{"id":345572,"date":"2013-02-22T06:28:05","date_gmt":"2013-02-22T05:28:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/experiencias-de-inculturacao\/"},"modified":"2024-06-06T12:20:32","modified_gmt":"2024-06-06T10:20:32","slug":"experiencias-de-inculturacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/experiencias-de-inculturacao\/","title":{"rendered":"Experi\u00eancias de \u201cincultura\u00e7\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"<p><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-80736\" style=\"margin-right: 10px;border: 0px none\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/20130322-01.jpg\" alt=\"\" width=\"286\" height=\"200\" \/>De 10 a 13 de maio de 2013 a Mari\u00e1polis Piero, em <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/focolare-worldwide\/africa\/kenya\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nairobi (Qu\u00eania)<\/a>, ser\u00e1 sede da <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/news\/2013\/02\/28\/nairobi-scuola-di-inculturazione\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Escola de Incultura\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a>, um semin\u00e1rio que este ano ter\u00e1 como tema principal \u201ca pessoa\u201d nas v\u00e1rias tradi\u00e7\u00f5es africanas. Ter\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m de um grupo de <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/movimento-dei-focolari\/un-popolo\/giovani-per-un-mondo-unito\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">jovens<\/a> para a primeira etapa do Projeto <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/news\/2012\/07\/18\/genfest-osservatorio-sulla-fraternita\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cCompartilhando com a \u00c1frica\u201d.<\/a><\/p>\n<p>Em seguida, o depoimento de J\u00falia, ap\u00f3s a sua experi\u00eancia na Uganda.<\/p>\n<p><strong>\u00abAeroporto de Malpensa (Mil\u00e3o), 2 de agosto de 2011<\/strong>. Destino: Kampala, <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/focolare-worldwide\/africa\/uganda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uganda<\/a>. A emo\u00e7\u00e3o \u00e9 grande, mesmo se ainda n\u00e3o posso imaginar que aquelas quatro semanas se tornar\u00e3o uma das experi\u00eancias mais lindas e mais importantes da minha vida. Por um m\u00eas dividi a casa e a vida cotidiana com outra jovem italiana e tr\u00eas ugandenses, e isso me obrigou, imediatamente, a colocar de lado qualquer h\u00e1bito \u201cocidental\u201d, todos os modos de fazer ou de pensar, para abrir-me \u00e0 vida delas. Mas o que no in\u00edcio eram pequenos sacrif\u00edcios logo tornou-se riqueza, uma nova maneira de pensar, de relacionar-me com quem estava ao meu lado.<\/p>\n<p><strong>Fiquei tocada com a concep\u00e7\u00e3o que os africanos t\u00eam da pessoa<\/strong>: para elas a pessoa est\u00e1 no centro de tudo; o outro, e n\u00e3o o tempo, a pressa, os compromissos. Por isso, por exemplo, uma reuni\u00e3o come\u00e7a quando todos chegaram, e n\u00e3o quando o rel\u00f3gio avisa a hora; o \u00f4nibus sai quando est\u00e1 cheio e todos j\u00e1 subiram, e n\u00e3o em um hor\u00e1rio pr\u00e9-estabelecido. \u201cComo podem, voc\u00eas ocidentais, fundamentar os seus dias no correr do tempo, que n\u00e3o pertence a voc\u00eas e que n\u00e3o podem controlar de forma alguma?\u201d. Uma pergunta que ainda ressoa nos meus ouvidos quando me deixo envolver pelo frenesi do dia, com o risco de ignorar as pessoas que est\u00e3o ao meu redor.<\/p>\n<p><strong><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-80738\" style=\"margin-left: 10px;border: 0px none\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/20130322-03.jpg\" alt=\"\" width=\"314\" height=\"205\" \/>Um conceito t\u00edpico da \u00c1frica Subsaariana \u00e9 o do \u201cUbuntu\u201d<\/strong>, uma express\u00e3o que pode ser traduzida como \u201ceu sou o que sou por causa daquilo que somos todos n\u00f3s\u201d. A este prop\u00f3sito, Nelson Mandela disse: \u201cUbuntu n\u00e3o significa n\u00e3o pensar em si pr\u00f3prio, significa, ao contr\u00e1rio, colocar-se a quest\u00e3o: quero ajudar a minha comunidade a melhorar?\u201d. Quanta sabedoria nestas palavras! E n\u00e3o se trata apenas de palavras, mas de vida verdadeira, de vida cotidiana vivida na perspectiva do \u201cn\u00f3s\u201d e n\u00e3o s\u00f3 do \u201ceu\u201d. Tudo \u00e9 partilhado, tudo \u00e9 feito juntos, os filhos do vizinho s\u00e3o como os seus e at\u00e9 um h\u00f3spede desconhecido, que chega por engano \u00e0 sua casa, imediatamente torna-se parte da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Jamais esquecerei a emo\u00e7\u00e3o de quando fui convidada a ir almo\u00e7ar com a fam\u00edlia de uma das jovens que morava comigo: uma casa sem sanit\u00e1rio, num bairro que parecia uma favela, e mesmo assim a mesa estava cheia e a comida era abundante. Porque n\u00e3o importa quantos sacrif\u00edcios comporta convidar para o almo\u00e7o as amigas de sua filha: a hospitalidade, a reciprocidade e a partilha com o outro valem mais do que qualquer outra coisa.<\/p>\n<p><strong><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-80737 alignleft\" style=\"margin-right: 10px;border: 0px none\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/20130322-02.jpg\" alt=\"\" width=\"207\" height=\"129\" \/>Deixei a Uganda sentindo-me mais rica do que antes<\/strong>. Por semanas fui estrangeira, algu\u00e9m com uma cor de pele diferente, uma l\u00edngua diferente e outros costumes, e, no entanto, sempre fui acolhida, sempre encontrei um sorriso e um aperto de m\u00e3os, nunca me senti descriminada ou sem um lugar.<\/p>\n<p>Agora, quando encontro os muitos imigrantes que moram na minha cidade parece que os vejo com outros olhos: procuro colocar-me no lugar deles. Este peda\u00e7o de \u00c1frica que todos os dias desembarca na Europa merece aquela mesma e imensa acolhida que eu, embora estrangeira e branca, recebi na Uganda. Isso \u00e9 partilha, \u00e9 reciprocidade, \u00e9 Ubuntu, algo que vai bem al\u00e9m do simples respeito pelo \u201cdiferente\u201d, ali\u00e1s, diferente de quem? Poucas horas de avi\u00e3o e voc\u00ea se torna \u201co diferente\u201d, e se d\u00e1 conta que somos muito mais semelhantes do que aquilo que se pensa\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria de uma jovem italiana ap\u00f3s um per\u00edodo em Kampala, na Uganda. A descoberta da pessoa dentro das tradi\u00e7\u00f5es africanas.<\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-345572","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/345572","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=345572"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/345572\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=345572"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=345572"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=345572"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}