{"id":335532,"date":"2017-06-25T00:10:01","date_gmt":"2017-06-24T22:10:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/giordani-a-grandeza-do-homem\/"},"modified":"2024-05-16T15:31:38","modified_gmt":"2024-05-16T13:31:38","slug":"giordani-a-grandeza-do-homem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/giordani-a-grandeza-do-homem\/","title":{"rendered":"Giordani: a grandeza do homem"},"content":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-154070\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/20170625-01.jpg\" alt=\"20170625-01\" width=\"368\" height=\"277\" \/>Na luz da f\u00e9 crist\u00e3 o homem se mostra qual \u00e9: exemplar de Deus.<\/strong> O Criador \u2013 ensina o Antigo Testamento \u2013 o fez \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a. Esta origem confere aos seus farrapos e \u00e0s suas chagas, ao seu semblante e ao seu esp\u00edrito uma beleza sobre-humana. Tal beleza torna-se maior no cristianismo, porque ali o homem \u00e9 visto n\u00e3o somente como imagem de Deus, mas tamb\u00e9m como sua criatura, e a criatura \u00e9 digna do Criador, a obra de arte \u00e9 digna do artista. O Onipotente n\u00e3o podia sen\u00e3o fazer seres dignos de si. No homem suscitou uma obra-prima que, ao olh\u00e1-la, causa vertigens: comp\u00f4s nele uma estrutura admir\u00e1vel, para durar e gerar, uma intelig\u00eancia como luz, um cora\u00e7\u00e3o para projetar-se sobre outros seres, uma alma para ultrapassar os limites espaciais e temporais, e fixar-se, com os anjos, na eternidade.  O homem cai, \u00e9 verdade, abusando de sua liberdade, mas tamb\u00e9m \u00e9 verdade que \u00e0 sua queda est\u00e1 ligado o mais imperec\u00edvel prod\u00edgio do amor divino: a Reden\u00e7\u00e3o, por meio do sangue de Cristo. Visto assim o homem \u2013 seja ainda o mendigo que se arrasta ao teu lado na sarjeta ou o \u00edndio que vive a quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia \u2013 \u00e9 um ser t\u00e3o grande, t\u00e3o nobre, t\u00e3o divino que gostarias de inclinar-te \u00e0 sua presen\u00e7a, tr\u00e9pido e comovido, reconhecendo nele a majestade de quem o imaginou e fez dele o prod\u00edgio da cria\u00e7\u00e3o, o privil\u00e9gio da Reden\u00e7\u00e3o, o objeto da vida sobrenatural na natureza.  E \u00e9 imediato compreender que consequ\u00eancia traz tal vis\u00e3o: traz o absurdo e a impossibilidade de desfrutar do homem, de denegri-lo, adulter\u00e1-lo, suprimi-lo sem violentar a obra de Deus, sem atentar ao patrim\u00f4nio do Criador. Filho de Deus \u00e9, e a ofensa ao filho torna-se um ultraje ao Pai. O homic\u00eddio se faz uma tentativa de deic\u00eddio, quase um assassinato de Deus em ef\u00edgie.  O homem substitui a sua dignidade quando se curva ao mal e quando cumpre o mal. E entre os pecados existe a soberba colocada no lugar da humilde gratid\u00e3o do homem por saber que \u00e9 obra-prima de Deus.  Da soberba nasce a desfruta\u00e7\u00e3o, que \u00e9 \u00edmpeto antissocial, enquanto da humildade crist\u00e3 nasce o servi\u00e7o. E tamb\u00e9m nisso o homem \u00e9 c\u00f3pia daquele outro \u00abFilho do homem\u00bb, \u00abvindo n\u00e3o para ser servido, mas para servir\u00bb. E acontece a soldagem do indiv\u00edduo \u00e0 sociedade, a sua integra\u00e7\u00e3o, a sua expans\u00e3o. O homem por si, abstrato, n\u00e3o existe; existe o pai, o cidad\u00e3o, o crente, etc., isto \u00e9, existe o homem animal social.  Mas ele entra na sociedade por um impulso do amor. Porque ama sai da concha do pr\u00f3prio eu e se expande \u2013 integra-se \u2013 na vida dos outros. Precisamente enquanto ama o homem se revela naturalmente crist\u00e3o. O cristianismo eleva e apoia este amor; ao dizer que o amor o leva \u00e0 sociedade diz-se que princ\u00edpio vital da sociedade \u00e9 o amor, sem o qual a sociedade, ao inv\u00e9s de uma prote\u00e7\u00e3o, um complemento e a alegria da pessoa humana, torna-se uma compress\u00e3o e uma mutila\u00e7\u00e3o dela. Pode se tornar uma amea\u00e7a da sua dignidade.  A explora\u00e7\u00e3o social come\u00e7a quando n\u00e3o se ama mais o homem, quando n\u00e3o se respeita mais a sua dignidade, porque se veem os seus m\u00fasculos e n\u00e3o se v\u00ea o seu esp\u00edrito.  <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/chi-e-chiara\/igino-giordani\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Igino Giordani,<\/strong><\/a>\u00a0<em>La societ\u00e0 Cristiana,<\/em> Citt\u00e0 Nuova, Roma, (1942) 2010, pp. 32-36<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Dias Internacionais, contra o abuso e tr\u00e1fico de drogas e de apoio \u00e0s v\u00edtimas da tortura, interpelam com for\u00e7a os governantes, os povos, e a consci\u00eancia de todos sobre a dignidade do homem. Algumas reflex\u00f5es de Giordani.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_seopress_analysis_target_kw":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-335532","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/335532","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=335532"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/335532\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=335532"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=335532"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=335532"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}