{"id":345240,"date":"2012-10-05T05:30:23","date_gmt":"2012-10-05T03:30:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/cenas-de-um-condominio\/"},"modified":"2024-06-06T12:19:29","modified_gmt":"2024-06-06T10:19:29","slug":"cenas-de-um-condominio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/cenas-de-um-condominio\/","title":{"rendered":"Cenas de um condom\u00ednio"},"content":{"rendered":"<p><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-71607\" style=\"margin-right: 10px; border: 0pt none;\" title=\"20121004-03\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/20121004-031.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"210\" \/><strong>\u00ab H\u00e1 quinze anos moramos em um condom\u00ednio.<\/strong> Quatro entradas, cento e vinte apartamentos. Assim que nos casamos, t\u00ednhamos a inten\u00e7\u00e3o de estabelecer rela\u00e7\u00f5es de boa vizinhan\u00e7a e, se poss\u00edvel, tamb\u00e9m transmitir com alegria o nosso estilo de vida, fundamentado na viv\u00eancia do Evangelho. Mas, todos os dias n\u00f3s vamos ao trabalho e n\u00e3o consegu\u00edamos nem mesmo ver os nossos vizinhos. Depois que nasceram os nossos filhos conhecemos algumas fam\u00edlias que tamb\u00e9m levavam as crian\u00e7as ao parque e ao jardim do condom\u00ednio. Tivemos a id\u00e9ia de convid\u00e1-las para um jantar e, depois, houve outras ocasi\u00f5es: festas e passeios fora da cidade. A atmosfera de \u201ccondom\u00ednio\u201d come\u00e7ava a adquirir um novo aspecto.<\/p>\n<p><strong>\u00c0s vezes as rela\u00e7\u00f5es se firmam logo,<\/strong> quando, superada a natural a privacidade, procura-se n\u00e3o somente doar, mas, encontra-se a coragem para pedir. Um dia, Marco devia trocar os fios do nosso apartamento, mas, entende que sozinho n\u00e3o conseguiria faz\u00ea-lo. Com uma atitude humilde pede ajuda ao vizinho que da porta da frente \u00e0 nossa que, o ajudou com uma gentileza inesperada.<\/p>\n<p><strong>Certa vez, durante o ver\u00e3o, voltamos para casa \u00e0 meia-noite<\/strong>. As crian\u00e7as dormiam profundamente nos nossos bra\u00e7os. Diante do elevador j\u00e1 est\u00e3o dois casais \u00e0 espera e n\u00e3o demonstravam a menor inten\u00e7\u00e3o de deixar-nos subir antes deles, n\u00e3o obstante a \u201ccarga\u201d que carreg\u00e1vamos. Com eles aconteceram discuss\u00f5es acerca da inoportunidade (na opini\u00e3o deles) de que as crian\u00e7as (nossos filhos) brincassem no p\u00e1tio do condom\u00ednio. Entram no elevador. <strong>Enquanto esper\u00e1vamos, soa o alarme: o elevador ficou bloqueado<\/strong>. A entrada do pr\u00e9dio estava deserta: com o calor que fazia todos estavam fora da cidade.<strong> O que fazer?<\/strong> Chamar os bombeiros ou a assist\u00eancia t\u00e9cnica e, depois, colocar as crian\u00e7as na cama e ficar tranquilos? Na verdade, eles n\u00e3o nos trataram bem. Mas, dentro do elevador a temperatura deve estar ficando fervente&#8230; <strong>Marco vai correndo at\u00e9 a cabine do motor e, com muito custo, consegue mover o elevador at\u00e9 o andar correto e libertar os \u201cprisioneiros\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Com os nossos vizinhos, fomos jantar fora e os pais deles, tamb\u00e9m nossos vizinhos, telefonaram para avisar que havia um grande vazamento de \u00e1gua no apartamento deles. <strong>Corremos de volta a casa<\/strong>. Abrira-se a tampa da m\u00e1quina de lavar roupas e corria \u00e1gua descontroladamente. Resultado: dois cent\u00edmetros de \u00e1gua em todo o apartamento, sem contar a que corria escada abaixo at\u00e9 \u00e0 entrada do pr\u00e9dio. A situa\u00e7\u00e3o parecia tr\u00e1gica pensando nos poss\u00edveis danos causados aos vizinhos do andar de baixo: recentemente eles haviam revestido o piso com tacos. Colocamo-nos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para que as crian\u00e7as dormissem na nossa casa. Os homens come\u00e7aram a desviar o curso d\u2019\u00e1gua para a sacada, enquanto que, as mulheres munidas de baldes e panos, enxugavam escadas e corredores, evitando assim, felizmente, o que se temia aos vizinhos.<\/p>\n<p><strong>Era j\u00e1 noite e, enquanto coloc\u00e1vamos em ordem a nossa sala,<\/strong> ouvimos gritos terr\u00edveis, no andar de baixo. No primeiro momento pensamos em n\u00e3o nos envolver. Mas, depois, Marco vai at\u00e9 l\u00e1. A porta do apartamento est\u00e1 aberta e ele entra com apreens\u00e3o. Dois outros vizinhos mantinham energicamente, no ch\u00e3o, um jovem de 18 anos e o pai dele caminhava oscilante, com o olhar perdido.<strong> A m\u00e3e chorava desesperadamente dizendo que o filho queria jogar-se da sacada.<\/strong><\/p>\n<p>Outro vizinho mantinha a face coberta com as m\u00e3os: sofrera uma agress\u00e3o do jovem que continuava a agitar-se, babando e com os olhos esbugalhados, repetindo ofensas. Ajudamos no que pod\u00edamos, consolando os pais e esperando a ambul\u00e2ncia que transportou ao hospital aquele jovem no estado de <em>overdose<\/em> de maconha. <strong>Isso tamb\u00e9m pode acontecer em um condom\u00ednio<\/strong>\u00bb. (Anna Maria e Marco, It\u00e1lia)<\/p>\n<p>Tratto da <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/news\/2012\/06\/22\/una-buona-notizia-gente-che-crede-gente-che-muove\/\">Una buona notizia. Gente che crede gente che muove<\/a> \u2013 <em><a href=\"http:\/\/www.cittanuova.it\/eshop_index.php?vista=\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Citt\u00e0 Nuova Editrice<\/a>, 2012<\/em><\/p>\n<h2><span style=\"color: #800000;\"><strong><\/p>\n<p><\/strong><\/span><\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando se entende que o pr\u00f3ximo \u00e9 todo aquele que necessita de n\u00f3s, ainda que n\u00e3o nos conhe\u00e7amos. Cr\u00f4nicas de \u201cUma boa not\u00edcia\u201d. \u201cGente que cr\u00ea, gente que age\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-345240","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/345240","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=345240"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/345240\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=345240"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=345240"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=345240"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}