{"id":335666,"date":"2017-08-28T02:10:37","date_gmt":"2017-08-28T00:10:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/palavra-de-vida-setembro-de-2017\/"},"modified":"2024-05-16T15:32:11","modified_gmt":"2024-05-16T13:32:11","slug":"palavra-de-vida-setembro-de-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/palavra-de-vida-setembro-de-2017\/","title":{"rendered":"Palavra de Vida \u2013 Setembro de 2017"},"content":{"rendered":"<p>Jesus est\u00e1 em plena vida p\u00fablica, anunciando abertamente que o Reino de Deus est\u00e1 pr\u00f3ximo, e se prepara para ir a Jerusal\u00e9m. Seus disc\u00edpulos, que intu\u00edram a grandeza da sua miss\u00e3o e reconheceram nele o Enviado de Deus esperado por todo o povo de Israel, n\u00e3o veem a hora de se libertar da domina\u00e7\u00e3o romana, e sonham com a aurora de um mundo melhor, de paz e de prosperidade.  Mas Jesus n\u00e3o quer alimentar essas ilus\u00f5es: diz claramente que a sua ida a Jerusal\u00e9m n\u00e3o o levar\u00e1 ao triunfo, mas, pelo contr\u00e1rio, \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o, ao sofrimento e \u00e0 morte. Revela tamb\u00e9m que ao terceiro dia ressuscitar\u00e1. S\u00e3o palavras dif\u00edceis de compreender e de aceitar. Tanto que Pedro reage e se op\u00f5e abertamente a um projeto t\u00e3o absurdo; pelo contr\u00e1rio, procura convencer Jesus a mudar de ideia.  Depois de repreender Pedro severamente, Jesus se dirige a todos os disc\u00edpulos com um convite assombroso:  <strong><em>\u201cSe algu\u00e9m quer vir ap\u00f3s mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.\u201d<\/em><\/strong>  Mas o que \u00e9 que Jesus pede aos seus disc\u00edpulos de ontem e de hoje, com essas palavras? Ser\u00e1 que Ele quer que desprezemos a n\u00f3s mesmos? Que nos dediquemos inteiramente a uma vida asc\u00e9tica? Que procuremos o sofrimento para agradar mais a Deus?  Mais que isso: esta Palavra de Vida nos exorta a caminharmos nos passos de Jesus, acolhendo os valores e as exig\u00eancias do Evangelho para ficarmos cada vez mais semelhantes a Ele. E isso significa viver a vida com plenitude, integralmente, como Ele fez, mesmo quando no caminho aparece a sombra da cruz.  <strong><em>\u201cSe algu\u00e9m quer vir ap\u00f3s mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.\u201d<\/em><\/strong>  N\u00e3o podemos negar o fato de que cada um tem <em>a sua cruz<\/em>: a dor, nas suas m\u00faltiplas formas, faz parte da vida humana, mas para n\u00f3s se mostra incompreens\u00edvel, contr\u00e1ria ao nosso desejo de felicidade. No entanto, \u00e9 exatamente ali que Jesus nos ensina a descobrir uma luz inesperada. Como acontece \u00e0s vezes quando, entrando em certas igrejas, descobrimos como\u00a0 s\u00e3o maravilhosos e luminosos os seus vitrais que,\u00a0 vistos de fora, parecem escuros e sem beleza.  Se quisermos seguir Jesus, Ele pede que fa\u00e7amos uma completa reviravolta nos nossos valores, deixando de nos colocar no centro do mundo e rejeitando a l\u00f3gica da busca do interesse pessoal. Ele prop\u00f5e que prestemos mais aten\u00e7\u00e3o \u00e0s exig\u00eancias dos outros do que \u00e0s nossas; que saibamos empenhar as nossas energias para que os outros sejam felizes, fazendo como Ele, que n\u00e3o perdeu ocasi\u00e3o para confortar e dar esperan\u00e7a \u00e0queles com quem se encontrou. Desse modo, libertando-nos do ego\u00edsmo, pode come\u00e7ar para n\u00f3s um crescimento em humanidade, a conquista de uma liberdade que realiza plenamente a nossa personalidade.  <strong><em>\u201cSe algu\u00e9m quer vir ap\u00f3s mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.\u201d<\/em><\/strong>  Jesus nos convida a sermos testemunhas do Evangelho, mesmo quando essa fidelidade \u00e9 colocada \u00e0 prova pelas pequenas ou grandes incompreens\u00f5es do ambiente social em que vivemos. Jesus est\u00e1 conosco e quer que estejamos com Ele nessa aventura de arriscar a vida pelo ideal mais audacioso: a fraternidade universal, a civiliza\u00e7\u00e3o do amor.  Esse radicalismo no amor \u00e9 uma exig\u00eancia profunda do cora\u00e7\u00e3o humano, como testemunham tamb\u00e9m personalidades de tradi\u00e7\u00f5es religiosas n\u00e3o crist\u00e3s que seguiram a voz da consci\u00eancia at\u00e9 as \u00faltimas consequ\u00eancias. Gandhi, por exemplo, escreve: <em>\u201cSe algu\u00e9m me matar e eu morrer com uma ora\u00e7\u00e3o pelo meu assassino nos l\u00e1bios, e com a le<\/em><em>mbran\u00e7a de Deus e a consci\u00eancia da sua presen\u00e7a viva no santu\u00e1rio do meu cora\u00e7\u00e3o, s\u00f3 ent\u00e3o se poder\u00e1 dizer que tenho a n\u00e3o-viol\u00eancia dos fortes\u201d<\/em>.<a href=\"#_bookmark0\">1<\/a>  <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Chiara Lubich<\/a> encontrou no mist\u00e9rio de Jesus crucificado e abandonado o rem\u00e9dio para sanar toda ferida pessoal e toda falta de unidade entre pessoas, grupos e povos, e compartilhou essa descoberta com muitos. Em 2007, por ocasi\u00e3o de uma manifesta\u00e7\u00e3o de Movimentos e Comunidades de diversas Igrejas em Stuttgart, na Alemanha, escreveu:  <em>\u201cTamb\u00e9m cada um de n\u00f3s, na vida, sofre dores ao menos parecidas com as suas. (&#8230;) Quando sentirmos (&#8230;) essas dores, lembremo-nos Dele que as assumiu como pr\u00f3prias: s\u00e3o como que uma sua presen\u00e7a, uma participa\u00e7\u00e3o na sua dor. Fa\u00e7amos como Jesus, que n\u00e3o ficou estarrecido, mas, acrescentando \u00e0quele grito as palavras: \u2018Pai, nas tuas m\u00e3os entrego o meu esp\u00edrito\u2019 (<\/em>Lc <em>23,46), abandonou-se novamente ao Pai. Como Ele, tamb\u00e9m n\u00f3s podemos ir para al\u00e9m da dor e superar a prova\u00e7\u00e3o dizendo-lhe: \u2018Nela, eu te amo, Jesus Abandonado; amo a ti, ela me faz recordar-te, \u00e9 uma express\u00e3o tua, um semblante teu\u2019. E se, no momento seguinte, nos lan\u00e7armos a amar o irm\u00e3o e a irm\u00e3 e a atuar aquilo que\u00a0 Deus quer, experimentaremos, na maioria das\u00a0 vezes, que\u00a0 a dor\u00a0 se transforma em alegria (&#8230;). Os pequenos grupos em que vivemos (&#8230;) podem conhecer pequenas ou grandes divis\u00f5es. Tamb\u00e9m nessa dor podemos ver o Seu semblante, superar aquela dor em n\u00f3s e fazer de tudo para recompor a fraternidade com os outros. (&#8230;) A cultura da comunh\u00e3o tem como caminho e modelo Jesus crucificado e abandonado.\u201d<\/em><a href=\"#_bookmark1\"><em>2<\/em><\/a>  <em>Letizia Magri<\/em>  ______________________________ <\/p>\n<ol>\n<li>K. Gandhi, <em>Antiche come le montagne<\/em>, Ed. di Comunit\u00e0, Mil\u00e3o 1965, pp. 95-96.<\/li>\n<li>Lubich, <em>Por uma cultura de comunh\u00e3o <\/em>\u2013 Encontro Internacional \u201cJuntos pela Europa\u201d \u2013 Stuttgart (Alemanha), 12 de maio de 2007 \u2013 <a href=\"http:\/\/www.together4europe.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.together4europe.org\/ <\/a>.<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSe algu\u00e9m quer vir ap\u00f3s mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.\u201d (Mt 16,24)<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3160,129],"tags":[],"class_list":["post-335666","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-palavra-de-vida-pt-pt","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/335666","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=335666"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/335666\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=335666"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=335666"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=335666"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}