{"id":344764,"date":"2012-04-05T12:46:56","date_gmt":"2012-04-05T10:46:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/com-ele-e-pascoa-perene\/"},"modified":"2024-06-06T12:18:00","modified_gmt":"2024-06-06T10:18:00","slug":"com-ele-e-pascoa-perene","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/com-ele-e-pascoa-perene\/","title":{"rendered":"Com Ele, \u00e9 P\u00e1scoa perene"},"content":{"rendered":"<p><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-60371\" style=\"margin-left: 10px;margin-right: 10px;border: 0px none\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2012\/04\/20120405-01.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"187\" \/>Zenit:\u00a0 <strong>Estamos nos aproximando da P\u00e1scoa. O mundo respira um clima de medo pela imin\u00eancia do terrorismo; no entanto, o mist\u00e9rio da Sexta-feira Santa e da P\u00e1scoa de ressurrei\u00e7\u00e3o que resposta d\u00e1?<\/strong>  Chiara Lubich:\u00a0\u00a0 Todos os dias \u00e9 sexta-feira santa. Vendo o notici\u00e1rio, diante dessa onda de mortes e de atentados, naquelas imagens de viol\u00eancias desumanas, no grito de quem sofre, ressoa o grito de abandono que Jesus lan\u00e7ou ao Pai a cruz: \u201cMeu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?\u201d, a sua prova\u00e7\u00e3o maior, o momento mais tenebroso. Por\u00e9m, o seu grito n\u00e3o ficou sem resposta.  Jesus n\u00e3o permaneceu no abismo desse infinito sofrimento, mas, com um esfor\u00e7o grandioso e inimagin\u00e1vel, voltou a abandonar-se ao Pai, superando aquela imensa dor e reconduziu os homens para o seio do Pai e para o rec\u00edproco abra\u00e7o.  Sabemos quais s\u00e3o as causas mais profundas do terrorismo: o ressentimento, o \u00f3dio reprimido, a sede de vingan\u00e7a alimentada por povos por muito tempo oprimidos, porque os bens n\u00e3o s\u00e3o partilhados e os direitos reconhecidos.  O que falta \u00e9 a comunh\u00e3o, a partilha, a solidariedade. Mas sabemos que os bens n\u00e3o se movem sozinhos, se os cora\u00e7\u00f5es n\u00e3o se moverem. Portanto, \u00e9 urgente suscitar no mundo, em toda a parte, espa\u00e7os de fraternidade, aquela fraternidade reconquistada na cruz.  Daquela cruz Jesus nos d\u00e1 a alt\u00edssima, divina, heroica, li\u00e7\u00e3o sobre o que \u00e9 o Amor: um amor que n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o, mas ama a todos; n\u00e3o espera o retorno, mas toma sempre a iniciativa; que sabe fazer-se um com o outro, sabe viver o outro; que tem uma medida sem medida: sabe dar a vida.  Esse amor tem uma for\u00e7a divina, pode desencadear a mais poderosa revolu\u00e7\u00e3o crist\u00e3 que deve invadir n\u00e3o s\u00f3 o \u00e2mbito espiritual, mas tamb\u00e9m humano, renovando cada express\u00e3o: cultura, pol\u00edtica, economia, ci\u00eancia, comunica\u00e7\u00e3o.  Ser\u00e1 esta a luta mais radical contra o terrorismo: mostraremos a pot\u00eancia da ressurrei\u00e7\u00e3o que venceu o \u00f3dio e a morte, e o verdadeiro rosto do cristianismo, um rosto bem diferente do mundo ocidental.  Zenit:<strong> Um dos seus carismas \u00e9 o di\u00e1logo ecum\u00eanico e interreligioso, hoje mais do que nunca urgente diante do risco do conflito de civiliza\u00e7\u00e3o. Por d\u00e9cadas a busca do di\u00e1logo com as outras religi\u00f5es por vezes colocou de lado a proclama\u00e7\u00e3o de Cristo, enquanto o cardeal Joseph Ratzinger, no livro \u201cF\u00e9, verdade e testemunho\u201d, afirma que nenhum di\u00e1logo pode gerar frutos se n\u00e3o for baseado na busca da verdade e que os cat\u00f3licos n\u00e3o podem renunciar \u00e0 proclama\u00e7\u00e3o da verdade. Qual \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o de voc\u00eas quanto a isso? <\/strong>  Chiara Lubich:\u00a0\u00a0 Partilho esta posi\u00e7\u00e3o. Uma convic\u00e7\u00e3o que se refor\u00e7ou sempre nestas d\u00e9cadas de di\u00e1logo \u00e9 que o que as pessoas de outras religi\u00f5es esperam de n\u00f3s, crist\u00e3os, \u00e9 sobretudo o testemunho concreto do amor colhido do Evangelho, que todos desejam e aceitam, quase como se fosse a resposta \u00e0 conatural voca\u00e7\u00e3o ao amor de cada ser humano. Por isso, \u00e9 de cada religi\u00e3o a regra de ouro: \u201cFa\u00e7a aos outros aquilo que gostaria que fosse feito a voc\u00ea\u201d. No clima de amor rec\u00edproco, que a atua\u00e7\u00e3o da \u201cRegra de ouro\u201d suscita, se pode estabelecer o di\u00e1logo com os pr\u00f3prios interlocutores. Nesse di\u00e1logo procuramos nos \u201cfazer nada\u201d, \u201cfazer-nos um\u201d com o outro, para \u201centrar\u201d, de alguma forma, neles. Este \u00e9 o segredo do di\u00e1logo que pode gerar a fraternidade.  \u00c9 uma arte por vezes exigente, mas sempre vital e fecunda. Os efeitos s\u00e3o dois: nos ajuda a fazer a incultura\u00e7\u00e3o, pois assim conhecemos a religi\u00e3o, a linguagem do outro e predisp\u00f5e o outro a nos escutar.  Notamos que o interlocutor fica tocado e pede explica\u00e7\u00f5es. Podemos passar assim ao \u201crespeitoso an\u00fancio\u201d, onde, por lealdade diante de Deus, para conosco e tamb\u00e9m por sinceridade diante do pr\u00f3ximo, dizemos o que a nossa f\u00e9 afirma sobre o assunto de que se fala, sem com isso impor nada ao outro, sem sombra de proselitismo, mas por amor. E \u00e9 o momento em que, para n\u00f3s, crist\u00e3os, o di\u00e1logo desemboca no an\u00fancio do Evangelho.  Zenit:<strong> Maria \u00e9 o centro da espiritualidade de voc\u00eas e da a\u00e7\u00e3o. Pode nos ilustrar de que modo a Virgem Santa pode favorecer o di\u00e1logo ecum\u00eanico e interreligioso? <\/strong>  Chiara Lubich:\u00a0\u00a0 Maria \u00e9 especialista no di\u00e1logo. Embora tenha sido super-eleita, soube fazer-se um nada de amor. Na acolhida total e incondicionada aos projetos de Deus. \u00c9 esta acolhida, este vazio de amor que as nossas irm\u00e3s e irm\u00e3os de outras cren\u00e7as devem encontrar em n\u00f3s, crist\u00e3os, para descobrir o Amor de Deus que, atrav\u00e9s de n\u00f3s, os ama imensamente.  Tornam-se uma experi\u00eancia viva, no di\u00e1logo com os hebreus e mu\u00e7ulmanos, budistas e hindus, aquelas palavras pronunciadas pelo Papa em Madras, na \u00cdndia: \u201cAtrav\u00e9s do di\u00e1logo fazemos com que Deus esteja presente no nosso meio, para que, enquanto nos abrimos um ao outro no di\u00e1logo, nos abramos tamb\u00e9m a Deus. E o fruto \u00e9 a uni\u00e3o entre homens e a uni\u00e3o dos homens com Deus\u201d.  Juntos podemos trabalhar para que o pluralismo religioso n\u00e3o seja fonte de divis\u00f5es e conflitos, mas ajude a compor na fraternidade a fam\u00edlia humana.  Zenit:<strong> De quem o Movimento dos Focolares recebe for\u00e7a e entusiasmo? De onde nasce este amor ardente?<\/strong>  Chiara Lubich: De uma grande descoberta, que \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o do carisma da unidade: o mandamento que Jesus define novo e seu: \u201cAmai-vos uns aos outros como eu vos amei\u201d, quando \u00e9 vivido com radicalidade, gera a unidade e produz uma consequ\u00eancia extraordin\u00e1ria: Jesus mesmo, o Ressuscitado, est\u00e1 presente entre n\u00f3s, como Ele prometeu \u201ca dois ou tr\u00eas reunidos no seu nome\u201d, isto \u00e9, no seu amor, como dizem os Padres da Igreja.  Uma p\u00e1gina, do in\u00edcio do Movimento, exprime a surpresa diante das primeiras descobertas: \u201cA Unidade! N\u00f3s a sentimos, a vemos, com ela nos alegramos, mas \u00e9 inef\u00e1vel! Todos se alegram pela sua presen\u00e7a, todos sofrem com a sua aus\u00eancia. \u00c9 paz, alegria, amor, ardor, clima de hero\u00edsmo, de suma generosidade. \u00c9 Jesus entre n\u00f3s!\u201d  E com Ele \u00e9 P\u00e1scoa perene!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por ocasi\u00e3o da Santa P\u00e1scoa, publicamos um trecho, sempre atual, de uma entrevista concedida por Chiara Lubich a Zenit no dia 8 de abril de 2004.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-344764","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/344764","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=344764"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/344764\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=344764"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=344764"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=344764"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}