{"id":344716,"date":"2012-03-27T11:11:26","date_gmt":"2012-03-27T09:11:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/um-exemplo-maravilhoso-de-inculturacao\/"},"modified":"2024-06-06T12:17:50","modified_gmt":"2024-06-06T10:17:50","slug":"um-exemplo-maravilhoso-de-inculturacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/um-exemplo-maravilhoso-de-inculturacao\/","title":{"rendered":"Um exemplo maravilhoso de incultura\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_59399\" style=\"width: 188px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a title=\"Santuario di Guadalupe (Messico), 7 giugno 1997\" href=\"http:\/\/vimeo.com\/39256535\"><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-59399\" class=\" wp-image-59399   \" style=\"margin-right: 10px;border: 0pt none\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/Chiara_Guadalupe_02-178x1361.jpg\" alt=\"\" width=\"178\" height=\"136\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-59399\" class=\"wp-caption-text\">Cidade do M\u00e9xico, 7 de junho de 1997, Discurso de Chiara Lubich no Santu\u00e1rio de Nossa Senhora de Guadalupe<\/p><\/div>\n<p>Estamos todos aqui, aos p\u00e9s da bel\u00edssima imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada no C\u00e9u acima de tudo por amor do querido povo mexicano.<\/p>\n<p>Estamos aqui, pois com voc\u00eas eu tamb\u00e9m desejava ardentemente visitar este santu\u00e1rio, ap\u00f3s ter conhecido um pouco mais esta doce M\u00e3e de Deus e nossa e a sua hist\u00f3ria atrav\u00e9s de leituras que me surpreenderam e comoveram.<\/p>\n<p><strong>O que brota no nosso cora\u00e7\u00e3o<\/strong> devido ao nosso contato com ela, contemplando o grande privil\u00e9gio que o mundo, principalmente o <strong><a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/focolare-worldwide\/america-nord-e-centrale\/messico\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">M\u00e9xico<\/a><\/strong>, teve com a apari\u00e7\u00e3o da nossa doce Senhora? Posso afirmar que floresce espontaneamente na nossa alma uma profunda convic\u00e7\u00e3o: esta Virgem, Nossa Senhora de Guadalupe, tem muito a ver tamb\u00e9m conosco, com o Movimento dos Focolares, com a Obra de Maria.<\/p>\n<p><strong>E por qu\u00ea?<\/strong>\u00a0 Porque Nossa Senhora de Guadalupe \u00e9 a Nossa Senhora do amor\u00a0 e o amor \u00e9 a nossa espiritualidade. De fato, Nossa Senhora de Guadalupe nos explica e nos ensina de modo sublime a arte de amar\u00a0 que n\u00f3s aprendemos com o Evangelho.<\/p>\n<p>N\u00f3s sabemos que o amor sobrenatural tem certas exig\u00eancias.\u00a0 Este amor exige em primeiro lugar que seja dirigido a todos.\u00a0 Por ele j\u00e1 n\u00e3o preferimos o simp\u00e1tico ao antip\u00e1tico, o bonito ao feio, o compatriota ao estrangeiro, o asi\u00e1tico ao africano.\u00a0 O Amor, que Jesus trouxe sobre a terra, deve ser dirigido a todos.<\/p>\n<p>E o que Nossa Senhora de Guadalupe fez?\u00a0 Ela deu um exemplo extraordin\u00e1rio: amou os \u00edndios e os espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>O amor verdadeiro quer tamb\u00e9m que sejamos os primeiros a amar, como Jesus fez.\u00a0 Ainda quando \u00e9ramos pecadores, Jesus deu a vida por n\u00f3s.<\/p>\n<p>Desse modo agiu a celeste Morena. Inesperadamente ela apareceu a um \u00edndio, enfatizando assim, entre outras coisas, as predile\u00e7\u00f5es de Jesus.<\/p>\n<p>Numa \u00e9poca em que o povo ind\u00edgena vivia a sua terr\u00edvel &#8220;sexta-feira santa&#8221;, ela n\u00e3o apareceu ao dominador, mas a um \u00edndio e lhe falou na sua l\u00edngua.\u00a0 E n\u00e3o s\u00f3 apareceu, mas deu amparo e felicidade e, com uma do\u00e7ura celestial, converteu ao seu Filho, Jesus, milh\u00f5es de criaturas humanas de ambas as partes.<\/p>\n<p>O amor sobrenatural, como sabemos, n\u00e3o se nutre de puros sentimentos, de um pouco de bondade, de solidariedade ou unicamente de esmolas.\u00a0 Jesus mesmo testemunhou como \u00e9 esse amor, &#8220;fazendo-se um&#8221; conosco atrav\u00e9s da encarna\u00e7\u00e3o e depois na sua paix\u00e3o e morte. De fato, outra qualidade do amor \u00e9 saber &#8220;fazer-se um&#8221; com os outros para compreend\u00ea-los e compartir suas alegrias e dores.<\/p>\n<p>Esta qualidade do amor, o &#8220;fazer-se um&#8221;, d\u00e1 conte\u00fado \u00e0 imprescind\u00edvel incultura\u00e7\u00e3o, muito proclamada hoje pela Igreja para oferecer uma aut\u00eantica evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nossa Senhora de Guadalupe \u00e9 realmente a M\u00e3e do verdadeiro amor, a M\u00e3e do &#8220;fazer-se um&#8221;.<\/p>\n<p>Nossa Senhora de Guadalupe \u00e9 um exemplo extraordin\u00e1rio e maravilhoso da incultura\u00e7\u00e3o, expressa no seu modo de se apresentar.\u00a0 Ela n\u00e3o tem a fei\u00e7\u00e3o dos brancos, como se imagina Maria de Nazar\u00e9.\u00a0 A sua fisionomia n\u00e3o reflete os tra\u00e7os da mulher branca nem da mulher ind\u00edgena.\u00a0 Ela \u00e9 morenae assim prega a todos a inutilidade do contraste e a necessidade da fus\u00e3o.<\/p>\n<p>Ela indica a sua divina maternidade, simbolizada pelas fitas escuras, que descem ao peito, conforme o costume asteca.<\/p>\n<p>Apresentando-se com um vestido reservado a Deus e aos reis, ela quis revelar que, embora n\u00e3o seja de origem divina, ela \u00e9 tamb\u00e9m a Rainha do Universo.<\/p>\n<p>A Virgem usa, junto com as fitas pretas, uma pequena cruz ind\u00edgena, indicando que o centro do universo \u00e9 Cristo, o qual Maria traz em seu seio. Por\u00e9m, essa cruz vem acompanhada por uma pequena cruz crist\u00e3, gravada na medalha que pende do seu pesco\u00e7o.<\/p>\n<p>A sua imagem real\u00e7a a presen\u00e7a do sol atr\u00e1s dela, mas tamb\u00e9m das estrelas no seu manto e da lua sob os seus p\u00e9s: sol, estrelas e lua, que n\u00e3o s\u00e3o rivais entre si,\u00a0 como se costumava pensar, mas vivem em paz,\u00a0 numa conviv\u00eancia pac\u00edfica.<\/p>\n<p>E poder\u00edamos continuar&#8230;\u00a0 Voc\u00eas, mexicanos, teriam muito mais coisas a nos dizer sobre isso.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o que indiquei me parece suficiente para comprovar uma coisa muito importante: a incultura\u00e7\u00e3o n\u00e3o se limita a &#8220;fazer-se um&#8221; com outro povo espiritualmente, descobrindo e refor\u00e7ando as sementes do Verbo presentes nele.\u00a0 Ela exige que assumamos tamb\u00e9m n\u00f3s, com humildade e gratid\u00e3o, os aspectos v\u00e1lidos, que oferece a cultura dos nossos irm\u00e3os.\u00a0 A incultura\u00e7\u00e3o exige um interc\u00e2mbio de dons.\u00a0 \u00c9 essa a mensagem de Nossa Senhora de Guadalupe.<\/p>\n<p>S\u00f3 assim \u00e9 que o Evangelho poder\u00e1 penetrar no fundo das almas e produzir a sua revolu\u00e7\u00e3o, com todas as consequ\u00eancias.<\/p>\n<div><\/div>\n<div><em>Cidade do M\u00e9xico, 7 de junho de 1997, Discurso de Chiara Lubich no Santu\u00e1rio de Nossa Senhora de Guadalupe<\/em><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi no ano de 1997 que Chiara Lubich, falando no Santu\u00e1rio de Nossa Senhora de Guadalupe, no M\u00e9xico, indicou a \u201cMorenita\u201d \u2013 que apareceu ao \u00edndio Juan Diego \u2013 como exemplo para superar diferen\u00e7as e hostilidades, para abrir-se a um interc\u00e2mbio de dons. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.centrochiaralubich.org\/br\"><span style=\"color: #008080\"><strong>&gt;&gt;Centro Chiara Lubich&gt;&gt;<\/strong><\/span> <\/a><\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-344716","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/344716","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=344716"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/344716\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=344716"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=344716"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=344716"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}