{"id":345538,"date":"2013-02-10T05:00:22","date_gmt":"2013-02-10T04:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/a-mim-o-fizeste-historia-de-fontem-narrada-por-chiara-lubich\/"},"modified":"2024-06-06T12:20:26","modified_gmt":"2024-06-06T10:20:26","slug":"a-mim-o-fizeste-historia-de-fontem-narrada-por-chiara-lubich","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/a-mim-o-fizeste-historia-de-fontem-narrada-por-chiara-lubich\/","title":{"rendered":"A mim o fizeste. Hist\u00f3ria de Fontem narrada por Chiara Lubich"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_79760\" style=\"width: 368px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/Fontem1.jpg\"><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-79760\" class=\" wp-image-79760 \" style=\"margin-right: 10px;margin-top: 10px;margin-bottom: 10px\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/Fontem1.jpg\" alt=\"\" width=\"358\" height=\"220\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-79760\" class=\"wp-caption-text\">A Mari\u00e1polis permanente de Fontem<\/p><\/div>\n<p>\u00abHoje merece um destaque a hist\u00f3ria de <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/focolare-worldwide\/africa\/camerun\/\">Fontem<\/a>, na Rep\u00fablica dos Camar\u00f5es.\u00a0\u00a0 O seu nome poderia ser: \u201cA mim o fizeste\u201d.\u00a0 A sua hist\u00f3ria parece uma f\u00e1bula.<\/p>\n<p>Numa floresta dos Camar\u00f5es havia um povo que j\u00e1 tinha sido muito numeroso. Quase todo era pag\u00e3o, mas era um povo muito honrado, moralmente sadio e rico de valores humanos. Era um povo crist\u00e3o por natureza, poder\u00edamos dizer. Chamava-se Bangwa, mas estava sendo dizimado pelas doen\u00e7as. 98 porcento das crian\u00e7as morriam no primeiro ano de vida.<\/p>\n<p>N\u00e3o sabendo o que fazer, esses africanos, com os poucos crist\u00e3os que havia entre eles, se perguntaram: \u201cMas por que Deus nos abandonou?\u201d. E conclu\u00edram: \u201c\u00c9 porque n\u00e3o rezamos\u201d. Ent\u00e3o, todos decidiram de comum acordo: \u201cRezemos por um ano; quem sabe se Deus n\u00e3o se recordar\u00e1 de n\u00f3s!\u201d.<\/p>\n<p>Rezaram todos os dias com uma \u00fanica ideia: \u201cPedi e vos ser\u00e1 dado; batei e vos ser\u00e1 aberto\u201d(Mt 7,7). E rezaram por um ano. Terminado o prazo, notaram, por\u00e9m, que n\u00e3o tinha acontecido nada.<\/p>\n<div style=\"width: 284px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/blogs.dir\/1\/files\/50-dei-focolari-in-africa\/fontem-19-gennaio-1969.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"ngg-singlepic ngg-none   \" style=\"margin-left: 10px;margin-right: 10px;border: 0px none\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/blogs.dir\/1\/files\/50-dei-focolari-in-africa\/fontem-19-gennaio-1969.jpg\" alt=\"\" width=\"274\" height=\"398\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Chiara Lubich, Fontem, 19.1.1969<\/p><\/div>\n<p>Sem desanimar, os poucos crist\u00e3os disseram ao povo: \u201cDeus n\u00e3o nos atendeu porque n\u00e3o rezamos o bastante. Rezemos mais um ano\u201d. Rezam outro ano, o ano inteiro. Passa o segundo ano e nada. Ent\u00e3o se reuniram e disseram: \u201cPor que Deus nos abandonou? Por que as nossas ora\u00e7\u00f5es n\u00e3o valem diante de Deus. N\u00f3s somos maus. Fa\u00e7amos uma coleta de dinheiro para dar ao bispo que far\u00e1 rezar uma tribo mais digna, a fim de que Deus tenha compaix\u00e3o de n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>O bispo se comoveu. Come\u00e7ou a interessar-se; foi encontr\u00e1-los, prometendo um hospital. Passaram-se tr\u00eas anos e nada de hospital. A certa altura chegaram alguns <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/movimento-dei-focolari\/scelte-e-impegno\/focolarini\/\">focolarinos<\/a> m\u00e9dicos. E o povo Bangwa viu nisso a resposta de Deus. Os focolarinos foram chamados \u201cos homens de Deus\u201d.<\/p>\n<p>Eles compreenderam que naquele lugar era in\u00fatil falar. N\u00e3o podiam dizer naquelas circunst\u00e2ncias: \u201cIde em paz, aquecei-vos e saciai-vos\u201d (Tg 2, 16). Ali era necess\u00e1rio arrega\u00e7ar as mangas e trabalhar. Abriram um ambulat\u00f3rio onde faltava tudo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m eu fui visit\u00e1-los ap\u00f3s tr\u00eas anos. Aquela grande multid\u00e3o reunida numa vasta clareira na frente da casa do rei, o Fon, me pareceu t\u00e3o unida e t\u00e3o ansiosa em elevar-se, que me pareceu um povo preparado h\u00e1 muito tempo por Maria para o cristianismo na sua forma mais integral e genu\u00edna. Naquela \u00e9poca a regi\u00e3o j\u00e1 era irreconhec\u00edvel. N\u00e3o s\u00f3 pelas novas estradas e as casas, mas tamb\u00e9m pelas pessoas.<\/p>\n<p>A obra precedente dos mission\u00e1rios, que podiam visitar a regi\u00e3o raramente, j\u00e1 tinha implantado bases muito s\u00f3lidas. Pequenos n\u00facleos de crist\u00e3os j\u00e1 tinham nascido em v\u00e1rias partes, como uma semente \u00e0 espera de germinar. Mas depois a marcha rumo ao cristianismo assumiu as propor\u00e7\u00f5es de uma avalanche. Todos os meses eram centenas os batizados de adultos administrados pelos nossos sacerdotes, ainda que rigorosos na sele\u00e7\u00e3o. Um inspetor do governo, que tinha feito uma viagem pela regi\u00e3o para visitar as escolas prim\u00e1rias, no fim quis declarar: \u201cTodo o povo est\u00e1 fortemente orientado ao cristianismo, porque viu como os focolarinos o vivem concretamente\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/20130210-051.jpg\"><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-79763   alignleft\" style=\"margin-right: 10px\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/20130210-051.jpg\" alt=\"\" width=\"353\" height=\"238\" \/><\/a>Devo ressaltar que a evangeliza\u00e7\u00e3o que os focolarinos realizaram naqueles tr\u00eas anos foi quase exclusivamente movida pelo testemunho. Trabalharam muito, ali\u00e1s, quase s\u00f3 trabalharam, e em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, por falta de recursos, de prepara\u00e7\u00e3o dos trabalhadores locais, pelas dif\u00edceis vias de acesso e de abastecimento. Nada de reuni\u00f5es, nada de grandes jornadas nem de discursos p\u00fablicos. S\u00f3 conversas particulares em encontros ocasionais. Mesmo assim, aos domingos, o galp\u00e3o da Igreja se enchia cada vez mais. Junto ao grupo dos crist\u00e3os, aumentava o n\u00famero dos animistas que queriam conhecer o cristianismo. A igreja ficava superlotada, mas a multid\u00e3o que ficava fora da igreja era muito maior. Milhares de pessoas participavam da missa, muitas centenas comungavam.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia de <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/all-opera\/cittadelle\/\">Fontem<\/a> foi para n\u00f3s \u00fanica. Parecia-nos reviver o desenvolvimento da Igreja primitiva, quando o cristianismo era aceito por todos na sua inteireza, sem limita\u00e7\u00f5es e compromissos. E a experi\u00eancia de Fontem j\u00e1 come\u00e7ou a interessar outras comunidades africanas, como do Guin\u00e9, Ruanda, Uganda e Kinshasa no Zaire<a title=\"\" href=\"#_ftn1\">[1]<\/a>, de modo que Fontem adquiria a fun\u00e7\u00e3o de centro propulsor de uma evangeliza\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica. Atualmente Fontem \u00e9 uma localidade grande, com tudo o que \u00e9 essencial numa cidade. E \u00e9 tamb\u00e9m uma par\u00f3quia.<\/p>\n<p>Os focolarinos tiveram credibilidade porque fizeram a Jesus o que fizeram ao povo Bangwa, dando antes de tudo o testemunho do amor entre eles e depois para com todo o povo.\u00bb.<\/p>\n<p align=\"left\"><em>\u00a0\u00a0 Chiara Lubich <\/em><\/p>\n<p align=\"left\">Trecho de um discurso de Chiara no Congresso do Movimento dos religiosos &#8211; Castelgandolfo, 19 de abril de 1995<\/p>\n<div>\n<p>_____________________________<\/p>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\u00a0 Atual Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2013 se celebra os 50 anos do in\u00edcio da difus\u00e3o da espiritualidade da unidade na \u00c1frica. O primeiro evento foi feito no dia 9 de fevereiro em Fontem, uma aldeia na Rep\u00fablica dos Camar\u00f5es onde Chiara mesma, neste discurso, conta a hist\u00f3ria a um grupo de religiosos.<\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-345538","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/345538","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=345538"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/345538\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=345538"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=345538"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=345538"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}