{"id":345018,"date":"2012-07-11T03:00:29","date_gmt":"2012-07-11T01:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/nao-basta-receitar-remedios\/"},"modified":"2024-06-06T12:18:47","modified_gmt":"2024-06-06T10:18:47","slug":"nao-basta-receitar-remedios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/nao-basta-receitar-remedios\/","title":{"rendered":"N\u00e3o basta receitar rem\u00e9dios"},"content":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-articolo_1 wp-image-66928\" style=\"border: 0px none;margin: 10px\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/20120711-01-250x210.jpg\" alt=\"Photo by Martina Bacigalupo\/VU\" width=\"250\" height=\"210\" \/>\u00abSou m\u00e9dico e trabalho num hospital p\u00fablico<\/strong>. Um dia a pol\u00edcia trouxe um homem com duas balas na perna. \u00c9 o tipo de paciente que nenhuma cl\u00ednica quer, um ladr\u00e3o pego em flagrante. Foi gravemente ferido no confronto com a pol\u00edcia, que o levou para n\u00f3s.<\/p>\n<p>Estava quase im\u00f3vel no seu leito, <strong>sem ningu\u00e9m que o assistisse<\/strong>; nem os pais apareceram \u2013 como seria de costume \u2013 porque souberam que ele tinha roubado.<\/p>\n<p>Na maioria dos hospitais da \u00c1frica <strong>cabe \u00e0 fam\u00edlia levar a alimenta\u00e7\u00e3o aos pacientes<\/strong>, lavar as roupas deles e ajud\u00e1-los em qualquer necessidade material. Com a aus\u00eancia dos familiares o paciente fica completamente abandonado. O pessoal do hospital \u00e9 encarregado apenas de prestar os cuidados m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>E n\u00e3o s\u00f3, os outros doentes e os funcion\u00e1rios estavam descontentes com aquele marginal, por isso <strong>ele tinha muita dificuldade para conseguir o que comer<\/strong> e, obrigado a ficar na cama, aos poucos o odor se tornava insuport\u00e1vel.<\/p>\n<p>Reclamei com o comiss\u00e1rio de pol\u00edcia por ter deixado ali uma pessoa sem assist\u00eancia, e ele replicou com dureza: \u201cEste \u00e9 o trabalho do pessoal m\u00e9dico!\u201d.<\/p>\n<p>Lembrei que em outros pa\u00edses s\u00e3o os funcion\u00e1rios do hospital que devem cuidar do paciente. Procurei explicar aos meus colegas que dev\u00edamos interessar-nos por este paciente, mas n\u00e3o consegui convenc\u00ea-los.<\/p>\n<p><strong>Procurei sensibilizar tamb\u00e9m os outros doentes, mas sem sucesso.<\/strong><\/p>\n<p>Num certo momento pensei: \u201cAnimo os outros, e eu? O que fa\u00e7o por ele? Sim, eu prescrevo os rem\u00e9dios, dou um lugar na enfermaria&#8230; mas este \u00e9 apenas o meu dever! Precisa que eu mesmo fa\u00e7a o que estou pedindo aos outros: ir al\u00e9m do m\u00ednimo\u201d.<\/p>\n<p><strong><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-articolo_1 wp-image-66929 alignleft\" style=\"margin-right: 10px;border: 0px none\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/20120711-02-250x123.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"123\" \/>Tirei o paciente da cama e dei um banho nele.<\/strong> \u201cAh! S\u00e3o quase dois meses que n\u00e3o tomo um banho!\u201d, exclamou com alegria. \u201cComo \u00e9 bom sentir novamente os raios do sol na pele!\u201d. Pedi a um dos funcion\u00e1rios que lavasse as roupas dele, e lhe dei uma pequena gorjeta. Depois, com um colega, substitu\u00edmos o colch\u00e3o que estava em p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es. E no fim deixei algum dinheiro com o pr\u00f3prio paciente, caso tivesse alguma necessidade.<\/p>\n<p>Este gesto deu frutos. Os funcion\u00e1rios, por exemplo, come\u00e7aram regularmente a jogar fora os seus dejetos. Os outros pacientes tiveram compaix\u00e3o e come\u00e7aram a dividir as refei\u00e7\u00f5es com ele.<\/p>\n<p>Depois de algum tempo ele pode sair do hospital. Estava satisfeito. Disse-me que n\u00e3o ia mais roubar. E at\u00e9 seguiu o meu conselho de se apresentar \u00e0 pol\u00edcia para submeter-se \u00e0s a\u00e7\u00f5es judiciais. Desejava assumir a responsabilidade pelas suas a\u00e7\u00f5es\u00bb.<\/p>\n<p><strong><em>Dr. H. L. (Burundi)<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um m\u00e9dico do Burundi, impelido pelo amor crist\u00e3o, procura ir al\u00e9m do pr\u00f3prio dever para atender at\u00e9 os pacientes mais dif\u00edceis.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[909],"tags":[],"class_list":["post-345018","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-focolare-worldwide-2-4"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/345018","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=345018"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/345018\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=345018"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=345018"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=345018"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}