{"id":345084,"date":"2012-08-11T04:00:48","date_gmt":"2012-08-11T02:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/santa-clara-de-assis\/"},"modified":"2024-06-06T12:19:00","modified_gmt":"2024-06-06T10:19:00","slug":"santa-clara-de-assis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/santa-clara-de-assis\/","title":{"rendered":"Santa Clara de Assis"},"content":{"rendered":"<p><strong>&#8220;Eram os tempos de guerra<\/strong> Tudo desmoronava diante de n\u00f3s, jovens, apegadas aos nossos sonhos futuros: casas, escolas, pessoas queridas, carreira.<\/p>\n<p>Deus dizia com os fatos uma das suas eternas palavras: \u00ab<em>Tudo \u00e9 vaidade, nada mais que vaidade&#8230;\u00bb.<\/em><\/p>\n<p>Foi da devasta\u00e7\u00e3o completa e mult\u00edplice de tudo o que era objeto do amor do nosso pobre cora\u00e7\u00e3o que nasceu o nosso Ideal.<\/p>\n<p>V\u00edamos que outras jovens se lan\u00e7avam com sincero entusiasmo para salvar e melhorar o futuro da P\u00e1tria.<\/p>\n<p>Era f\u00e1cil falar do Ideal diante de uma vida morta a tudo o que humanamente poderia atrair.<\/p>\n<p>Sent\u00edamos que um \u00fanico ideal era verdadeiro, imortal: Deus.<\/p>\n<p>Diante da destrui\u00e7\u00e3o provocada pelo \u00f3dio, apareceu na nossa jovem mente de um modo muito vivo Aquele que n\u00e3o morre.<\/p>\n<p>E o v\u00edamos e o am\u00e1vamos na sua ess\u00eancia: <strong>\u00abDeus caritas est<\/strong>\u00bb.<\/p>\n<p>Confirmou os nossos pensamentos e as nossas aspira\u00e7\u00f5es outra filhinha, que em outros tempos, bem parecidos com os nossos, soube iluminar com a sua luz divina as trevas do pecado e aquecer os cora\u00e7\u00f5es g\u00e9lidos de ego\u00edsmo, de \u00f3dio, de rancores: Clara de Assis.<\/p>\n<p><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-68249\" style=\"margin-right: 10px; border: 0pt none;\" title=\"20120811-06\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/20120811-061.jpg\" alt=\"\" width=\"173\" height=\"248\" \/>Tamb\u00e9m ela viu, tal como n\u00f3s, a vaidade do mundo, porque o Pobre de Assis, vivo exemplo de pobreza, a educou a \u00abperder tudo para fixar o olhar em Jesus Cristo\u00bb.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m ela, que fugiu do castelo dos Scifi, \u00e0 meia-noite, para a Porci\u00fancula, antes de depor os ricos brocados, respondeu \u00e0 pergunta do santo: \u00abFilhinha o que deseja?\u00bb: \u00abDeus\u00bb.<\/p>\n<p>Era impressionante ver que uma jovenzinha de dezoito anos, bel\u00edssima, cheia de esperan\u00e7as, soubesse englobar todos os desejos de seu cora\u00e7\u00e3o no \u00fanico Ser digno do\u00a0 nosso amor.<\/p>\n<p>E n\u00f3s, tal como ela, sentimos o mesmo desejo.<\/p>\n<p>E dissemos: \u00ab<em>Deus \u00e9 o nosso Ideal. Como doar-nos a Ele totalmente?<\/em>\u00bb.<\/p>\n<p>Ele disse: \u00ab<em>Deve amar-me com todo o cora\u00e7\u00e3o..<\/em>.\u00bb.<\/p>\n<p>Como am\u00e1-lo? \u00ab<em>Quem me ama observa os meus mandamentos. Amar\u00e1s o teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo\u00bb.<\/em><\/p>\n<p>Olhamo-nos uma para a outra e decidimos certamente \u00abamar-nos para am\u00e1-lo\u00bb.<\/p>\n<p>Quanto mais se \u201cvive\u201d o Evangelho, mais se compreende.<\/p>\n<p>Antes que nos lan\u00e7\u00e1ssemos em viv\u00ea-la, assim como as crian\u00e7as come\u00e7am a brincar, a palavra de Deus era perfeitamente obscura para n\u00f3s ou n\u00e3o estava viva na nossa intelig\u00eancia nem era sagrada para o nosso cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Todos os dias faz\u00edamos novas descobertas sobre o Evangelho, que j\u00e1 tinha se tornado o nosso \u00fanico livro, \u00fanica luz de vida.<\/p>\n<p>Compreendemos claramente que no amor est\u00e1 tudo, que o amor rec\u00edproco \u201cdevia\u201d ser o \u00faltimo convite de Jesus aos que o tinham seguido, que \u201co consumar-se em um\u201d devia ser a \u00faltima ora\u00e7\u00e3o de Jesus ao Pai, s\u00edntese suprema da Boa Nova.<\/p>\n<p>Jesus sabia que a Sant\u00edssima Trindade era bem-aventuran\u00e7a eterna, e Ele, Homem Deus que veio para redimir a humanidade, queria arrastar todos aqueles que amava para dentro da com-Unidade dos Tr\u00eas.<\/p>\n<p>A sua P\u00e1tria, a p\u00e1tria dos irm\u00e3os que amou dando o seu sangue.<\/p>\n<p>\u00ab<strong>Consumar-nos em um\u00bb<\/strong>: foi o programa da nossa vida para poder am\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Mas onde dois ou mais est\u00e3o unidos no seu nome, Ele est\u00e1 no meio deles.<\/p>\n<p>Sent\u00edamos a sua divina presen\u00e7a cada vez que a unidade triunfava sobre a nossa natureza rebelde, que n\u00e3o queria morrer: presen\u00e7a da sua luz, do seu amor, da sua for\u00e7a.<\/p>\n<p>Jesus entre n\u00f3s. A primeira pequena sociedade de irm\u00e3os, seus verdadeiros disc\u00edpulos, foi formada.<\/p>\n<p>Jesus v\u00ednculo de unidade. Jesus rei de cada cora\u00e7\u00e3o, porque a vida de unidade sup\u00f5e a morte perfeita do pr\u00f3prio eu.<\/p>\n<p>Jesus rei do pequeno grupo de almas. E diz\u00edamos desde o in\u00edcio: \u00abSim, o Evangelho \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o para cada problema individual e para cada problema social\u00bb.<\/p>\n<p>Ele era assim para n\u00f3s, que nos tornamos um s\u00f3 cora\u00e7\u00e3o, uma s\u00f3 mente; podia s\u00ea-lo para mais gente, para todos.<\/p>\n<p>E n\u00e3o era dif\u00edcil. Bastava ter no pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o os desejos que Jesus teria tido se estivesse no nosso lugar; pensar em cada coisa como Jesus teria pensado, em outras palavras concretizar o Evangelho na pr\u00f3pria vida, fazer a divina vontade, diferente para cada pessoa e mesmo assim proveniente do mesmo Deus, como os raios prov\u00eam do mesmo sol; e a unidade est\u00e1 feita.<\/p>\n<p>A f\u00e9 e o amor, que Ele vivia em n\u00f3s, nos aproximavam de todos aqueles que todos os dias Ele nos fazia encontrar. E este amor, espont\u00e2nea e livremente, os atra\u00eda para o mesmo Ideal.<\/p>\n<p>Nunca pensamos em fazer apostolado. N\u00e3o ach\u00e1vamos uma palavra bela. Abusaram em us\u00e1-la, deturpando o seu sentido. Quer\u00edamos unicamente amar, para am\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Percebemos logo que este era o verdadeiro apostolado.<\/p>\n<p>Sete, quinze, cem, quinhentas, mil, tr\u00eas mil e mais pessoas de todas as voca\u00e7\u00f5es, condi\u00e7\u00f5es. Todos os dias aumentavam as pessoas ao redor de Jesus entre n\u00f3s.<\/p>\n<p>A nossa humanidade pendurada na cruz pela vida de unidade atra\u00eda todos a si.<\/p>\n<p>Unidade perfeita que vivia e vive entre essas pessoas que j\u00e1 moram em toda a It\u00e1lia e no exterior.<\/p>\n<p>Unidade n\u00e3o s\u00f3 espiritual, na busca apaixonada para ser outro Jesus, mas tamb\u00e9m unidade pr\u00e1tica. Tudo em comum: coisas, casas, ajudas, dinheiro. E havia paz, o para\u00edso na Terra.<\/p>\n<p>A vida \u00e9 diferente. Em toda a cidade n\u00e3o existe um escrit\u00f3rio, uma escola, uma loja, uma empresa onde n\u00e3o trabalhe um irm\u00e3o ou irm\u00e3 da unidade.<\/p>\n<p>Deles irradia, como o sol, a vida de caridade que cria uma nova atmosfera sobrenatural, que apaga \u00f3dios, rancores. Muitas fam\u00edlias se recomp\u00f5em na paz: outras come\u00e7am a sua vida tendo no cora\u00e7\u00e3o o Ideal. Estamos no in\u00edcio de uma \u00e9poca nova: \u00aba era de Jesus\u00bb.<\/p>\n<p>E tudo isso porque o \u00fanico princ\u00edpio, \u00fanico meio, \u00fanico fim \u00e9 Jesus.<\/p>\n<p>Jesus \u201cem\u201d n\u00f3s. Jesus \u201centre\u201d n\u00f3s. Jesus fim do tempo e da eternidade.<\/p>\n<p>Que as mentes humanas quebrem a cabe\u00e7a para encontrar solu\u00e7\u00f5es para o drama de hoje! Eles s\u00f3 as encontrar\u00e3o em Jesus. N\u00e3o s\u00f3 em Jesus que vive no \u00edntimo de cada um, mas em Jesus que reina \u201centre\u201d as almas.<\/p>\n<p>Eles n\u00e3o t\u00eam tempo de discutir porque Ele mostra claramente a quem est\u00e1 unido a outros no seu nome, e se assim permanecer, o que \u201c\u00e9 necess\u00e1rio fazer\u201d para restituir ao mundo a paz verdadeira.<\/p>\n<p>Existe uma <em>\u00fanica coisa necess\u00e1ria <\/em><a title=\"\" href=\"#_ftn1\">[1]<\/a> para a alma no seu relacionamento com Deus.<\/p>\n<p>Existe uma <em>\u00fanica coisa necess\u00e1ria <\/em>para a alma no seu relacionamento com os pr\u00f3ximos e \u00e9 am\u00e1-los como a si mesmos at\u00e9 consumar-se em um aqui na Terra, \u00e0 espera da perfeita consuma\u00e7\u00e3o das almas no Uno, Jesus, que est\u00e1 no C\u00e9u.<\/p>\n<p>\u00c9 a Comunidade crist\u00e3.<\/p>\n<p>De \u00abFides\u00bb, 48 (1948), n. 10, pp. 279-280.<\/p>\n<div>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00ab\u2026<em>porro unum est necessarium\u00bb<\/em> (\u00ab<strong>uma s\u00f3 coisa \u00e9 necess\u00e1ria<\/strong>\u00bb <em>Lc<\/em> 10, 42). A cita\u00e7\u00e3o, em latim, era habitual nos primeiros tempos do Movimento.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num texto publicado na revista &#8220;Fides&#8221; em 1948, Chiara Lubich conta que da vida e do exemplo de Clara de Assis, ela e as primeiras focolarinas receberam a confirma\u00e7\u00e3o de que o Movimento, que estava nascendo, era genuinamente evang\u00e9lico.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-345084","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/345084","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=345084"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/345084\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=345084"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=345084"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=345084"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}