{"id":344588,"date":"2012-02-29T22:00:30","date_gmt":"2012-02-29T21:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/marco-2012\/"},"modified":"2024-06-06T12:17:24","modified_gmt":"2024-06-06T10:17:24","slug":"marco-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/marco-2012\/","title":{"rendered":"Mar\u00e7o 2012"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #008080\"><strong>\u201cA quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna.\u201d<\/strong><\/span>  Pedro tinha entendido que as palavras do seu Mestre eram diferentes das palavras dos outros mestres. As palavras que v\u00e3o da terra para a terra pertencem \u00e0 terra e t\u00eam o destino da terra. As palavras de Jesus s\u00e3o esp\u00edrito e vida porque v\u00eam do C\u00e9u. Elas s\u00e3o uma luz que desce do Alto e tem a pot\u00eancia do Alto. As suas palavras possuem uma densidade e uma profundidade que as outras palavras n\u00e3o t\u00eam, sejam elas de fil\u00f3sofos, de pol\u00edticos, ou de poetas. S\u00e3o \u201cpalavras de vida eterna\u201d (<em>Jo<\/em> 6,68) porque cont\u00eam, expressam e transmitem a plenitude daquela vida que n\u00e3o tem fim, porque \u00e9 a pr\u00f3pria vida de Deus.  Jesus ressuscitou e vive. E as suas palavras, embora pronunciadas no passado, n\u00e3o s\u00e3o uma simples recorda\u00e7\u00e3o, mas s\u00e3o palavras que Ele dirige hoje a todos n\u00f3s e a cada pessoa de todos os tempos e de todas as culturas. S\u00e3o palavras universais, eternas.  As palavras de Jesus! Devem ter sido a sua maior arte, se assim pudermos dizer. O Verbo, falando com palavras humanas: que conte\u00fado, que intensidade, que inflex\u00e3o, que voz!  \u201cUm dia \u2013 conta-nos, por exemplo, Bas\u00edlio Magno (330-379, bispo de Cesareia, um dos grandes Padres da Igreja) \u2013 como que despertando de um longo sono, olhei a luz maravilhosa da verdade do Evangelho e descobri a vaidade da sabedoria dos pr\u00edncipes deste mundo.\u201d (<em>Ep.<\/em> CCXXIII, 2)  Teresinha do Menino Jesus escreve, numa carta de 9 de maio de 1897: \u201c\u00c0s vezes, quando leio certos tratados espirituais&#8230; o meu pobre e pequeno esp\u00edrito n\u00e3o demora em se cansar. Fecho o livro dos s\u00e1bios, que despeda\u00e7a a minha cabe\u00e7a e resseca o meu cora\u00e7\u00e3o, e tomo em m\u00e3os a Sagrada Escritura. Ent\u00e3o, tudo se torna luminoso para mim; uma s\u00f3 palavra descortina horizontes infinitos \u00e0 minha alma e a perfei\u00e7\u00e3o me parece f\u00e1cil\u201d (<em>Lettera 202; Scritti,<\/em> Postula\u00e7\u00e3o Geral dos Carmelitas Descal\u00e7os, Roma 1967, p. 734).  Sim, as palavras divinas saciam o esp\u00edrito, feito para o infinito; iluminam interiormente n\u00e3o s\u00f3 a mente, mas todo o ser, porque s\u00e3o luz, amor e vida. Elas d\u00e3o a paz \u2013 aquela que Jesus define <em>sua<\/em>: \u201ca minha paz\u201d \u2013 inclusive nos momentos de inquieta\u00e7\u00e3o e de ang\u00fastia. D\u00e3o alegria plena, mesmo em meio \u00e0 dor que por vezes atormenta a alma. D\u00e3o for\u00e7a, sobretudo quando sobrev\u00e9m a perplexidade e quando nos desencorajamos. Libertam, porque abrem o caminho da Verdade.  <span style=\"color: #008080\"><strong>\u00a0\u201cA quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna.\u201d<\/strong><\/span>  A frase deste m\u00eas lembra-nos que o \u00fanico Mestre que queremos seguir \u00e9 Jesus, mesmo quando as suas palavras podem parecer duras ou exigentes demais: ser honesto no trabalho; perdoar; preferir colocar-se a servi\u00e7o do outro em vez de pensar de modo ego\u00edsta em si mesmo; permanecer fiel na vida familiar; assistir um doente terminal sem ceder \u00e0 ideia da eutan\u00e1sia&#8230;  S\u00e3o muitos os mestres que nos induzem a adotar solu\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis, a fazer concess\u00f5es. Queremos escutar o \u00fanico Mestre e segui-lo, a Ele, o \u00fanico que diz a verdade, que tem \u201cpalavras de vida eterna\u201d. Assim tamb\u00e9m n\u00f3s podemos repetir essas palavras de Pedro.  Neste per\u00edodo de Quaresma, em que nos preparamos para a grande festa da Ressurrei\u00e7\u00e3o, devemos colocar-nos efetivamente na escola do \u00fanico Mestre e tornar-nos seus disc\u00edpulos. Tamb\u00e9m em n\u00f3s deve nascer um amor apaixonado pela Palavra de Deus. Vamos acolh\u00ea-la com aten\u00e7\u00e3o quando for proclamada nas igrejas; vamos ler a Palavra, estud\u00e1-la, medit\u00e1-la&#8230;  Mas n\u00f3s somos chamados, sobretudo, a viv\u00ea-la, de acordo com o ensinamento da\u00a0 Escritura: \u201cTodavia, sede praticantes da Palavra, e n\u00e3o meros ouvintes, enganando-vos a v\u00f3s mesmos\u201d (<em>Tg<\/em> 1,22). \u00c9 por isso que n\u00f3s, a cada m\u00eas, consideramos uma Palavra em especial, deixando que ela nos penetre, nos modele, \u201c<em>seja ela a viver em n\u00f3s<\/em>\u201d. Vivendo uma Palavra de Jesus, vivemos todo o Evangelho, porque em cada uma de suas Palavras Ele se doa inteiramente, \u00e9 Ele mesmo que vem viver em n\u00f3s. \u00c9 como se uma gota de sabedoria divina Dele, do Ressuscitado, lentamente fosse escavando-nos por dentro e substituindo o nosso modo de pensar, de querer, de agir em todas as circunst\u00e2ncias da vida. <\/p>\n<p style=\"text-align: left\" align=\"right\"><strong>Chiara Lubich<\/strong><\/p>\n<p> <em>Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em mar\u00e7o de 2003.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA quem iremos, Senhor? 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