{"id":335708,"date":"2017-09-20T00:10:54","date_gmt":"2017-09-19T22:10:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/a-descoberta-de-jesus-abandonado\/"},"modified":"2024-05-16T15:32:22","modified_gmt":"2024-05-16T13:32:22","slug":"a-descoberta-de-jesus-abandonado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/a-descoberta-de-jesus-abandonado\/","title":{"rendered":"A descoberta de Jesus Abandonado"},"content":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/ChiaraLubich.jpg\" alt=\"\" width=\"328\" height=\"172\" \/>No ano 2000<\/strong>, num discurso, Chiara Lubich recorda a primeira \u201cdescoberta\u201d de Jesus Abandonado:  <em>\u00abPor um fato acontecido nos primeiros meses de 1944, tivemos uma nova compreens\u00e3o sobre Ele. Por uma circunst\u00e2ncia viemos a saber que o maior sofrimento de Jesus, e portanto o seu maior ato de amor, foi quando, na cruz, experimentou o abandono do Pai: \u201cMeu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?\u201d (Mt 27,46). Ficamos profundamente tocadas com isso. E a jovem idade, o entusiasmo, mas principalmente a gra\u00e7a de Deus, nos impulsionaram a escolher justamente Ele, no seu abandono, como via para realizar o nosso ideal de amor. Desde aquele momento pareceu-nos encontrar o seu semblante em toda parte\u00bb.<\/em>  <strong>Outro momento determinante para a compreens\u00e3o desse \u201cmist\u00e9rio de dor-amor\u201d.<\/strong> Estamos no ver\u00e3o de 1949. Igino Giordani foi encontrar Chiara, que tinha ido para o Vale di Primiero, na regi\u00e3o montanhosa do Trentino (It\u00e1lia), para um per\u00edodo de repouso. Com o primeiro grupo vivia-se intensamente a passagem do Evangelho sobre o abandono de Jesus. Foram dias de luz intensa, tanto que no final do ver\u00e3o, devendo descer daquele \u201cpequeno Tabor\u201d para voltar \u00e0 cidade, Chiara escreveu, num s\u00f3 \u00edmpeto, um texto que inicia com verso que tornou-se c\u00e9lebre: <em>\u00abTenho um s\u00f3 esposo sobre a terra, Jesus abandonado&#8230; Irei pelo mundo buscando-o, em cada instante da minha vida\u00bb<\/em>.  Muitos anos depois ela explicou: <em>\u00abDesde o in\u00edcio entendemos que em tudo existe uma outra face, que a \u00e1rvore tem as suas ra\u00edzes. O Evangelho lhe cobre de amor, mas exige tudo. \u201cSe o gr\u00e3o de trigo ca\u00eddo na terra n\u00e3o morre \u2013 l\u00ea-se em Jo\u00e3o \u2013 permanece s\u00f3; se morre produz muito fruto\u201d (Jo 12,24). A personifica\u00e7\u00e3o disso \u00e9 Jesus abandonado, cujo fruto foi a reden\u00e7\u00e3o da humanidade. <\/em>  <em>Jesus crucificado! Ele havia experimentado em si a separa\u00e7\u00e3o dos homens de Deus e entre si, e tinha sentido o Pai distante. N\u00f3s o vimos n\u00e3o apenas nas nossas dores pessoais, que n\u00e3o faltaram, e nos sofrimentos dos pr\u00f3ximos, muitas vezes s\u00f3s, abandonados, esquecidos, mas em todas as divis\u00f5es, os traumas, as separa\u00e7\u00f5es, as indiferen\u00e7as rec\u00edprocas, grandes ou pequenas: nas fam\u00edlias, entre as gera\u00e7\u00f5es, entre pobres e ricos, \u00e0s vezes na pr\u00f3pria Igreja, e mais tarde entre as v\u00e1rias Igrejas, e depois ainda entre as religi\u00f5es e entre quem cr\u00ea e quem possui uma convic\u00e7\u00e3o diferente.<\/em>  <em>Mas todas estas dilacera\u00e7\u00f5es<\/em> \u2013 continua Chiara \u2013 <em>n\u00e3o nos assustaram, pelo contr\u00e1rio, pelo amor a Ele abandonado, elas nos atra\u00edram.\u00a0 E foi Ele que nos ensinou como enfrent\u00e1-las, como viv\u00ea-las e ajudar a super\u00e1-las, quando, depois do abandono, recolocou o seu esp\u00edrito nas m\u00e3os do Pai: \u201cPai, em tuas m\u00e3os entrego o meu esp\u00edrito\u201d (Lc 23,46), dando assim a possibilidade para que a humanidade se recompusesse, em si mesma e com Deus, e indicando-lhe o modo de faz\u00ea-lo. Ele manifestou-se como chave da unidade, rem\u00e9dio para qualquer divis\u00e3o. Era Ele que recompunha a unidade entre n\u00f3s, cada vez que era rompida. Era Ele que reconhec\u00edamos e am\u00e1vamos nas grandes, tr\u00e1gicas divis\u00f5es da humanidade e da Igreja. Ele se tornou o nosso \u00fanico Esposo. E a nossa conviv\u00eancia com um tal Esposo foi t\u00e3o rica e fecunda, que me levou a escrever um livro, como uma carta de amor, como um canto, um hino de alegria e gratid\u00e3o a Ele\u00bb<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 20 de setembro de 1949, Chiara Lubich escrevia, de jato, o conhecido texto &#8220;Tenho um s\u00f3 Esposo sobre a terra: Jesus Abandonado&#8221;. Tornar-se-\u00e1 um ponto fundamental da espiritualidade da unidade.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-335708","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/335708","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=335708"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/335708\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=335708"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=335708"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=335708"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}