{"id":345254,"date":"2012-10-11T05:00:38","date_gmt":"2012-10-11T03:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/publico-privado-o-que-e-a-fe\/"},"modified":"2024-06-06T12:19:32","modified_gmt":"2024-06-06T10:19:32","slug":"publico-privado-o-que-e-a-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/publico-privado-o-que-e-a-fe\/","title":{"rendered":"P\u00fablico \u2013 privado: o que \u00e9 a f\u00e9?"},"content":{"rendered":"<p><strong><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-71933\" style=\"margin-left: 10px;border: 0pt none\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Segno.jpg\" alt=\"\" width=\"118\" height=\"184\" \/>A f\u00e9 \u00e9 um fogo que cresce na propor\u00e7\u00e3o do n\u00famero de pessoas a quem \u00e9 comunicada<\/strong>: quem o mant\u00e9m fechado em si arrisca sufoc\u00e1-lo, por falta daquele oxig\u00eanio que \u00e9 a caridade, virtude expansiva e n\u00e3o egoc\u00eantrica. N\u00e3o se fez tudo quando manteve-se a f\u00e9 para si; ent\u00e3o inicia o dever de d\u00e1-la a outros. A religi\u00e3o nasce na consci\u00eancia, mas n\u00e3o morre nela. Nasce e expande-se fora. Mant\u00ea-la fechada, como num cofre, significa comprimir a imensid\u00e3o de Deus e do amor, isto \u00e9, realizar um ato de deforma\u00e7\u00e3o e limita\u00e7\u00e3o, e decorre da\u00ed um culto pequeno, na nossa medida, ciumento do culto de outros, uma tentativa sect\u00e1ria de sequestrar, para uso pr\u00f3prio, a divindade. O nosso Jesus \u00e9 substitu\u00eddo pelo meu Jesus: a catolicidade murcha at\u00e9 a morte, a fraternidade disseca. Tornamo-nos acat\u00f3licos, sem nos apercebermos, adotando, na pr\u00e1tica, o princ\u00edpio do \u201ccada um por si e eu por todos\u201d, no qual a solidariedade do Corpo M\u00edstico se descomp\u00f5e. Como se, no organismo humano, uma c\u00e9lula ou um \u00f3rg\u00e3o agisse sozinho, e n\u00e3o ligado aos outros.<\/p>\n<p>Mas \u2013 e nisso consiste a for\u00e7a da verdadeira personalidade \u2013 o indiv\u00edduo n\u00e3o vive para si, ali\u00e1s, vive o menos poss\u00edvel para si, e <strong>o seu progresso espiritual \u00e9 uma constante renuncia a si pr\u00f3prio, porque servindo aos outros serve a Deus e a si<\/strong>. Segundo o paradoxo de Cristo, quem mais pensa em si pr\u00f3prio, menos pensa em si: avaro que morre de medo e de fome. \u00c9 mais f\u00e1cil salvar-se mediante os outros, porque a salva\u00e7\u00e3o \u00e9 dada por Deus com a regra das obras do homem, ou seja, do servi\u00e7o ao pr\u00f3ximo em quem \u00e9 atuada a lei do amor, ligado a Deus, como \u00e9, n\u00e3o s\u00f3 pela f\u00e9, mas tamb\u00e9m pelo amor que se traduz em atos. \u00c9 ligado por uma f\u00e9 confirmada pelos fatos, com a qual caminha para Deus n\u00e3o apenas num \u201ctu a tu\u201d, mas na companhia dos irm\u00e3os, como cada filho chega ao pai com o d\u00e9bito da solidariedade.<\/p>\n<p><strong>Um impulso para a altura o conduz a Deus<\/strong>, um em latitude o conduz \u00e0 humanidade. Os dois impulsos n\u00e3o s\u00e3o independentes, mas vinculados, como os dois bra\u00e7os da cruz que encontram-se no cora\u00e7\u00e3o de Cristo. E quanto mais um ascende mais o outro se dilata. Mais ama-se a Deus, mais buscam-se os homens, em quem a imagem dele resplandece.<\/p>\n<p>Retirado de <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/chi-e-chiara\/igino-giordani\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Igino Giordani<\/strong><\/a>, \u201cSinal de Contradi\u00e7\u00e3o\u201d, <em>1933 (Citt\u00e0 Nuova<\/em>, 1964 \u2013 pp. 272-274 \/ p. 321)<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.iginogiordani.info\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.iginogiordani.info<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Igino Giordani aborda amplamente este tema no livro \u201cSinal de Contradi\u00e7\u00e3o\u201d, publicado em 1964. A linguagem usada \u00e9 a da \u00e9poca, mas transmite igualmente a for\u00e7a apaixonada de quem v\u00ea a f\u00e9 numa dimens\u00e3o comunit\u00e1ria, e n\u00e3o apenas para o pr\u00f3prio uso e consumo.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-345254","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/345254","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=345254"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/345254\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=345254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=345254"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=345254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}