diferen\u00e7as que existiam entre n\u00f3s,<\/strong> sobretudo em mat\u00e9ria de doutrina. Sent\u00edamos, por\u00e9m, que o nosso amor era mais forte do que qualquer diferen\u00e7a, isto nos dava a ousadia de acreditar que atr\u00e1s do nosso matrim\u00f4nio podia haver um des\u00edgnio de unidade que ia al\u00e9m de n\u00f3s dois. Desde jovens t\u00ednhamos aprendido, com a <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/spiritualita-dellunita\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">espiritualidade da unidade<\/a>, que para chegar \u00e0 unidade era preciso mirar <strong>\u00e0quilo que nos une \u2013 que \u00e9 muito<\/strong> \u2013 ao inv\u00e9s de olhar ao que nos divide. Apesar de tudo isso, aos domingos, quando cada um de n\u00f3s toma um caminho diferente para ir \u00e0 Missa, \u00e9 sempre um sofrimento, o mesmo que sentimos quando, involuntariamente, nas nossas conversas aparece o \u201cn\u00f3s\u201d e o \u201cvoc\u00eas\u201d, ou quando acontece a um de n\u00f3s criticarmos algo da Igreja do outro. Nestes casos nos damos conta que <strong>nada est\u00e1 constru\u00eddo de uma vez por todas<\/strong>, e que, entre as muitas ocasi\u00f5es para fazer o amor crescer entre n\u00f3s, deve estar o empenho de <strong>amar a Igreja do outro como a pr\u00f3pria<\/strong>. Uma outra oportunidade, t\u00edpica para n\u00f3s, casais \u201cmistos\u201d, \u00e9 a de oferecer a Deus as pequenas ou grandes diverg\u00eancias, que nos fazem sofrer, pela plena unidade dos crist\u00e3os.  \u00c0s vezes, justamente para viver, tamb\u00e9m de um modo vis\u00edvel, a unidade entre n\u00f3s e na nossa fam\u00edlia, decidimos ir todos juntos em uma ou na outra igreja, compartilhando certas pr\u00e1ticas espirituais como, por exemplo, o jejum.  <strong>Um momento significativo foi o batismo da nossa primeira filha<\/strong>. T\u00ednhamos discutido longamente e por muito tempo, mas n\u00e3o consegu\u00edamos decidir o que fosse mais certo: o batismo cat\u00f3lico ou o ortodoxo. Obviamente, o valor do sacramento \u00e9 igual em ambas as Igrejas, mas as consequ\u00eancias teriam sido profundamente diferentes. Hani, de fato, \u00e9 di\u00e1cono, e j\u00e1 tinha sido temporariamente afastado da sua Igreja por causa do matrim\u00f4nio celebrado com rito cat\u00f3lico-misto. O batismo cat\u00f3lico da filha o teria colocado em s\u00e9rias dificuldades e n\u00e3o consegu\u00edamos tomar uma decis\u00e3o. Liliana, ent\u00e3o, decidiu ir explicar a situa\u00e7\u00e3o ao seu bispo, o qual, depois de t\u00ea-la escutado profundamente, lhe assegurou que teria entendido e apoiado qualquer decis\u00e3o que tiv\u00e9ssemos tomado segundo a nossa consci\u00eancia. Nesta, como em mil outras ocasi\u00f5es, n\u00e3o se tratou e <strong>n\u00e3o se trata de assumir compromissos, mas de buscar entender qual \u00e9 a vontade de Deus<\/strong> <strong>nas v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es<\/strong>. \u00c9 claro que tudo isso custa um esfor\u00e7o complementar, custa suor, inclusive com os filhos que, desde pequenos, n\u00e3o entendiam porque podiam receber a Eucaristia na igreja ortodoxa, mas n\u00e3o na cat\u00f3lica. Com efeito, na Igreja ortodoxa, juntamente com o batismo, s\u00e3o administrados tamb\u00e9m os sacramentos da comunh\u00e3o e da crisma.  <strong>Um per\u00edodo particularmente dif\u00edcil foi quando a mais velha de nossas filhas chegou aos 15 anos.<\/strong> Ela come\u00e7ava, com uma certa agressividade, a pedir autonomia, mas n\u00f3s n\u00e3o est\u00e1vamos preparados para esta sua mudan\u00e7a repentina. As brigas, \u00e0s vezes muito acesas, eram praticamente di\u00e1rias. Procur\u00e1vamos proteg\u00ea-la de algumas situa\u00e7\u00f5es que consider\u00e1vamos arriscadas, mas, quanto mais a cobr\u00edamos, mais ela se rebelava. Tamb\u00e9m entre n\u00f3s n\u00e3o foi f\u00e1cil, porque muitas vezes a maneira com a qual cada um enfrentava a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o era compartilhada.\u00a0 Em toda essa confus\u00e3o procuramos sempre manter alguns pontos que nos pareciam importantes, como rezar todos juntos, ou a humildade de nos pedir desculpas, tamb\u00e9m com os filhos.  A um certo ponto <strong>entendemos claramente que, antes de tudo, dev\u00edamos mirar \u00e0 unidade entre n\u00f3s dois.<\/strong> Dado este passo, encontramos, juntos, a luz para decidir dar confian\u00e7a a ela. A situa\u00e7\u00e3o em casa melhorou, o que confirma que, tamb\u00e9m no matrim\u00f4nio \u201cmisto\u201d, os dois esposos tem a possibilidade de <strong>ser \u201cuma s\u00f3 coisa em Deus\u201d<\/strong> e dar este testemunho aos filhos e ao mundo que os rodeia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Liliana \u00e9 cat\u00f3lica e Hani \u00e9 copta-ortodoxo. O caminho n\u00e3o f\u00e1cil de um casal \u201cmisto\u201d \u2013 relatado no recente evento ecum\u00eanico dos Focolares, em Castelgandolfo (Roma) \u2013 torna-se precioso instrumento de aproxima\u00e7\u00e3o das respectivas Igrejas.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[910],"tags":[],"class_list":["post-335508","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-senza-categoria-2-4"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/335508","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=335508"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/335508\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=335508"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=335508"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=335508"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}