{"id":344520,"date":"2012-02-20T15:54:36","date_gmt":"2012-02-20T14:54:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/o-trabalho-e-a-descoberta-de-uma-consciencia-social\/"},"modified":"2024-06-06T12:17:09","modified_gmt":"2024-06-06T10:17:09","slug":"o-trabalho-e-a-descoberta-de-uma-consciencia-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/o-trabalho-e-a-descoberta-de-uma-consciencia-social\/","title":{"rendered":"O trabalho e a descoberta de uma consci\u00eancia social"},"content":{"rendered":"<p><div id=\"attachment_56372\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/vimeo.com\/36889595\"><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-56372\" class=\" wp-image-56372 \" style=\"margin-right: 10px;border: 0pt none\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/253293800_200-200x123.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"123\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-56372\" class=\"wp-caption-text\">PLAY VIDEO (Italian soundtrack)<\/p><\/div>  \u201c\u00c9 preciso que o homem fa\u00e7a emergir de novo em si mesmo, em nome de Deus que o criou, a <strong>consci\u00eancia da sua sociabilidade<\/strong>, do seu car\u00e1ter social, sem o qual ainda n\u00e3o seria verdadeiramente homem. De fato, outro elemento constitutivo do homem, segundo a B\u00edblia, al\u00e9m da comunh\u00e3o com Deus e de ser chamado a procurar o alimento e a dedicar-se ao trabalho, \u00e9 a sociabilidade &#8211; as rela\u00e7\u00f5es com os outros: com a mulher e com os irm\u00e3os. E sabemos o que significa no pensamento de Deus <strong>&#8220;sociabilidade&#8221; com os irm\u00e3os<\/strong>.  <strong>Significa amar os irm\u00e3os como a si mesmos<\/strong>: como a si mesmos, n\u00e3o menos. Ali\u00e1s, am\u00e1-los com um amor que, pelo fato de provir de v\u00e1rias pessoas, torna-se rec\u00edproco e, sendo inspirado por Cristo, gera a unidade. Aqui se pode compreender a import\u00e2ncia que demos h\u00e1 pouco ao fato de caminharmos juntos na vida, sendo um s\u00f3 cora\u00e7\u00e3o e uma s\u00f3 alma. \u00c9 nesta medida que pode ser \u00fatil tamb\u00e9m para a solu\u00e7\u00e3o dos atuais problemas do mundo do trabalho <strong>a nossa espiritualidade coletiva, nascida do Evangelho. <\/strong>Mediante esta espiritualidade o homem, e portanto cada membro do mundo do trabalho (do propriet\u00e1rio ao administrador, do diretor aos t\u00e9cnicos, dos funcion\u00e1rios aos oper\u00e1rios), cada pessoa, para ser solid\u00e1ria com os outros, ama a todos de modo a tornar-se uma s\u00f3 coisa com eles. Gra\u00e7as a ela, somos levados a nos compreendermos uns aos outros, a assumir como nossas as dificuldades e os problemas alheios, a encontrar juntos as solu\u00e7\u00f5es. Esta espiritualidade leva-nos ainda a descobrir, de comum acordo, novas formas de organiza\u00e7\u00e3o do trabalho. De consequ\u00eancia, todos juntos passam a compartilhar e a participar tamb\u00e9m dos meios de produ\u00e7\u00e3o e dos frutos do trabalho.  <strong>Com que consequ\u00eancias? <\/strong>Se antes, por exemplo, um oper\u00e1rio isolado sentia que o trabalho industrializado esmagava e anulava a sua personalidade, porque n\u00e3o via o fruto da sua intelig\u00eancia e das suas m\u00e3os, agora para ele &#8211; que sente como seu, verdadeiramente seu, tudo aquilo que diz respeito tamb\u00e9m aos outros &#8211; o trabalho n\u00e3o pode deixar de adquirir um significado, ou melhor, um maravilhoso significado.  <strong>\u00c9 preciso, portanto, redescobrir esta consci\u00eancia social<\/strong> [\u2026] vasta. Ainda mais, como a economia de cada pa\u00eds est\u00e1 ligada \u00e0 das outras na\u00e7\u00f5es, torna-se necess\u00e1ria &#8211; como afirma tamb\u00e9m o Papa &#8211; uma consci\u00eancia social de dimens\u00e3o planet\u00e1ria. Mas quem \u00e9 que pode ajudar o homem a realizar isso plenamente? A considerar-se membro da grande fam\u00edlia humana &#8220;sem renegar as origens da sua fam\u00edlia, do seu povo e da sua na\u00e7\u00e3o, nem as obriga\u00e7\u00f5es que da\u00ed derivam (&#8230;)&#8221;<a title=\"\" href=\"#_ftn1\">[1]<\/a>, desde que o homem, rompendo a comunh\u00e3o com Deus com o pecado, comprometeu e voltou a comprometer gravemente a comunh\u00e3o com os irm\u00e3os e, portanto, a solidariedade humana?  <strong>Quem \u00e9 que pode fazer isso? <\/strong>Somente Cristo Senhor &#8211; que muitas vezes delimitamos \u00e0 nossa vida privada &#8211; e o Seu amor sobrenatural e universal, que se considera um fator limitado \u00e0 vida de piedade e que, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 um fermento indispens\u00e1vel para toda a exist\u00eancia humana nas suas m\u00faltiplas express\u00f5es. \u00c9 somente com o seu amor que se pode edificar com seguran\u00e7a um mundo onde prevale\u00e7am a justi\u00e7a e a paz.  <strong>E, no que se refere ao trabalho, \u00e9 somente com o seu amor que o ego\u00edsmo e o \u00f3dio<\/strong>, considerados por vezes lei essencial da vida social, <strong>poder\u00e3o ser eliminados. <\/strong>\u00c9 com o seu amor que se ver\u00e1 que nas comunidades de trabalho \u00e9 mais eficaz a unidade do que o contraste para melhorar o trabalho. Com o seu amor, a vida da pr\u00f3pria sociedade n\u00e3o ser\u00e1 compreendida como luta contra algu\u00e9m mas como empenho para progredir juntos. Portanto, somente uma nova civiliza\u00e7\u00e3o, baseada no amor, poder\u00e1 dar uma solu\u00e7\u00e3o inclusive aos complexos problemas do mundo do trabalho. [&#8230;]\u201d  Chiara Lubich, Roma, 3 de junho de 1984 <\/p>\n<div>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div>  <a title=\"\" href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0 cfr.Jo\u00e3o Paulo II, Discurso \u00e0 OIT, Genebra, 15.06.1982.  <\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De l\u2019intervention de Chiara Lubich au congr\u00e8s sur \u00ab \u00c9conomie et travail \u00bb promue par le Mouvement Humanit\u00e9 Nouvelle, Rome -1984. Pour une r\u00e9flexion sur la justice sociale.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-344520","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/344520","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=344520"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/344520\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=344520"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=344520"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=344520"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}