{"id":343952,"date":"2011-12-14T07:45:57","date_gmt":"2011-12-14T06:45:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/o-natal-como-revolucao-2\/"},"modified":"2024-06-06T12:15:21","modified_gmt":"2024-06-06T10:15:21","slug":"o-natal-como-revolucao-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/o-natal-como-revolucao-2\/","title":{"rendered":"O Natal como revolu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>J\u00e1 que, para a maioria, o Natal \u00e9 considerado como uma grande festa entre as tantas, mais suntuosa que sagrada<\/strong>, \u00e9 bom retornar sobre alguns dos aspectos aut\u00eanticos deste evento.  Existe um contraste abissal entre o nascimento de um potente da terra, como era sonhado e realizado no mundo antigo, e o nascimento obscuro, ignorado de Jesus. Um contraste que j\u00e1 caracteriza a originalidade infinita, inesperada, de <strong>um Cristo-Rei, que nasce de uma pobre mulher, num est\u00e1bulo, no frio e na priva\u00e7\u00e3o<\/strong>. Realmente n\u00e3o parece um Deus.  O in\u00edcio da sua revolu\u00e7\u00e3o, assim, n\u00e3o prev\u00ea o aspecto da soberba, mas da humildade, para atrair ao c\u00e9u os filhos de Deus, come\u00e7ando por aqueles que comiam e dormiam no ch\u00e3o: os escravos, os desempregados, os forasteiros&#8230; a esc\u00f3ria.  <strong>Com aquele menino nasce a liberdade e o amor<\/strong>. Esta a imensa descoberta. O amor universal que ele ensinou tende a dispersar um sistema de conviv\u00eancia feito em grande parte de prepot\u00eancia pol\u00edtica, abuso de autoridade, decad\u00eancia ociosa, desprezo do trabalho, degrada\u00e7\u00e3o da mulher, inveja corrosiva, como base na qual o regime se implantava sobre milh\u00f5es de escravos, isto \u00e9, de seres sem direitos, verdadeiros mortos vivos.  Logicamente, para as pessoas engajadas em tal sistema, aquele anuncio \u00e9 uma loucura: coisa para pris\u00e3o e pat\u00edbulo. Ele sabe disso: \u201cSereis odiados por todas as na\u00e7\u00f5es por causa do meu nome\u201d.  <strong>Felizes os pobres e aqueles que se fazem pobres para ajudar os miser\u00e1veis. \u201cFelizes sois v\u00f3s, que agora tendes fome&#8230; mas ai de v\u00f3s, ricos\u201d.<\/strong>  Pode-se imaginar a f\u00faria, e o esc\u00e2ndalo, daqueles que tinham o dinheiro como bem supremo e ben\u00e7\u00e3o de Deus, aqueles se matavam, e matavam, para acrescentar glebas a glebas, e desencadeavam desordens demag\u00f3gicas, e adoeciam do f\u00edgado e tinham enfartes, para aumentar o capital. <strong>\u201cAmais os vossos inimigos, fazei o bem a quem vos odeia..<\/strong>. a quem te bate uma face, oferece tamb\u00e9m a outra&#8230; <strong>d\u00e1 a quem te pede<\/strong> e a quem te pede emprestado n\u00e3o pe\u00e7as de retorno&#8230; foi dito aos antigos: n\u00e3o matar\u00e1s, quem matar ser\u00e1 r\u00e9u de julgamento, eu, por\u00e9m, vos digo: quem se irrita com o seu irm\u00e3o ser\u00e1 r\u00e9u de ju\u00edzo&#8230;\u201d.  O dito pareceu, e parece, lesivo \u00e0 honra dos combatentes e das ind\u00fastrias b\u00e9licas; dado que n\u00e3o ter \u00f3dio pelo irm\u00e3o equivale a por fim \u00e0s brigas, fac\u00e7\u00f5es, viol\u00eancias. <strong>O dito tornaria a sociedade \u2013 pobres de n\u00f3s! \u2013 uma coabita\u00e7\u00e3o pac\u00edfica.<\/strong>  A vida, na paz, consentiria fazer de cada dia um Natal. E esta \u00e9 a revolu\u00e7\u00e3o de Cristo: fazer com que renas\u00e7amos continuamente, contra a maldi\u00e7\u00e3o da morte.  <strong>Mas o maior mandamento \u2013 Ele o disse \u2013 \u00e9 amar o homem, que \u00e9 como amar a Deus<\/strong>. Amar o outro at\u00e9 dar a vida por ele, e n\u00e3o odi\u00e1-lo at\u00e9 tirar a sua vida.  <strong>Este, em breve, \u00e9 o significado do novo Natal da humanidade<\/strong>, previsto para dar-lhe a possibilidade de retornar \u00e0 divindade. Revis\u00e3o do passado, fim das guerras, das torpes paix\u00f5es, da avareza;<strong> in\u00edcio do amor universal que faz de \u201ctodos um\u201d<\/strong>, e n\u00e3o admite divis\u00f5es de castas, classe, pol\u00edtica&#8230; com a sua vida e a sua morte <strong>Jesus prega e ensina a vida.<\/strong>  Mas os maus n\u00e3o querem a vida, querem a morte. E por isso trabalham com uma intensidade compactuada, e hoje, com as armas at\u00f4micas, a intoxica\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, a anarquia pela distribui\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e de alimentos, disp\u00f5em o fim da humanidade.  Muitos se iludem brincando com mitologias. Amam a paz e inventam tratados b\u00e9licos; buscam igualdade econ\u00f4mica e com o \u00f3dio de classes avivam os contrastes, desencadeiam desordens e greves n\u00e3o necess\u00e1rias, e assim prejudicam a gente comum; suscitam nesses anos, como em 1920-22, o desejo de um regime supostamente \u201cforte\u201d, acreditando com isso de poder viver tranquilos.  Em coer\u00eancia, <strong>o Natal celebra-se<\/strong> tamb\u00e9m com o panetone, se ajuda a suscitar o amor; mas se celebra <strong>principalmente com a reconcilia\u00e7\u00e3o<\/strong>, que p\u00f5e fim \u00e0s doen\u00e7as do esp\u00edrito e d\u00e1 mais sa\u00fade. <strong>Celebra-se em gratid\u00e3o ao Senhor e a Maria<\/strong>, que sofreram para ensinar-nos e ajudar-nos a colocar fim neste nosso sofrimento.  Em <em>Citt\u00e0 Nuova<\/em>, 1974, n. 24<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As palavras de Igino Giordani, de uma atualidade surpreendente, nos guiam no caminho para o Natal.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[910],"tags":[],"class_list":["post-343952","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-senza-categoria-2-4"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/343952","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=343952"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/343952\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=343952"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=343952"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=343952"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}